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terça-feira, setembro 21, 2004

  "He still believes in free lunches..."

Em Portugal, sempre que o assunto é saúde, há pelo menos um jornalista que se lembra de entrevistar um tal Dr. Manuel Delgado, Presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares. Não se imagina que hospital é que o Dr. Manuel Delgado possa administrar. Público não, porque rejeita toda e qualquer opinião, boa ou má, que venha da tutela. Privados muito menos. O Dr. Manuel Delgado odeia tudo o que seja privado e transporta sempre o fantasma do 'lucro' debaixo da língua.

Administrador ou não, o Dr. Manuel Delgado preside a uma associação de administradores. Não têm website, e nem sei se terão alguns sócios, mas o título impressiona e por isso a TSF e o Público ouvem-no sempre. Desnecessário. A opinião do Dr. Manuel Delgado é sempre a mesma: está contra. Hoje foi o Público:

"As sucessivas afirmações de Santana Lopes revelam apenas toda a sua "ignorância e impreparação sobre esta matéria", considera o presidente da Associação Portuguesa dos Administradores Hospitalares, Manuel Delgado, para quem a medida, nos moldes anunciados, "não tem pés para andar, nem constitucionalmente, nem tecnicamente, nem socialmente". "É um disparate completo, um recuo a meados do século XX", acrescenta, lembrando que nenhum país utiliza as taxas moderadoras para financiar o sistema de saúde."

Manuel Delgado nota ainda que, apesar de a percentagem do Produto Interno Bruto nacional dedicado ao sector (nove por cento) ultrapassar a média dos países da OCDE, os portugueses são "os que mais pagam do seu bolso para as despesas da saúde, cerca de 38 cento do total dos gastos".
Esta mania dos almoços grátis nunca mais acaba. Os portugueses não pagam 38% dos custos da saúde: pagam 100%. Ou ainda mais, tal é a ineficiência que suportam em alguns serviços. E pagam esses 100% da parte que sai do bolso, directa e indirectamente, e da parte que nem sequer chega a entrar.

Caro Dr. Manuel Delgado, ainda acredita em almoços grátis?

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