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domingo, junho 13, 2004

  Considerações acerca do Portugal-Grécia

1. Estudos científicos baseados em inquéritos de opinião completamente fidedignos sugerem-me que esta derrota custará 2,616% a Durão Barroso nas eleições de hoje. Um empate custaria 0,406%, e uma vitória por mais de 3 golos aumentaria o resultado da coligação em 0,811%.

2. As cervejarias e as cervejeiras foram as outras grandes derrotadas da noite. As acções da Unicer vão cotar-se em baixa na Segunda-Feira.

3. Alguns argumentos que podem ser usados pelos defensores das vitórias morais: a)-pelo menos desta vez nunca baixámos os braços; b)-no mundial de 2002, ao fim de meia hora já levávamos 3, agora foi um bocadinho melhor; c)-foi azar nosso; d)-foi sorte deles; e)-foi o milionário russo que inebriou o Paulo Ferreira com toneladas de libras.

4. Alguns argumentos que podem ser usados pelos optimistas encartados: a)-são estas pequenas contrariedades que adoçam o sabor da vitória; b)-com este resultado, a Grécia deve ganhar o grupo e Portugal deve ficar em segundo.

5. Alguns argumentos que podem ser usados pelos pessimistas do costume: a)-ai... o Vitor Baia! b)-ai... o Mourinho! c)-a culpa foi do Scolari! d)-a culpa foi do Figo! e)-a culpa foi do Madail! f)-a culpa foi do Carlos Cruz! g)-a culpa é do governo! h)-a cupla é do Guterres! i)-Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado.

6. Não posso tirar a bandeira da janela. Os meus filhos estão em pleno processo de desenvolvimento intelectual e um gesto desse género poderia ser um forte contributo para uma futura ligação traumática das crianças a um qualquer partido de extrema esquerda.

7. Na minha opinião 'abalizada' de espectador credenciado, os melhores portugas foram Figo, Ronaldo e Deco. Os que se saíram menos bem foram Paulo Ferreira, Rui Costa e Pauleta. As substituições foram adequadas. Fizémos uma segunda parte razoável e merecíamos mais. Os gregos defenderam-se muito bem e fizeram por merecer a sorte do jogo.

8. Abaixo de cão foi a incipiente realização televisiva da cerimónia de abertura. Conseguiram sempre filmar o que não era importante. O nível mediocre da realização continuou pelos primeiros minutos do jogo. Quando os jogadores entravam em campo, o realizador mostrava-nos importantíssimos espectadores anónimos. A constituição das equipas permaneceu no écran por longuíssimas décimas de segundo. Em todo o mundo milhões de pessoas ficaram a saber que Portugal jogava com um tal Ricardo e mais uns quantos. Nem foi mau. Da equipa da Grécia nem deu tempo para acabar de ler o nome do guarda-redes. O melhor foi mesmo o lindo sorriso da menina que acompanhava o Rui Costa.

9. Vem aí os cirílicos. Vamos a eles.

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