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terça-feira, julho 15, 2003

  Quem constrói os Robots? - Part 2

A Maria lavava a roupa à mão. A Maria comprou uma máquina de lavar roupa. A roupa continua a ser lavada e a Maria fica livre para "produzir" o que desejar que acrescente valor para ela própria. Ler, descansar, ver uma novela, pintar uma obra-prima, fazer bolos para vender, escrever um blogue. Quando o robot substitui a Maria, o valor para a sociedade aumenta. À riqueza que a Maria criava anteriormente ao transformar roupa suja em roupa lavada, adiciona-se a riqueza adicional que a Maria vai criar.

Quando os trabalhos mais duros passam a ser executados por máquinas, a sociedade enriquece. À riqueza que não deixa de ser criada, junta-se o valor criado pelos trabalhadores livres para outras actividades. No longo prazo todos ganham. No curto prazo, há um problema friccional de trabalho, porque a redistribuição de riqueza não é imediata. Esse problema já foi sentido na pele por aguadeiros, ferreiros, correeiros, copistas, arqueiros, caçadores, carregadores, fiandeiras, ladrões de diligências, programadores de Cobol, e por todos os trabalhadores de todas as fábricas que ao longo de todos os tempos conheceram a obsolescência.

"Economic progress, in capitalist society, means turmoil." (Schumpeter)

(continua...)

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