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segunda-feira, maio 31, 2004

  Coisas Ouvidas de uma Campanha Sussurrada às Escondidas

O PPM quer fazer de Cabinda um novo Timor. Sugere que vamos todos para a rua lutar pela independência do território. Acho bem, mas parece-me que ainda falta um qualquer Xanana cabindense que motive o pessoal. Ou então um bispo tipo D.Ximenes Belo. E também falta saber quem é que estará disposto a ir para lá com as espingardas, que estas coisas não se conseguem só com boas vontades. Vão ser necessárias muitas manifestações ali para os lados da Avenida das Forças Armadas. O PPM também quer acabar com os paraísos fiscais. Nunca percebi porque é que alguns têm esta mania de querer ditar as políticas fiscais de outros países, ao mesmo tempo que protestam contra o excesso de intervencionismo de Bruxelas nas políticas portuguesas. O PPM não falou do nosso rei nem da Letizia.

O PNR fez uma arenga contra os espanhóis que nos compram as empresas e pescam o nosso peixe. Uma proposta interessante: querem o fim da PAC. A maior parte do tempo de antena é preenchido na luta contra o lodaçal da imigração. O PNR explica que tudo isto se insere na luta contra a globalização imperialista. Tive que esperar até ao fim do tempo de antena para identificar o partido anti-globalizador. Por minutos convenci-me que era o Bloco de Esquerda que estava a pedir o meu voto.

Continuando no Bloco, gente fina é outra coisa. O Bloco tem sempre direito a tempo de antena nos noticiários. Ouvi um BE surpreendido. "Como é que um país com tanta água como Portugal depende em muitos por cento de energia importada?" Pergunta curiosa. Não esperava nada ver quem sempre se manifesta contra a construção de qualquer barragem, chorar porque nos faltam 20 ou 30... Numa coisa o Bloco é muito coerente: são sempre incoerentes.

O Movimento pelo Doente diz que já somos 62%. De doentes. Tantos? Já ganharam! Querem a livre escolha do médico e do hospital pelo doente. Ora aí está uma proposta com que concordo integralmente. E já agora, também quero a livre escolha das escolas pelos pais e/ou alunos. Está na altura de fazer um ME. Movimento pelo Estudante. Ou então uma coligação. MD/ME. Fixe. É pena os putos não votarem.

Outro pequeno partido, a CDU, trouxe uma actriz ao microfone. Uma tendência que vem crescendo nos últimos anos. São já vários os partidos que, para aumentar a "audiência" dos seus tempos de antena, recorrem a artistas e outras figuras públicas. Desta vez a CDU escolheu uma actriz de revista chamada Odete Santos.

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