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quarta-feira, junho 30, 2004

  Aguenta Coração

Bancada Azul. Sector A28. Fila 19. Lugar 29.
Estou indo.

  Ouvido de Passagem

Mamã, se o Durão Barroso agora é presidente do Euro, vamos ganhar à Holanda?

  Res-posta

Nota: Isto era para ser uma resposta a um comentário do Daniel Oliveira no Barnabé, mas cresceu e foi promovido a posta.

Não quero eleições antecipadas porque não quero ver o PS no governo a estoirar outra vez mundos e fundos, a ceder a todas as pressões, a governar pelas sondagens e a aumentar a despesa pública a dois dígitos ao ano.

Foi justamente a crise anunciada pelos excessos do guterrismo que provocou a fuga do seu líder e que fez com que o PS abandonasse o governo. O PS não teve coragem de gerir em contenção. O PS não sabe nem pode governar em crise. É um problema típico da esquerda. A esquerda conquista o eleitorado pelas promessas constantes de mais políticas públicas, mais intervenção do estado, mais isto e mais aquilo. Quando não o fez, como aconteceu em 83-84, perdeu metade do seu eleitorado. É também o problema de Lula no Brasil. Há uma grande diferença entre a promessa do paraíso e o financiamento da sua construção.

Quem atravessou esta crise económica foi Durão Barroso. Que estamos a sair da crise não é novidade nenhuma, excepto para quem não quer abrir os olhos. Uns dos melhores ?leading indicators?, os índices de bolsa, já anunciavam a viragem do ciclo desde o ano passado. O PSI 20 cresceu mais de 25% desde o início de 2003. Os dados do INE confirmam a viragem do período de recessão para uma fase de crescimento económico. No primeiro trimestre de 2004 a economia cresceu a uma velocidade de cruzeiro muito aceitável (2,4% anualizados) e o desemprego começou a baixar, o que só acontece com crescimentos sustentados acima de 1,5% - 2%).

Quem chegar agora ao governo, vai encontrar o início do ciclo de crescimento económico, que para ser bem aproveitado deverá dar origem a médio prazo a superavits orçamentais.

Ou seja, quem vier agora não pode fazer as mesmas asneiras de Guterres. Quem vier não pode desbaratar. Que o PS o fará se chegar ao governo, não tenho dúvida nenhuma. Sobre Santana Lopes, não tenho certeza nenhuma. E entre a mais que certa gestão despesista de Ferro ou a possível gestão despesista de PSL, o que muda é principalmente o adjectivo.

No PSD há sinais contraditórios. Por exemplo, o preocupante populismo de Luís Filipe Meneses ou Alberto João Jardim é incompatível com a sugerida e desejada nomeação de António Borges para as finanças. Admito que Durão Barroso ainda tenha algum poder para impor condições ao partido, mas também não sei se a proximidade de eleições não provocará uma alteração comportamental perigosa.

Pergunta o Daniel se nunca deve haver eleições antecipadas. Deve. Em duas situações:

1. Quando o partido maioritário não quiser formar governo;
2. Quando for impossível encontrar uma solução de governo por ser impossível formar maiorias;

Nada disso se passa agora. Agora há um oportunismo político das oposições, muito bem lideradas pelo Bloco de Esquerda, em aproveitar a onda das sondagens.

O Daniel engana-se quanto ao sentimento da maior parte das pessoas que votaram à direita. Por mim falo: eu queria que Durão fosse para a Comissão Europeia. É uma oportunidade que pode não se repetir para termos lá um português. E nunca, nunca, veria tal saída como uma fuga. Se Durão tivesse ganho as europeias, este problema nem se punha. Durão ia e a esquerda não queria antecipadas, pelo que a legislatura correria o seu ciclo normal de 4 anos.

O que eu não quero é eleições antecipadas, nem períodos longos de governos de gestão, nem orçamentos atrasados para as calendas, nem campanhas eleitorais carregadas de promessas perigosas que de um modo ou de outro, acabarão por ser cobradas.

Por mim, espero que Jorge Sampaio também não queira e tenha o bom senso de não ceder à lamentável chantagem que por aí corre. E espero mesmo que Sampaio e Barroso tenham chegado a um acordo prévio. E também espero que Portugal ganhe à Holanda.

terça-feira, junho 29, 2004

  Estamos Livres?

Fernando Rosas acaba de afirmar na RTP1 que o governo PSD-PP era uma fraude porque concorreram separados às eleições e os eleitores não votaram em nenhuma coligação. A conclusão é óbvia: o Bloco de Esquerda, para não colaborar em fraudes, nunca fará parte de nenhuma coligação pós-eleitoral.

Devo sentir-me aliviado ou desconfiar da irrelevância do Rosas?

  As Voltas Que o Mundo Dá...

