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segunda-feira, junho 07, 2004

  Notas Soltas de Um Fim-de-semana 99% Netfree.

1. Fui a Setúbal ver a selecção graças a um convite de última hora. Um fraco jogo, um bom ambiente e 2 filhos encantados por verem o Figo a 20 metros de distância. Lembrei-me de um longínquo dia do início dos anos 70, quando o meu tio me levou ao velho Estádio Padinha e, antes do início de um Olhanense-Sporting, o Yazalde passou bem pertinho.

2. Há sinais de terceiro-mundismo que não nos largam. O estacionamento em volta do Estádio do Bonfim era algo de espantoso. Com a total conivência e colaboração da polícia, estacionava-se em todos os cantos disponíveis, em cima dos passeios, das passadeiras, em segunda fila. Imagino quão infernal deve ser a vida de alguém que se desloque em cadeira de rodas num destes dias.

3. Cascais continua absurdamente grafitado. Os artistas do spray não evitam nada. Estátuas, paredes, montras, portas de garagens, parcómetros, sinais de trânsito, todos os cantos de todas as ruas servem de tela para os arabescos destes meninos. Consolo-me imaginado castigos adequados a estes palerminhas, que invariavelmente passam por compulsivas e arrojadas tatuagens em partes do corpo bem visíveis, seguidas de humilhantes exposições públicas. A pena poderia terminar com o cada vez mais esquecido castigo do alcatrão e penas.

4. Li alguns comentários sobre o Dia D que foram escritos com uma enorme dissonância cognitiva entre o que se escreveu e o que vai pela alma. Custa sempre agradecer aos americanos os sacrifícios, os milhares de mortos e a liberdade que trouxeram à Europa. A que trouxeram e a que ajudaram a conservar nos 40 anos que se seguiram. Se fosse hoje, a França não teria sido invadida. Teríamos manifestações contra a invasão, um France Body Count, o "eles só lá vão para roubar o Champagne". Os horrores da guerra em directo não conquistariam os corações dos americanos nem dos amantes da liberdade.

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