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domingo, julho 18, 2004

  Notas de Dois Dias de Férias

1. Não deixo de me surpreender com as reacções ao post "O Monstro das Bolachas". Record de visitas, de links, de comentários e de e-mails para este blogue. O post foi replicado em vários sites, noutros blogues, em pelo menos 3 fóruns e corre por e-mail. O que mais me surpreendeu foi a forma com que muitas pessoas aparentemente bem informadas reagiram: desconheciam em absoluta a insensata dimensão da hipergorda máquina do estado.

Alguns insultos (como sempre, há insultos) vieram de funcionários públicos que entenderam este post como um ataque aos funcionários.

"Que tal passarmos a ter uma cultura de estudo e análise e não escritos triunfalistas para escovar o ego dos seus autores... Este tipo de análises primárias dá-me vómitos!"
Como é evidente, os funcionários são os menos culpados da situação. As grandes responsabilidades só podem ser atribuídas aos governos que permitiram este nonsense organizativo e aos sindicatos que pretendem eternizar este estado de coisas. Como se muda? Com uma guerra civil. Mais tarde ou mais cedo terá que haver despedimentos na função pública. Como vão passar muitos anos até que um qualquer governo tenha a coragem de o fazer e vai ser preciso ter sorte para que nessa altura haja um Presidente da República que o permita, Portugal vai ter taxas de crescimento mais baixas nos próximos anos. Não esquecer: a consequência principal do estado excessivo é uma menor taxa de crescimento da riqueza. Perdemos todos.

2. Só esta manhã descobri que Santana Lopes já é primeiro-ministro. Julgo que o aeroporto de Lisboa está entupido com gente que quer fugir do país. Como não tenho visto as notícias não sei para onde é que emigrou Miguel Sousa Tavares. Se alguém souber, diga. A minha curiosidade é grande.

3. No Algarve, o clima está óptimo. A água do mar também. As noites quentes. Os dias felizes.



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