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sexta-feira, fevereiro 06, 2004

  O Sofrimento de Fernando Rosas

Ontem, no debate sobre o estado na nação, Fernando Rosas manifestou a sua indignação com a possibilidade de alguém obter lucro por fazer negócios relacionados, por exemplo, com a distribuição de água, a saúde ou a educação. Fernando acompanhou a sua profissão de fé ideológica com uma expressão de enorme enfado, pronunciando arrastadamente as palavras negócio e lucro.

Fernando Rosas deve ser consequente com as suas afirmações e prescindir imediatamente do lucro que obtém no seu negócio pessoal, a prestação de serviços de educação. O seu elevado vencimento deve ser substituído por um passe social e senhas de refeição, garantindo-lhe o estado o livre acesso a bibliotecas e a todos os meios necessários à sua formação como professor. Poderá mais tarde reaver todas as despesas relacionadas com a sua actividade, mas nada mais.

Se assim acontecer, o Professor Rosas nunca mais fará expressões angustiadas relacionadas com o enorme nojo interior que sente todos os meses nesse momento doloroso em que, ao olhar para o recibo do salário, constata o degradante lucro (que horror!) obtido com o seu negócio (arghhhh!) na área da educação.

E pode estar o Professor Rosas descansado, que não lhe cobro nada por esta sugestão. A verdade é que não quero ter lucro a eliminar o sofrimento alheio. Neste caso, a sua felicidade futura é remuneração suficiente.

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