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sábado, maio 31, 2003

 
Bom Ministro?

Terá sido Paulo Pedroso um bom ministro? O Cruzes Canhoto lamenta que "...tanto um dos melhores ministros como um dos melhores humoristas portugueses dos últimos tempos se encontrem associados a este caso lamentável".

Paulo Pedroso angariou uma imagem de competência quando desempenhou funções de Secretário de Estado, porque o deixaram gastar 50 milhões de contos e autorizaram-no a escrever em letra de lei que o estado iria gastar esses milhões todos os anos futuros com um produto chamado Rendimento Mínimo Garantido. Após ter demonstrado que sabia como consumir rapidamente muitos milhões do orçamento, foi promovido. Como ministro manteve sempre políticas de estado gastador, vangloriando-se em todos os orçamentos do aumento de despesa com os seus 'produtos sociais' e mesmo na oposição, as criticas que fez aos novos OE basearam-se no pressuposto "o estado não está a gastar o suficiente". Isto só pode fazer de Paulo Pedroso a típica representação do pior da herança do Guterrismo: a irresponsabilidade.

E no produto maravilha que foi o RMG, Paulo Pedroso foi triplamente incompetente:

1. Foi incompetente no conceito. Não foi Paulo Pedroso que baptizou o RMG, mas adoptou-o como se fosse o seu próprio filho. O apelido escolhido é muito pernicioso. A palavra "garantido" pressupõe que alguém tem um direito absoluto, independente da capacidade de o suportar por quem tem o dever de o pagar. Sinaliza a sociedade para ir em contramão. Se tens dificuldades, não tentes sair delas porque o estado só te ajuda se tu não fizeres nada. Não arranjes emprego que perdes o subsídio.

2. Foi irresponsável no financiamento. Apenas teve que gastar, não se preocupou com o financiamento que foi generosamente suportado pelos nossos impostos e pelo déficite público (o que é a mesma coisa). Quando se lança um produto que custa 50 milhões de contos deve dizer-se claramente de onde vêm os fundos. Se Paulo Pedroso tivesse dito: "os 50 milhões que vamos gastar serão financiados assim: nos próximos anos vamos aumentar menos os funcionários públicos, vamos atrasar a construção de x escolas ou de y hospitais e provavelmente vamos também aumentar impostos", teria sido muito mais honesto. Mas como não fez nada disto, foi simplesmente leviano.

3. Tecnicamente o RMG dificilmente poderia ter sido pior concebido. Retirar ao montante do subsídio todo e qualquer rendimento adicional que o beneficiário receba, desmotivando imediatamente qualquer trabalho legal é o maior incentivo que se pode dar à economia paralela. Não foi criada qualquer estrutura capaz de fiscalizar e de gerir a atribuição dos subsídios abrindo porta à fraude generalizada. O RMG foi extensivamente usado por comunidades marginais(para as quais é impossível fazer prova de rendimentos uma vez que vivem na economia paralela) e por toxico-dependentes e traficantes (o que muitas vezes era usado por estes como atenuante para a situação ilegal em que se encontravam). Isto para não falar na enorme pressão sobre as assistentes sociais que tinham de ir informar o "Zé Espanhol" que a partir do mês que vem os subsídios vão ser cortados...

Paulo Pedroso teria sido um bom ministro se tivesse conseguido dotar o estado de redes de segurança social eficazes e economicamente viáveis e sustentáveis. Fez o contrário. Esbanjou mal e vangloria-se do esbanjamento. Claramente, um mau ministro.

 
Angústia

Uma angústia que não me larga... Quando tinha 18 anos, tive uma namorada de 16. Serei constituído arguido?

sexta-feira, maio 30, 2003

 
Bola Verde

Obrigado atrasado ao Bola Verde pelas boas vindas à blogoesfera. Embora tenha coração de Leão, não esperem que o Sporting seja assunto a tratar aqui pelos Jaquinzinhos.

Prometi a mim mesmo tentar evitar escrever sobre futebol porque corro três grandes riscos quando o Sporting vem à baila:

1. Posso parecer ter um grau de parcialidade tão elevado como a Leonor Pinhão, quando metade já era grave.
2. Posso perder toda a lucidez que me resta, como Miguel Sousa Tavares.
3. Posso perder a compostura como o irmão da ministra.

