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terça-feira, setembro 02, 2003

  Virus, Anti-Virus, Terroristas e Anti-Terroristas

No post "Vírus de Sucesso" ontem publicado no jaquinzinhos, sugeria-se um paralelismo entre a alegria do autor de um virus informático que mede o sucesso da sua obra pelo número de computadores infectados e a alegria do terrorrista que mede o sucesso do seu atentado pelo número de vítimas que a bomba provocou. Escreveu-se:

"O autor do bicho deve sentir um tipo de orgulho em tudo semelhante ao dos líderes do Hamas que, horas depois de terem enviado os seus mensageiros para matar inocentes num autocarro em Jerusalem ou em Tel-a-viv, ouvem a notícia da explosão na al-Jazeera."

Alexandre Monteiro, autor do excelente No Arame, comentou:

"E depois aparece um virus novo, e surge uma actualização, e novamente um vírus novo, e ad aeternum - e o único lucrador são as empresas de antvírus. Em todo o caso, o teu paralelo com a situação em Israel é muito 'feliz' - basta subsituir vírus por bombista e antivírus por missil maverick..."

João Lopo (suponho que da Attac) comentou:

"Não são os antivirus que vão acabar com os autores de virus, tal como não é a violência=terrorismo de estado que vai acabar com os atentados terroristas."

Chamem-me maniqueísta, redutor, acusem-me de ver o mundo a preto e branco. Só que, tal como no caso do terrorismo, não consigo por em pé de igualdade o vírus e o anti-vírus. Não vejo outra maneira de combater os programadores que não seja a perseguição e punição. Não vejo outra maneira de combater os efeitos dos vírus que não a protecção e o cuidado de não deixar entrar. Mesmo que a troco de alguma liberdade, até a liberdade que gostaria de ter de receber anexos a mensagens que amigos me enviam e que eu recuso sempre que o formato me parece perigoso.

E sim, vale a pena instalar muros no nosso computador. Quando mais nada funciona, pode ser a solução. A não ser que tenham alguma ideia melhor. Têm?

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