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segunda-feira, junho 21, 2004

  Por-tu-gá-lllle, Olééééé

1. A crónica de Miguel Sousa Tavares no Público da passada Quarta-Feira, escrita após a derrota com a Grécia, já não está online. Compreendo. Se eu fosse o autor de tão facciosa barbaridade também não queria que ninguém a lesse...

2. A maior parte dos jornalistas espanhóis analisa a partida do ponto de vista de Espanha. Um pouco como fazemos por cá, esquecemo-nos que há um adversário que quer ganhar tanto quanto nós. A Marca aponta 8 pecados mortais que explicam o fracasso de Espanha. A Sport encontra 7. Quase todos vão pelo mesmo caminho, a culpa é de Raul ou do treinador ou da atitude ou dos caracóis ou do que que for. A Espanha estava sózinha em campo e se não ganhou alguma coisa fez mal.

Salva-se a análise do jogo no jornal oficioso do Barcelona. Lê-se no Sport: "Portugal salió a ganar el partido desde el principio sin ningún tipo de concesión al rival. La consigna de Scolari era no dar respiro alguno a España, tener el balón y machacar al enemigo por las bandas y por el centro del campo. Los portugueses, liderados por un Figo incomensurable, montaron una auténtica autopista por la que se desplazaban como bólidos hasta las inmediaciones de Casillas. No había forma de detenerles. Parecían extraterrestes. España no sabe jugar sin tener el dominio del balón. Es más lo pasa fatal, horrible. No, ni les vieron." Olé.

3. Um facto que carece de explicação científica: o tempo avançava célere até ao momento do golo de Portugal. De repente, os relógios abrandaram. Quase parados. Consta que em Espanha aconteceu o fenómeno inverso.

4. Quando acabou o jogo, eu e mais a famelga e os amigos fomos gastar buzinas para as redondezas. A cantiga mais em voga era assim:

Portugale, Olé
Portugale, Olé
Portugale, Olé
Portugal, Olé, Olé.


Não gosto muito da música, mas a letra é do melhor que há. Foi escrita a pensar na Espanha.

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