Se m'espanto ao ver o Barnabé citar Freitas do Amaral e... Manuela Ferreira Leite, o que dizer desta prosa de José Mário Silva no Blog-de-Esquerda:

"...
Tal como sabe uma parte significativa do PSD (de Pacheco Pereira a Marcelo Rebelo de Sousa), receosa de ver o esforço de contenção orçamental, que tantos votos custou ao partido nos últimos anos, desbaratado pela política populista de Santana."

"Esforço de contenção orçamental"! Ena, ena!

  Antes Que Eles Falem

Durão Barroso só deve aceitar a Presidência da Comissão Europeia se tiver a garantia por parte do Presidente da República de que não há qualquer interrupção na actual legislatura, e tal deve ser expressamente e publicamente por ele afirmado.

Jorge Sampaio só deverá antecipar eleições se um novo governo nascido da actual maioria parlamentar não passar na Assembleia da República.

Tenho dito.

  Os Palhaços Estão de Volta - O Circo Regressa à Cidade



GRANDE CIRCO DE BELÉM!
HOJE - 19:00
NÃO PERCAS
ANIMAÇÃO GARANTIDA
OS GRANDIOSOS PALHAÇOS DO COSTUME
MARAVILHOSOS ARTISTAS COM CARREIRA INTERNACIONAL
(vindos directamente dos circos de Seattle e Porto Alegre)
VEM VER ANÕES DA POLÍTICA EM BICOS DE PÉS
GENTE PEQUENINA E FANTÁSTICOS OPORTUNISTAS
MALABARISTAS E ILUSIONISTAS
VEM PRESSIONAR O NOSSO PRESIDENTE!

O Circo de Belém é uma iniciativa dos 3 Estarolas
(Louçã, Portas e Rosas, Organização de Eventos de Rua, Lda.)

  Aniversários

Nestes dias recentes, a Janela fez um ano. O Memória Virtual também. E mais o Terras do Nunca. E o No Arame. E não nos podemos esquecer da Sebenta. E também o Opiniondesmaker. E o Retórica. Está a ser difícil acompanhar tantas festas.

segunda-feira, junho 28, 2004

  Contributos para um Argumentário a Usar nos Debates dos Tempos que Correm

Segue-se um resumo de alguns argumentos que podem ser livremente usados dentro e fora dos partidos, à escolha do freguês.

Argumentos para PSDs:

Uso Externo Anti Santana: "O meu voto nas últimas eleições foi em Durão Barroso. Qualquer alteração de primeiro-ministro precisa de legitimação em congresso extraordinário."

Uso Externo Pró Santana: "O meu voto nas últimas eleições não foi em Durão Barroso, foi no PSD. Santana Lopes é o nº 2 do partido em que votei, logo é o substituto natural de Durão."

Uso Interno Anti-Santana: "Se o Santana vai lá agora, toma conta do partido e perdemos a hipótese de eleger Marques Mendes/Loureiro/Rui Rio/Cavaco/Outro: _______ (Riscar o que não interessa ou preencher)."

Uso Interno Pró-Santana: "Se o Ferro vai lá agora apanha a retoma e fica com os louros para ele, não podemos dar a retoma de mão beijada aos socialistas."

Argumentos para PSs:

Uso Externo Anti-Santana: "O gajo é populista, tem muitas mulheres, farta-se de ganhar eleições, não fez o Parque Mayer, usa gel e a Lili Caneças vota nele."

Uso Externo Pró-Santana: "Deixem o gajo queimar-se e daqui a 2 anos, estamos aí".

Uso Interno Anti-Santana: "Se o gajo vai para lá agora vamos ter um governo eleitoralista e arriscamo-nos a perder outra vez em 2006..."

Uso Interno Pró-Santana: "Se há eleições agora, não temos tempo de tirar o Ferro e se o gajo ganha o Sócrates/João Soares/António Vitorino/José Lamego/Outro:_____ (riscar o que não interessa ou preencher) perdem as hipóteses de lá irem em 2006."

Argumentos para Bloquistas:

Uso Interno Anti-Santana: "Se há eleições agora o Ferro ganha sem maioria absoluta e nós vamos para o governo. Loucura!"

Uso Interno Pró-Santana": As sondagens estão a dar maioria absoluta ao Ferro... Mais vale esperarmos um bocadinho de retoma para ver se quando ele ganhar, precisa de nós...

Uso Externo Anti-Santana: "Antecipadas Já! VADE RETRO, Santanás! Todos à Manif! Santana não fuma charros! Santana não é gay!"

Uso Externo Pró-Santana: Aparições públicas de Fernando Rosas, Louçã, Fazenda e companhia.

Argumentos para PPs:

Uso Externo Pró-Santana: "A legitimidade de nomear o primeiro-ministro é do partido mais votado e havendo uma maioria parlamentar não há qualquer crise política."

