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sexta-feira, agosto 29, 2003

  Fidel Castro, esse perigoso neo-liberal!

Um grupo de psicólogos espertos concluiu que os conservadores são todos uns desgraçados. Logo, alguns jornais e blogues embandeiraram em arco. Escreveram-se coisas com esta:

"O sentimento de instabilidade na sociedade, o medo da morte, a intolerância face à ambiguidade, a necessidade de reclusão, uma baixa complexidade cognitiva e um sentimento de ameaça são os factores que levam as pessoas a optarem politicamente pela direita. Não se ofendam. Isto é o que dizem uns cientistas americanos, na edição de ontem do Washington Post.". (Tirei daqui, mas não sei se foi citação.)

Como já ando cá há muitos anos, fui à fonte. Fiquei esclarecido.

"There are also cases of left-wing ideologues who, once they are in power, steadfastly resist change, allegedly in the name of egalitarianism, such as Stalin or Khrushchev or Castro (see J. Martin, Scully, & Levitt, 1990). It is reasonable to suggest that some of these historical figures may be considered politically conservative"

Para os autores do estudo, Stalin, Khrushvev e Castro são conservadores. Agora acredito nas conclusões. Ser conservador é claramente um caso patológico.

Nos fáceis raciocínos que se seguem, se é conservador é de direita, se é de direita é neo-liberal, e não tarda estamos no ponto: Fidel Castro é um exímio representante do capitalismo globalizante neo-liberal. Buuuuuuu. Fidel, no te queremos.

Nota 1: Esqueçam o meu post anterior. Acabo de descobrir onde se deu um novo apagão. Aconteceu dentro da cabeça de alguns 'cientistas' de Berkeley.

Nota 2: Muito sobre este assunto aqui. Sigam os links.

Nota 3: O Valete já tratou deste assunto. Como sempre. A partir dele fui parar a este link.

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