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segunda-feira, janeiro 19, 2004

  Agora, Zé?

O irmão do advogado Ricardo Sá Fernandes quer parar as obras do túnel do Marquês. Em Lisboa, a oposição entrou em deleite. Estão a ver? Yeap. És o maior, ó Zé! Obrigado, pá!

E se por acaso o tribunal suspender as obras, resta saber quem é que pode cantar vitória. Os politiqueiros baratos, os que exultam com o 'quanto pior, melhor' e os despeitados da cidade ficarão felizes. E os outros? Com o estaleiro montado, o buraco a avançar e a Rua Joaquim António de Aguiar rebentada de cima a baixo, o que todos devem desejar é que a empreitada decorra depressa e bem. Se a construção parar, quem mais perde são os que trabalham, os que vivem e os que são obrigados a passar diariamente pelo local esventrado. E perde principalmente a CML, que terá que suportar os brutais custos de imobilização dos estaleiros a favor dos empreiteiros.

O advogado irmão do outro, teve todo o tempo do mundo para bloquear judicialmente a obra. Resolveu avançar na altura mais estúpida. Se a obra parar agora, eu, que trabalho em pleno Marquês de Pombal, sou um dos que nunca lhe perdoarei. E as conversas do dia mostraram-me que a maioria dos que andam pela zona pensam como eu. As reacções que mais se ouvem variam entre o "Agora? Dasse!" e o "Pôrra! E vão deixar esta m.... assim?". O mano do Ricardo é por isso, desde já, um forte candidato ao próximo troféu "O Palerma do Mês".

Ou será que o Zé é ainda menos inteligente do que parece e acredita que a CML vai desistir da obra e repôr a situação anterior? Ó Zé, o túnel far-se-á sempre, independentemente dos embargos que possam ocorrer e dos períodos de suspensão de obra que possam vir a ocorrer. Porque eventuais ilegalidades administrativas, se as houver, corrigem-se.

Até porque falar de ilegalidades processuais na CML dá vontade de rir. Amareladamente, claro. É que no tempo de João Soares, algumas obras arrancavam a mando do presidente, de boca. Nem imagino quantas obras públicas existem em Lisboa inauguradas com placa, padre e fanfarra, e que ao fim de meia dúzia de anos ainda não têm sequer licença de construção, quanto mais licença de utilização... Foi justamente com Carmona Rodrigues que se começou a notar a tentativa de legalizar as situações pendentes e de tentar cumprir as regras básicas da construção na cidade. Até se fala da febre legalista que atacou a Câmara. Por isso, se eles abrem o livro, uiii... Vai doer.

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