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sábado, maio 29, 2004

  Pai Desnaturado

Recebi este e-mail que me deixou muito abalado. Não há nada que custe mais a um pai do que ver uma criança abandonada pelo progenitor. Aqui fica este triste testemunho de um filho renegado por um pai sem vergonha, e que apesar de tudo, o perdoa:

Caros amigos:

Por favor ajudem-me. Estou absolutamente destroçado. O meu pai renegou-me. O meu querido pai que me fez crescer, que me alimentou e que me ensinou a ser grande e guloso, agora diz que não me quer. Diz que sou filho de outro. Não há nada mais triste para um filho do que não sentir o amor do seu pai. Eu amo-o. O meu pai, quando eu era pequeno e bonito, nunca me negou nada. Nunca me disse que não a nenhum dos meus desejos. Eu era comilão e ele sempre me deu tudo. Deu-me todas as goluseimas, deixou-me engordar, deixava-me alambazar com grandes pratadas e tinha sempre mais uma sobremesa à disposição. Dizia-me que não me faria mal. E eu acreditei nele e habituei-me a emborcar tudo e a comer sempre tudo sem nunca conseguir parar. Cresci e fiz-me um monstruoso e feio e por isso ele agora diz que não gosta de mim. Acha-me horrível (e eu sou...).

O meu pai não me ama. Por favor ajudem-me. Façam ver ao meu pai que eu o amo e perdoo-lhe. Amo-o muito. Ele fez-me e eu quero que ele volte para mim. Ninguém como ele satisfaz os meus caprichos, me alimenta e me dá amor. Por favor, devolvam-me o meu pai.

Déficite Luciano de Sousa Franco.


Pungente. Lamentável. Triste. O pai do Déficite que renega o filho. Assim não, Sr. Pai Desnaturado!

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