<$BlogRSDUrl$>

sábado, maio 22, 2004

  Notas Sobre a Boda

1. Vejo 2 cadeiras vazias na trigésima-quinta fila. Pronto. Aquele envelope que eu imaginei ser das Colecções Philae era um convite para mim e para a cara metade. E eu a pensar que me queriam vender um cinzeiro em 48 prestações. Amanhã telefono ao Felipe e peço-lhe desculpa pela minha ausência. A Letizia deve ter estranhado. Vou inventar uma razão qualquer, do género, vinha cá um homem arranjar o micro-ondas e não pude ir. Desculpa, Felipe.

2. Os Louçãs de Espanha têm uma nova bandeira. O movimento anti-boda.

São contra o enlace real. O lema dos rapaz@s é 'Menos Bodas Reais, Mais Gastos Sociais'. A principal celebração marcada para hoje é um piquenique à hora da boda, para provar ao mundo que não estão a ver televisão. A chuva torrencial pressupõe uma anti-boda abençoada.

3. No fim do mês passado, os anti-bodas organizaram um happening barnabiano: empestaram uma loja em Madrid com um líquido mal-cheiroso; na opinião deles, tudo aconteceu em absoluta tranquilidade:

"L@s activistas han irrumpido en la 'boutique conmemorativa' del evento, situada en la calle Mayor nº 88, y han descolgado en la puerta una pancarta con los lemas: 'El paro, la represión y la falta de vivienda sí que son reales. Menos bodas reales y más gastos sociales'. Después, han rociado el establecimiento con un líquido azul de desagradable olor y, al parecer se han tirado algunas de las fotos. No ha habido represión ni altercados de ningún tipo; los activistas han abandonado el establecimiento con absoluta tranquilidad para todo el mundo."

No próximo congresso do BE podemos fazer o mesmo. Empesta-se o congresso em absoluta tranquilidade para o mundo. Eles não se importam.

4. Ontem, um activista do movimento anti-boda que a jornalista da TSF classificava como 'movimento cívico', explicava que era um escândalo o que se gastava com a boda e afirmava querer uma república em Espanha. Ó pá, faz lá melhor essas contas. Os reis raramente se casam mais do que uma vez e as eleições são de 5 em 5 anos... Se o argumento é só o economicista, por cá mais vale tirarmos o Sampaio e meter o marido da Isabelinha num palácio qualquer. E o que acham que aconteceria se perguntássemos aos espanhóis se preferem os reis que têm, ou os Miterrands, Chiracs, Soares, Eanes e outros que tais que os seus vizinhos aturam? Não adivinham a resposta dos nustros hermanos?

Fim de Página