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quarta-feira, fevereiro 11, 2004

  Eu sei lá...

se se deve proibir o véu islâmico. O meu lado liberal diz-me que não, nem pensar. Porém...

...se a ostentação de símbolos religiosos deve ser livre, então a menina afegã pode vestir uma burkha no dia do exame numa escola pública.

...se em questão está apenas a liberdade individual, o menino tribalista pode andar nu na escola.

...se é apenas uma questão de liberdade de afirmação das culturas minoritárias, aceite-se a excisão feminina ou a liberdade das crianças ciganas faltarem à escolaridade obrigatória.

E depois, há o resto. O ridículo de assistir a uma peroração exaltada a favor da liberdade religiosa feita por alguém que no seu próprio país quer obrigar todas as mulheres a seguirem comportamentos religiosos oficiais. Dar "liberdade religiosa" a homens e mulheres que não têm essa mesma liberdade dentro da sua própria comunidade. Livres à vista do estado, prisioneiros de líderes comunitários.

Os usos e costumes franceses não nasceram da imposição de iluminados. O mínimo que se pode exigir a quem quer ser acolhido numa comunidade é o respeito público pelas tradições criadas ao longo dos séculos pelos que agora os aceitam e integram. As mulheres francesas também não podem passear de minissaia em Teerão.

Logo sou a favor e contra. Acho bem e acho mal. Não gosto de leis que proibam, mas muito menos de imposições por parte de minorias. Eu sei lá.

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