É que nisto da bola, sou tão imparcial como o PS: um penalty não assinalado contra o Sporting são coisas do jogo; um penalty não assinalado a favor do Sporting é uma conspiração.

Mais vale ficar caladinho...

Saudações leoninas.

 
Herman SIC... ahhh, perdão, Herman TIC

Hoje em directo do Tribunal de Instrução Criminal, às 10:00, na presença de 6.245 jornalistas.



 
A Polícia à Portuguesa.

Hoje passei na Feira do Livro. Atravessei o Parque Eduardo VII por entre centenas de carros estacionados... na relva.

Fui ter com dois polícias de trânsito que estavam a 100 metros de distância e chamei-lhes a atenção para a situação. Disseram-me que sim. Que era mau. Que estavam noutro serviço. Que talvez. A relva é da câmara. Que tinham mais que fazer. Perguntaram-me o que é que eu queria que eles fizessem. Respondi-lhes: aquilo para que lhes pagam. Façam cumprir a lei. Autuem aqueles portugas maus cidadãos. Responderam-me que a lei não diz que é proibido parar na relva.

Cheguei a casa e fui ler o código da estrada. Aprendi que é proibido parar na relva.

Um dos polícias chamava-se Manuel S. e tinha uma grande braçadeira encarnada no braço, com um T branco. T de Trânsito, suponho.

Fico com a dúvida de qual é o mais incompetente: o chefe do Manuel, o Manuel, ou quem o fez polícia.

A feira do livro ainda vai durar 3 semanas. Pobre Parque...

quinta-feira, maio 29, 2003

 
A Lógica do Rato

Até que Portas merece. Se há alguém neste governo que o merece é Portas. Temos muitos ditados cá pela Lusitânia que se colam a Portas que nem gingas. Quem com ferro mata, com ferro morre. Quem semeia ventos, colhe tempestades. Provar do próprio veveno. A vingança serve-se fria. Por aí fora.

Confesso que vi as performances justificativas de Portas nas TVs sem conseguir evitar cínicos sorrisos.

Outros sorrisos andam agora pelo Largo do Rato. Sorrisos bem amarelos, espalham-se pelos rostos dos que queriam ver Portas enterrado vivo. Tanto gritaram demissão, tantas explicações adicionais pediram... e agora que ele as vai dar no sítio certo, andam calados que nem Pedrosos, digo, que nem pedras.

Vamos ver se compreendemos: Portas devia afastar-se porque... hmmm.. era uma testemunha suspeita. Pedroso não devia demitir-se. Foi obrigado a suspender o mandato porque os malandros da direita obrigaram... E parece que deve ser mesmo assim, pelo menos a acredita no que grande parte da imprensa transmite.

A lógica é mais ou menos esta:

Portas é testemunha, logo deve demitir-se. Pedroso é arguido, logo analisemos profundamente o funcionamento da justiça portuguesa.

Escreveu AP no forumsons, que...

...se um Japonês aterrar em Portugal, ligar o televisor, e procurar acompanhar as notícias locais, através da SIC Notícias por exemplo, o que é que pode concluir? Vejamos:

1 - "Paulo Pedroso é um jovem talentoso, honesto (até se pôs à disposição para o interrogatório!), e acima de tudo é inocente, pois está a ser preparada contra ele uma grande cabala com fins políticos";

2 - "Ferro Rodrigues é um homem frontal que quer levar este caso até às últimas consequências, de modo a desmarcarar os responsáveis da cabala e as suas intenções; para tal, até se dispôs a ser interrogado, sem mais demoras, pelo DIAP!"

3 - "João Soares? Quem é esse gajo? Só o vi numa entrevistazeca de 5 minutos e não percebi muito bem de que é que falavam. Só apanhei o nome de um tal Santana Lopes...";

4 - "Esse filho da mãe do Paulo Portas é culpado! Caramba, já devia de se ter demitido, e barricado à força numa cela de um qualquer estabelecimento prisional (já que a justiça não o acusa)";


A SIC-Notícias parece ter Costas largas.

