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quinta-feira, março 04, 2004

  O Completo Disparate

Albino Almeida, presidente da Confederação das Associações de Pais (Confap), ouvido pela TSF, disse discordar das intenções do Governo e adiantou que a «paranóia» dos exames nacionais ameaça seriamente os projectos educativos. «Parece-nos um disparate completo», defendeu o presidente da Confap, sublinhando que «isto é matar completamente os projectos educativos» e que «é a negação completa de tudo aquilo que o senhor ministro andou a anunciar».

Tem razão, Albino. Onde é que já se viu uma coisa assim? Andam as escolas todas contentes a desenvolver lindíssimos projectos educativos, pondo em prática todas as teorias sociológicas da aprendizagem, coisas brilhantes, planos de sucesso, enfim, e depois vêm de lá os exames e os alunos chumbam... Tá mal! Não pode ser! O que está bem é deixar a avaliação dos projectos para os sociólogos. Exames só trazem confusão.

Paulo Sucena, da Federação Nacional dos Professores (Fenprof), disse à TSF, que a introdução de exames no 4º e no 6º ano de escolaridade não resolve o problema da qualidade do ensino.

Realmente! Este ministro não dá uma para a caixa! Em vez de dar qualidade ao ensino, quer fazer exames! Se ao menos o governo ouvisse os sindicatos... O Paulo Sucena até tem um método perfeito: Se fizerem tudo o que o sindicato sugere e nunca se fizerem exames, o sucesso do ensino atingirá 100%.

Manuela Teixeira, da Federação Nacional dos Sindicatos da Educação (FNE), também não concorda com os novos exames nacionais. A sindicalista disse que estas provas serão «inúteis». «Pôr os alunos em exames nacionais sem ter havido uma prática consistente, primeiro de provas globais, e de umas provas de aferição suficientemente consistentes, que permitam ao próprio sistema ajustar os seus processos, parece-me que é pôr sobre as costas de alunos muito jovens um peso que me parece desmesurado e desnecessário», defendeu a sindicalista.

Pois é. Coitadinhos. Vejam bem que os meninos até vão ter que perder tempo a estudar, uma violência desnecessária sobre as criancinhas... A continuar assim, qualquer dia até vão exigir que saibam fazer divisões para passar a 4ª classe. Que inutilidade!.

Augusto Santos Silva questiona a utilidade das provas. "Não podemos ao mesmo tempo sustentar o alargamento da escolaridade obrigatória até aos doze anos e semear o percurso dos alunos de provas de obstáculos cuja consistência pedagógica é muito discutível", argumentou o deputado em declarações à rádio.

Tem razão. Todos percebemos que quando o Augusto era ministro, o ensino era um primor, os alunos aprendiam que se fartavam e não precisavam de exames. Agora, querer avaliar as criancinhas, é um perigo. O que se pretende é que todos cheguem ao 12º ano. Aprender não é para aqui chamado. Até porque se muitos chumbarem, estragam as estatísticas.

Diz o Bloco de Esquerda: Tomando os alunos como cobaias de um experimentalismo sem ideias e sem projecto, o Governo cede, mais uma vez, ao programa do PP, que era quem defendia a existência de exames nacionais no fim de cada ciclo. Uma regressão pedagógica que o Bloco de Esquerda tudo fará para que seja rapidamente invertida.

É pá, invertam isto depressa! Talvez ainda vão a tempo, dava-me jeito mandar os putos para férias mais cedo e o ministro ainda me obriga a aturá-los em casa agarrados aos livros! Como é que querem que eles aprendam alguma coisa de interesse se têm que perder tempo a estudar para os exames?

Fernando Nunes, da Associação de Professores de Matemática, tem dúvidas sobre a eficácia da realização dos exames antes de se avaliar os resultados das opções que estão actualmente no terreno.

Pois claro! Como é que se pode avaliar antes de avaliar? Primeiro avalia-se. Depois é que se avalia. Que mania a deste governo de meter os bois à frente dos bois!

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