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terça-feira, julho 15, 2003

  Quem constrói os Robots – part 3

Continuando o debate com o Incongruências e também com o algarvio da Mágica Lâmpada...

Escreveu o primeiro: "Teremos também empresas ultra automatizadas, com as fábricas paradas, sem ter a quem vender os seus produtos"

Serei o único a despistar nesta frase uma pequena incongruência? Que empresário com meio palmo de testa investiria numa fábrica ultra automatizada se não tem mercado para os seus produtos? (Admitindo que o empresário não é o estado, claro...)

Escreveu o segundo: "A tendência é, no entanto, a substituição também do trabalho nos serviços por trabalho informatizado e, consequentemente, de trabalhadores por computadores. A consequência é clara: desemprego em massa. Porquê? Porque seguindo o modelo de deixa-andar económico e social que tem sido seguido pelo ocidente...,a eficiência aconselha a substituição de trabalhadores por software sofisticado, e esses trabalhadores não terão qualquer sítio para onde ir."

Então e não reconhecem a este maldito sistema nenhuma capacidade de auto regulação? Se houvesse mais desemprego, baixariam os salários até que o preço do trabalho voltasse a ser competitivo, admitindo que os governos não o impedissem através de leis restritivas à livre contratação.

Mas nem é bem esse o caso. O passado ensina-nos que nos devemos preocupar muito mais com a falta de inovação do que o contrário...

Lamentava-se alguém pela deslocalização de uma indústria da Holanda para a Coreia. Se os trabalhadores holandeses ganhassem o mesmo que os coreanos, aquela indústria teria continuado em Roterdão. Só se deslocalizou porque o valor do trabalho na Holanda tornou a indústria pouco competitiva. E o valor do trabalho na Holanda aumentou porque outras empresas inovadoras criaram empregos e pressionaram o mercado de trabalho para equilíbrios mais altos. Parece-me bom para os holandeses. Não é?

(continua...)


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