 
Noite de Cinema

Touch of Evil. 21:00 Hollywood.

 
Ainda não vi o Matrix

Escrevo de memória.

Já lá irão 8 ou 9 anos desde que António Pinto Leite profetizava que a década que aí vinha seria a década da qualidade. Escrevia APL, na sua habitual crónica na Revista do Expresso, que Portugal tinha sofrido espantosas transformações em apenas duas décadas. Era verdade. Desde 1974 e até meados de 90, Portugal conquistara a democracia, um regime estável, integrara-se na comunidade internacional e a economia dos anos do cavaquismo aproximara Portugal da Europa. Tínhamos auto-estradas novas, uma orgulhosa Expo em construção e grandes multinacionais instalavam-se em Portugal. A banca privada demonstrara aos portugueses que afinal era possível levantar dinheiro de um banco sem esperar horas numa fila e a Telecel ensinou-nos que se pode ter um telefone sem estar um ano em lista de espera.

O que faltava mudar? Muito. O estado e os serviços públicos. As obras sem respeito pelos cidadãos. O lixo nas praias. As casas de banho imundas de alguns cafés e restaurantes. O ruído em zonas habitacionais. A sinalização das estradas e das cidades. A polícia displicente. O urbanismo descontrolado de algumas autarquias. As listas de espera. Os maus professores que ninguém controlava. Nos balcões dos notários e das repartições, conseguir um qualquer documento do estado era equivalente a percorrer uma via sacra, criar uma pequena empresa era coisa para 6 meses.

Mas apesar de tudo, pairava a sensação que os portugueses estavam a ficar mais exigentes e pouco a pouco, o que estava mal seria mudado. Profetizava António Pinto leite que a revolução das mentalidades seria trabalho para a próxima década. Acreditei piamente naquele artigo e lembro-me de ter distribuido fotocópias por alguns amigos.

Depois veio a terceira via. A questão deixou de ser o dever de cidadania de cada um de nós e passou a falar-se apenas de direitos de cidadania. Em vez da cultura de exigência promoveu-se a cultura do facilitismo do "estado faz, o estado ajuda". Deu no que deu. Não sei se poderia ter sido diferente, mas resta-me acreditar que sim.

Desde Julho de 2002 que espero por uma certidão pedida na Conservatória do Registo Comercial de Cascais. É por estas e por outras que ainda não fui ver o Matrix. O 'hype' à volta da estreia elevou demasiado as expectativas. Chega de desilusões.

quarta-feira, maio 28, 2003

 
Surpresas

Ontem foi Boaventura. Hoje foi o Eduardo. Um destes dias encontrarmos EPC no Forum para a Liberdade da Educação?

 
Obrigado

Foram simpáticas as boas vindas do Liberdade de Expressão e do Valete Frates, conhecido de guerras antigas, nos tempos em que os Foruns do Público eram um bom local de debate; depois apareceu o José Vitor Malheiros e enquanto esfregava o olho, destruiu a comunidade forense; Alguns recolheram-se no Forum Sons.

Também o Intermitente deu as boas vindas ao Jaquinzinho, sugerindo uma mudança de cor clubística. Impossível. Quem passa 18 anos no deserto, vira camelo.

O Jaquinzinhos sentiu-se bem recebido na blogosfera.


 
O Clone

No Público de hoje, mais um artigo assinado pelo prolífico Boaventura de Sousa Santos, intitulado "A Judicialização da Política". Fiquei estupefacto: concordo com grande parte do que li nas linhas, apenas discordando de algumas leituras que imagino sugeridas nas entrelinhas.

Concordar com BSS é um péssimo sinal. Senti que aquele artigo tinha sido escrito por um clone. Após uma segunda leitura as minhas suspeitas foram confirmadas: não foi BdSS que escreveu este texto.

A prova? Nunca BdSS escreveu um texto com mais de 1000 palavras em que não atribua todos os males do mundo ao neoliberalismo. QED.


terça-feira, maio 27, 2003

 
Teoria da Constipação

Ferro Rodrigues pode estar descansado: não é só em Portugal que se conspira. A grande conspiração que assola o mundo roda à volta da SARS.

