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quinta-feira, fevereiro 26, 2004

  Marketing

A Ordem dos Médicos está preocupada com a possibilidade dos seus membros não poderem escolher os laboratórios que comercializam os medicamentos que receitam aos seus clientes.

Para Pedro Nunes, presidente da Secção Regional Sul da Ordem dos Médicos, «quando o médico não sabe o que o doente anda a tomar, deixa de haver farmacovigilância» (vigilância dos eventuais efeitos adversos de um medicamento).

Pedro Nunes sugere que os médicos sabem a diferença entre dois medicamentos iguais comercializados por laboratórios diferentes. Como nenhum médico conhece os detalhes da produção de medicamentos, cuja avaliação de qualidade está a cabo do Infarmed, as únicas diferenças efectivamente visíveis e perceptíveis para o médico e para o doente são:

1. A embalagem;
2. O nome comercial do medicamento;
3. A atitude dos departamentos de marketing dos laboratórios concorrentes;
4. O Preço;

Para o médico, o preço é irrelevante. As cores e desenhos das embalagens também. Não é provável que os médicos receitem um medicamento apenas por gostarem do nome comercial. Logo, o motivo pelo qual um médico escolhe um medicamento de um dado laboratório em detrimento de outro igual, só pode ter a ver com a atitude dos departamentos de marketing de laboratórios concorrentes.

Diz ainda Pedro Nunes: “A substituição sem autorização do médico «é um crime, punido de acordo com o código penal», realçou o clínico, que alegou que «o direito de substituição [na farmácia] não tem qualquer vantagem para o doente».”

Tem sim. O preço. Eu quero ter o poder de substituir um medicamento de luxo por um genérico mais barato. Confio muito mais no Infarmed que em muitos médicos influenciados por simpáticos delegados de propaganda médica.

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