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quinta-feira, novembro 25, 2004

  Cuida-te José, Olha as Fuças.

Como sempre, fui beber um cafezinho aqui ao lado, em plena obra parada do Túnel do Marquês. No café a discussão estava acalorada. Falava-se de Sá Fernandes. O advogado tinha aparecido na televisão, aparentemente a vangloriar-se por ter cumprido um dever cívico, o empandeiramento por 9 meses da Avenida Joaquim António de Aguiar.

Um dos quase falidos da zona, indignava-se a bom som: "Hoje nem saio aqui da porta, estou à espera que o gajo venha para aí dar entrevistas à televisão. Garanto que lhe vou às fuças em frente das câmaras".

Ora eu, que sempre fui um gajo pacífico, até acho muito bem que alguém vá às fuças do Zé. O Zé deu cabo da vida a milhares de pessoas, mandou gente para o desemprego e infernizou a vida a quem vive e trabalha na zona. Tudo a troco de publicidade para lhe alimentar o já bastante inchado ego.

E, em vez de pedir desculpa e reconhecer o erro, o Zé orgulha-se da pulhice e critica a decisão so Supremo. O Zé é mais um dos inimputáveis lusos. O Zé nunca vai pagar os prejuízos que causou a toda esta gente a quem não resta mais do que perder e calar. Os comerciantes que queriam arranjar um advogado para processar o Zé, não vão ter sorte nenhuma. A lei protege mafarricos como o Zé.

E é por isso que quando um comerciante que perdeu 75% dos clientes por causa do Zé o ouve vangloriar-se, só lhe resta o potencial prazer de lhe "ir às fuças".

PS1: Em 19 de Janeiro escreveu-se aqui:

E se por acaso o tribunal suspender as obras, resta saber quem é que pode cantar vitória. Os politiqueiros baratos, os que exultam com o 'quanto pior, melhor' e os despeitados da cidade ficarão felizes. E os outros? Com o estaleiro montado, o buraco a avançar e a Rua Joaquim António de Aguiar rebentada de cima a baixo, o que todos devem desejar é que a empreitada decorra depressa e bem. Se a construção parar, quem mais perde são os que trabalham, os que vivem e os que são obrigados a passar diariamente pelo local esventrado. E perde principalmente a CML, que terá que suportar os brutais custos de imobilização dos estaleiros a favor dos empreiteiros.

O advogado irmão do outro, teve todo o tempo do mundo para bloquear judicialmente a obra. Resolveu avançar na altura mais estúpida. Se a obra parar agora, eu, que trabalho em pleno Marquês de Pombal, sou um dos que nunca lhe perdoarei. E as conversas do dia mostraram-me que a maioria dos que andam pela zona pensam como eu. As reacções que mais se ouvem variam entre o "Agora? Dasse!" e o "Pôrra! E vão deixar esta m.... assim?". O mano do Ricardo é por isso, desde já, um forte candidato ao próximo troféu "O Palerma do Mês".

Ou será que o Zé é ainda menos inteligente do que parece e acredita que a CML vai desistir da obra e repôr a situação anterior? Ó Zé, o túnel far-se-á sempre, independentemente dos embargos que possam ocorrer e dos períodos de suspensão de obra que possam vir a ocorrer. Porque eventuais ilegalidades administrativas, se as houver, corrigem-se.
PS2: E em 2 de Agosto de 2004, foi assim:

O Zé é o típico representante de um mal português ao qual se aplica um famoso ditado com palavras só para adultos. O Zé é o tuga que não faz nada, apenas impede que os outros façam. Os Zés são uma das explicações para o nosso atraso crónico. Quem quer fazer, apanha com os Zés Barnabés pela frente para desfazer.
PS3: No meu jornal...
O Público já dedicou várias capas à suspensão das obras do Túnel do Marquês. Hoje dedica uns centímetros quadrados da sua primeira página à decisão do Supremo Tribunal Administrativo e um artigo no Local Lisboa...


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