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domingo, maio 30, 2004

  Paulo Portas e o Pai do Déficite

Causou-me algum incómodo ouvir as palavras de Paulo Portas num qualquer comício realizado ontem à noite. O tema da arenga de Portas foi justamente o pai do déficite e esse foi o tema da última posta neste blogue. Como não gosto de ser associado a um populista estatista com poucos escrúpulos, aqui fica uma anterior posta do jaquinzinhos em que se explicava porque é que Sousa Franco é o papá deste monstrinho que ainda hoje (e por muitos anos) todos pagamos.

Publicado em 23/Jan/2004, post 'Irreflexões'.

"Os governos PS foram irresponsáveis logo com Sousa Franco. A despesa pública corrente cresceu sempre perto dos 2 dígitos. A 'sorte' de Sousa Franco, foi ter estado no governo na altura em que as vacas estavam gordinhas, o que lhe permite pegar hoje no megafone para publicitar o seu sucesso. Pina Moura já apanhou o início da dieta das ruminantes. Durante o período de Sousa Franco exigia-se um superavit nas contas públicas, quer via redução da despesa (ou crescimento abaixo do crescimento do PIB) ou, alternativamente através de aumento de impostos. Tendo em conta o horror à impopularidade que sempre fez o PS governar em função das sondagens, geriram Portugal numa permanente fuga para a frente. Já não tinham o escudo para desvalorizar... Felizmente, diga-se. Imagino o forrobodó que não teria sido o guterrismo com a moeda à solta..."

Sousa Franco não é o pai do déficite por estar na agenda de Paulo Portas. É o pai do monstrinho por mérito próprio: foi ele que engravidou a despesa pública.

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