Uso Externo Anti-Santana: "Não temos."

Uso Interno Anti-Santana: "Com o Santana à frente do PSD, quem é que vai ligar ao PP?"

Uso Interno Pró-Santana: "O Santana é dos nossos!"

Outros Argumentos de Uso Livre

Pró-Santana: "Se para ter Durão na Europa é preciso ter Santana em São Bento, que se lixe São Bento". "Carmona Rodrigues regressa à Câmara de Lisboa"."Não votei no PSD, votei contra o PS. Não quero o PS outra vez do governo, 6 anos de populismo e despesismo são suficientes". "A alternativa a Santana é Ferro Rodrigues." "António Borges nas Finanças?"

Anti-Santana. "Se para ter Durão na Europa é preciso ter Santana em São Bento, que se lixe a Europa". "Não votei em Santana, votei em Durão. Não quero Santana no governo, 6 anos de populismo e despesismo já foram suficientes". "A alternativa é Manuela Ferreira Leite". "Para que é que serve ser presidente da Comissão Europeia?"

Argumentos para PCPs:

Pê Cê Quê?

  Passo a Passo

"As recognized in U.N. Security Council resolution 1546, the Coalition Provisional Authority will cease to exist on June 28th, at which point the occupation will end and the Iraqi interim government will assume and exercise full sovereign authority on behalf of the Iraqi people. I welcome Iraq's steps to take its rightful place of equality and honor among the free nations of the world.

Sincerely, L. Paul Bremer, ex-administrator of the Coalition Provisional Authority."


  Santana Lopes a Primeiro-Ministro: Prós e Contras

Prós:

1. Isabel de Castro, Miguel Portas, Fernando Rosas, Helena Roseta, Miguel Vale de Almeida, Pezarat Correia, João Soares, Vasco Gonçalves, Isabel do Carmo e Diana Andringa manifestaram-se contra a ideia numa manifestação convocada por SMS. Uma excelente publicidade para Santana. A surpresa maior desta lista de participantes é Vasco Gonçalves. Custa-me acreditar que o companheiro Vasco saiba receber e enviar SMSs.

2. A alternativa ao dueto Santana/Portas é o dueto Ferro/Louçã? Pior a amêndoa do que o Cornetto.

Contras:

1. Teme-se que Santana Lopes governe a pensar nas eleições de 2006. Governar o país em função das sondagens foi exactamente o mesmo que Guterres fez durante 6 anos, com os trágicos resultados que se conhecem.

2. As acusações que a esquerda e alguma direita fazem a Santana é que este não vai cumprir o programa com que Barroso foi eleito. Santana iria ignorar o déficite, distribuir benesses, aumentar salários de funcionários públicos, gastar à tripa-forra. A esquerda tem medo que Santana governe à esquerda. Eu também.

  1,2,3...4.

3ª parte: O Iraque é novamente uma nação soberana.

sábado, junho 26, 2004

  Antecipadas?

"...depois, quando o seu nome, como o PÚBLICO noticiou em devido tempo, começou a afirmar-se como o mais consensual, foram mais uma vez cálculos imediatos do poder e dos partidos que trataram de declarar ridícula a ideia de vir a trocar São Bento por Bruxelas.

Nunca ninguém se lembrou de equacionar a questão num outro plano - que seria extraordinariamente importante para Portugal ocupar o cargo mais alto de Bruxelas. Pela multiplicação da influência que isso daria ao país na União Europeia e pelo prestígio e visibilidade internacionais. Hoje, quando muito do nosso futuro, como o de qualquer outro pequeno país da União a vinte cinco, se decide na nossa capacidade política de agir no quadro supranacional (cada vez mais, é este o patamar em que as coisas se decidem e em que se joga o interesse nacional), em Lisboa continua a raciocinar-se no quadro estreito dos jogos de poder internos, com uma visão estreita e paroquial dos interesses do país e, sempre, no curtíssimo prazo..."


Teresa de Sousa, Público.

  I Was There

Estava eu em alegre computação exceliana, debatendo pressupostos, adivinhando evoluções, desenvolvendo pertinazes What-Ifs e tentando atingir um qualquer convencimento no meio de uma parafrenália de TIRs e VALs, quando um colega espreita pela porta e dispara: "Tenho aqui um bilhete a mais para a bola. Queres vir?" Respondi com convicção: "File-Save-Close-Alt F4-Shutdown."

Cachecol comprado no quiosque da esquina, ala que se faz tarde a caminho do estádio dos lampiões. Logo à entrada encontro um amigo. Fino, tinha convite para uma zona VIP. Ainda não estava sentado já ele me enviava um SMS com as coordenadas. Daí a pouco, mais um: "Estou ao lado no nosso Peseiro". Logo: "O Baia esta atras de mim." E logo a seguir: "O Poeta Alegre esta sentado a minha frente". Respondi-lhe: "Marisa Cruz atras de mim". Era mentira mas pelo menos provoquei-lhe um merecido torcicolo.

