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sexta-feira, novembro 12, 2004

  TGV Celorico da Beira-Pradolano

Ouvi há dias no rádio um excelente autarca exigir ao governo um TGV Évora-Faro-Huelva. Eu escrevo outra vez: Évora-Faro-Huelva. TGV. Parece que sem aquele investimento estruturante o interior sul vai-se desertificar. O país morre. As pessoas adoecem. As galinhas vão deixar de pôr ovos.

Ora eu acho muito bem. O TGV é uma necessidade evidente para países como Portugal. Toda a gente tem TGVs, nós não podemos ficar atrás. Até no Luxemburgo vão fazer um TGV a ligar a capital a Esch. E por cá, cuidado com o que se faz. Não se esqueçam que o autarca de Santarém exige que o TGV pare lá na terra. E o ex-ministro Jorge Coelho quer um TGV a parar na OTA. Os passageiros entram em Lisboa e saem na OTA para apanhar o avião para o Porto. Fixe. Assim evitam parar logo a seguir em Santarém, e logo depois em Leiria, e a seguir em Coimbra, Aveiro, Espinho, Gaia e Porto. Tem que parar nestes sítios todos porque não faz sentido esquartejar os distritos com as linhas dos comboios e não lhes dar a compensação de parar lá o comboiozinho.

E como também sou cidadão e pago os meus impostos, preciso também de um TGV. Celorico da Beira-Tavira-Pradolano. Ora façam favor.

E já agora uma auto-estrada directa Tavira-Oeiras-Ávila, sem portagens. Já pagamos demasiados impostos na gasolina e esta auto-estrada é demasiado importante para as regiões que atravessa para a sobrecarregar com portagens. Às vezes apetecem-me umas yemas de Ávila e há um casal amigo de Ávila que adora queijinhos de amêndoa. Temos que concordar que a falta desta infra-estrutura primordial está a a impedir o crescimento das deprimidas economias regionais e a travar o desenvolvimento das indústrias tradicionais da doçaria do Sotavento Algarvio e de Castilla y Leon Oeste.

Afinal, do que é que o governo está à espera?

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