Enquanto uns chineses tradicionais atribuem a origem da SARS aos galináceos , outros chineses de Hong-Kong acham que foram os gatos. Em terras de Sua Majestade, há uns súbditos que preferem a teoria extra-terrestre.

Ao que parece, andam todos muito longe da verdade: as novas teorias apontam para um virus preparado em laboratório (onde é que eu já vi isto?) que ficou fora de controle. Numa conferência em Irkutsk, na Sibéria, o conceituado Dr. Sergei Kolesnikov, membro da Academia Russa de Ciências Médicas explicou que o virus da Pneumonia Atípica foi criado artificialmente, provavelmente para ser usado como arma biológica...

O distinto cientista russo está bem acompanhado: Leonard Horowitz, DMD, MA, MPH (com tantas letras só pode ser um sábio) explica que este ataque viral sem precedentes, é uma engenhosa experiência social de bioterrorismo insitucional. O objectivo da experiência é a redução da população mundial a metade ou 1/3 da actual. Parece que alguém traçou este objectivo... Quem terá sido? Ora... Bush, está-se mesmo a ver.

Mais do uma teoria da conspiração, isto é a teoria da constipação.


segunda-feira, maio 26, 2003

 
Blagues de Esquerda - 2

O grupo feminista do Bloco de Esquerda anda muita activo. As militantes da causa vasculham cada linha de cada documento em busca de resquícios do machismo que pretendem exonerar da sociedade. E como mandam as regras, deve começar-se por limpar a própria casa.

No tal documento em que o Bloco nos ensina o caminho que nos fará deixar para trás a crise actual e encontrar o paraí­so futuro, é evidente a profunda preocupação das camaradas militantes fêmeas bloquistas com a remanescente desigualdade de tratamento entre sexos que os seus camaradas militantes machos bloquistas, subconscientemente, incorporaram em versões preliminares do documento.

As bloquistas Alda Macedo, Fátima Grácio, Helena Pinto, Manuela Tavares e Maria José Magalhães sugeriram um infindável número de alterações. Por exemplo, quando o documento refere a "ofensiva neo liberal", logo sugerem que se acrescente "que a igualdade entre homens e mulheres ... tem sido alvo importante desta ofensiva neo-liberal."

Quando o documento fala genericamente de minorias, pedem que se inclua no texto "A perda de direitos sociais reduz as condições para uma maior participação social e polí­tica das mulheres".

A palavra "barbárie" (que o Bloco opõe a socialismo, citando Rosa Luxemburgo) sugeriu às militantes bloquistas mais uma oportunidade de protagonismo: "Este neoliberalismo conservador precariza o trabalho com consequências mais gravosas para as mulheres, já que a flexibilização, o trabalho a tempo parcial e o trabalho ao domicílio conduzem ao não cumprimento dos direitos sociais, a uma maior exploração, reduzindo a sua capacidade de exploração e resistência".

Por aí fora. Tudo serve às bloquistas feministas para meter a sua colherada. Quando se fala de 'movimentos de massa' anti capitalistas, anti-neoliberais e anti-guerra, as bloquistas pedem que se acrescente "Entre eles, os movimentos feministas e de mulheres que denunciaram e questionaram o contrato social e sexual implícito fortemente enraizado na cultura e na organização social que pressupõe o feminino afecto à esfera privada e o masculino à esfera pública".

Elas lembraram que "No analfabetismo as mulheres duplicam o número dos homens", "a pobreza se concentra nas famí­lias monoparentais encabeçadas por mulheres e, nos idosos, maioritariamente mulheres, tornando mais visí­vel a feminização da pobreza" e que "A oferta de formação continua muito estereotipada e fordista e com muito menor oferta para as mulheres"e protestam contra o conservadorismo que "atenta contra a legitimação das diferenças em matéria de orientação sexual não aceitando a diversidade de estruturas familiares, como é o caso das famílias gays e lésbicas".

E o prémio da Melhor Alteração Sugerida Politicamente Correcta e Absolutamente Ridí­cula vai para...

substituir "todos os trabalhadores" por "homens e mulheres trabalhadores". Claro. A língua portuguesa é muito traiçoeira...

Foi uma vitória absoluta para o feminismo militante bloquista. Toda as propostas foram aprovadas.

