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terça-feira, setembro 02, 2003

  In-Fidelidades

Janerky De La Pena, 20 anos; Michel Brito Ferrer, 24; Charles Leon Tamayo, 22. Fugiram do paraíso com destino ao inferno. Mais três tinham feito o mesmo no princípio do mês. Estarão loucos?

Estes atletas são a nata da sociedade cubana, heróis populares e podem esperar quase todas as benesses que as ditaduras habitualmente atribuem às elites. O regime investe neles. Proprciona-lhes as melhores condições de vida a que um cubano pode alguma vez aspirar, pede-lhes esforço e dedicação, compensa-os com glória e qualidade de vida futura. Então, fugir porquê? Para quê treinar tão arduamente, sacrificando parte significativa das alegrias da juventude, se na primeira oportunidade, num ápice, se destrói a carreira desportiva a glória e a popularidade?

Encontrei no outro lado do oceano uma explicação:

Algumas pessoas acham que Cuba tem bons atletas porque eles investem desproporcionalmente no esporte como forma de "mostrar para o mundo" que o comunismo é bom. Eu não acho. Acho que a qualidade dos atletas cubanos vem do seu próprio esforço e dedicação. Com o objetivo de poder viajar para competições e ter a chance de, em qualquer momento de distração dos chefes da comitiva, fugir da "concentração" e pedir asilo...

É. O doce sabor da liberdade.

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