E para evitar a multiplicação destes problemas no futuro, o Bloco decidiu criar o género 'assexuado', inventando uma nova letra. Confirme-se:

"A redacção final integrará a generalização da referência aos géneros (exemplo: "reformadas e reformados, ou reformad@s)."

O líder do Bloco que se ponha a pau... não falta muito para que seja obrigado a assinar como Francisco/a Louçã/ão. Ou, simplificando, Francisc@ Louç@. Parece que tanto @ Miguel Port@s como @ Luí­s Fazend@ estão de acordo.

Viva a igualdade.


 
Casa VIP

A profusão de VIPs no processo Casa Pia confunde-me. Exceptuando o Bibi, todas aquelas figuras são mais adequadas à Olá ou à Caras do que ao 24 Horas ou ao Jornal do Crime. Será que no meio desta pia confusão não serão presos ou indiciados um qualquer desconhecido Sr. Silva, pequeno comerciante, um anónimo Sr. Pereira, pequeno industrial, ou um qualquer Sr. Martins funcionário público?

Esta exclusividade é anti-estatística e ajuda a alimentar as teorias da conspiração. Já ouvi várias e a última envolve grandes guerras entre lojas maçónicas. Uma conspiração atí­pica. Terrível cabala. Ou, como dizia um conhecido polí­tico, uma grande urdidura.

Acho que se pode resumir assim: é uma grandecí­ssima urdidura cabalí­stico-conspirativa.


 
Blagues de Esquerda - 1

O Bloco faz-nos rir muitas vezes. Muitas. Aquele albergue de antigos trotskystas, desiludidos da vida, sonhadores de bom coração, revolucionários empedernidos, boémios, GLBTs, feministas militantes, anti-capitalistas, anti-americanos, saudosistas dos movimentos de libertação e outra gente gira é uma fonte permanente de diversão.

Recentemente o bloco produziu um documento que contém algumas pérolas. Hilariantes. Se bem entendi, o documento intitula-se PROJECTO DE RESOLUÇÃO POLÍTICA - DA POLÍTICA DA CRISE À POLÍTICA DO SOCIALISMO e foi produzido pela Comissão Executiva da Mesa Nacional à  III Convenção do Bloco de Esquerda.

Fica-se a saber que o caminho da crise até ao socialismo faz-se por um labirinto de teses desconexas que se constituem nas causas da moda a que o Bloco de Esquerda se dedica. Entre várias propostas sujeitas a votação, encontra-se esta interessante sugestão do bloquista Francisco Casaca:


'Para vislumbrar, o que imediatamente, as massas populares têm a ganhar com o derrube do capitalismo, poderemos enumerar algumas das primeiras medidas a tomar pelo governo socialista:

- A adopção dum sistema de pagamento horário uniforme para toda a população trabalhadora.
- Um imediato cancelamento de todas as dí­vidas.
- Substituição do governo parlamentar por uma legislação directa do povo.'


A proposta foi rejeitada - ohhhhh!!!. Esclarece a Comissão de Redacção do Projecto que: 'Não compete a este texto determinar o que serão as medidas de um governo socialista, e presumimos que dificilmente um governo socialista imporá um salário horário igual para todas as pessoas.'

Imagino a desilusão do bloquista Casaca, ao perder a esperança de igualar o salário do deputado Fazenda e ter a casa paga antes dos 40... Felizmente a nega teve direito a uma clara justificação:

'Ao assumir esta perspectiva, o Bloco projecta a esquerda como movimento polí­tico e social de vocação maioritária. E neste sentido, distingue-se quer das sociais-democracias rendidas ao liberalismo quer dos nostálgicos dos regimes de Leste: o Bloco sublinha que só se constroem alternativas de civilização em nome de uma cultura de alternativa.

O socialismo é assim uma proposta de confrontação polí­tica que faz viver a democracia na vida social e económica e que, portanto, não se pode fazer em nome da maioria da sociedade mas somente por via da maioria da sociedade - esse é o seu sentido profundamente emancipatório.'


Hmmm... acho que percebi o sentido: é emancipatório.

Pois.


 
Caos

O início! Esse momento sublime em que nada sublime nos ocorre!!!


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