O meu lugar era numa zona mista, no meio de portugas e bifes em animada compita pelos decibéis.

O meu vizinho da esquerda tinha aspecto de talhante reformado da Bobadela, admitindo que é possível tipificar os talhantes reformados da Bobadela porque não conheço nenhum. A potência com que o homem cantava o hino abafando 20 bifes de cada vez que abria a bocarra permitiu-lhe conquistar a admiração e o respeito dos vizinhos. Por três vezes andei aos saltos abraçado ao homem, algo que antes do jogo era capaz de apostar dobrado contra singelo que nunca aconteceria.

A culpa de ter perdido a voz é em parte dele. A gente quer fazer-se ouvir e o talhante colocava a fasquia muito alta. Foi ele que começou a cantar o hino no início do prolongamento.

De casa, os meus filhos informavam-me dos detalhes. "Foi falta. Não entrou. Compras-me o Euro 2004 para a Playstation?". Quem não teve a mesma sorte foram os meus familiares afastados que sobrevivem na Venezuela do incompetente Chavez. "Our president in Venezuela has been talking on every single TV channel for the past seven hours! So we cannot watch the game either." Está a aprender com o seu role-model cubano.

O jogo foi o que se viu. Inesquecível. Quando acabou tive que juntar os bocados do coração. Do meu. O do nosso Ricardo é maior. É de Leão. Finalmente parece que vão deixar de falar no Vitor Baía. Proponho uma medalha de comendador para o Postiga. Beckham Back Home.

E, sorte a minha, o único bilhete que tinha para o Euro é para o jogo 29. 1ª meia final. É onde Portugal caiu. I'll be there.

  Jogos Geométricos

Os gregos, geómetras clássicos, um campo relvado, uma esfera que entra numa estrutura francesa. Assistindo a tudo, os portugueses, em viagem para de Bruxelas, divertem-se.


"Jogos Geométricos", Futuroscope, Poitiers, Agosto de 2002.

sexta-feira, junho 25, 2004

  Comentário ao Portugal-Inglaterra

Peço desculpa pelo atraso mas ainda estou muito rouco e não consigo escrever com muita nitidez. Quando recuperar a voz conto o que vi.

quinta-feira, junho 24, 2004

  Última Hora

Caiu um convite do céu. Vou à Luz. Sóbrio.

  Bolas - Boolas

Estava eu ainda a espreguiçar-me quando tive uma ideia absolutamente genial para uma posta sobre o Portugal-Inglaterra: ia chamar-se Ron-Roon. Eis senão quando a jornalista da TSF lê os títulos da imprensa inglesa e fico a saber que um qualquer pasquim das ilhas me usurpou a ideia. Amuei. Não escrevo nada sobre futebol até o jogo acabar.

quarta-feira, junho 23, 2004

  Ainda a propósito de Abramovich...

Nem de propósito... a Nat Geo deste mês fala do petróleo russo. Esta passagem parece escrita a propósito do post que está aí abaixo, "Os Recursos São do Povo, o Petróleo é de Moscovo".

"Antigo baluarte da indústria petrolífera soviética, a Sibéria entrou em decadência no princípio dos anos 1990, com a ruína dos seus poços e infra-estruturas. Mas recuperou.

Em 2003, a Rússia ultrapassou a Arábia Saudita e tornou-se o maior produtor mundial. As empresas privadas aventureiras que compraram os campos soviéticos a preços de saldo no início da década de 1990 tomaram importantes medidas para modernizá-los. Reavaliaram os campos usando tecnologia sísmica de ponta, a fim de determinar onde se encontrava o petróleo e qual a melhor forma de o obter. Encerraram poços pouco promissores e conseguiram extrair mais de outros por meio de fracturação hidráulica, ou seja, injectando líquido a alta pressão, no poço, para despedaçar a rocha e abrir novas vias de escape para o crude. 'Fomos lá da mesma maneira que a ExxonMobil ou a ChevronTexaco teriam feito e estamos a obter aumentos [de produção] de 20% ao ano', explica Ray Leonard, um negociante de petróleos norte-americano e vice-presidente da Yukos, uma das duas maiores empresas petrolíferas russas."


Para ler o resto, é preciso comprar a revista. A Nat Geo vale todos os cêntimos que custa.

  Causa Mossa

Hilariante esta gaffe de Vital Moreira. Via Blasfemo João Miranda.

  Os Recursos São do Povo, o Petróleo é de Moscovo

Andam por aí uns tantos incomodados com a fortuna de Abramovich, mais os espapanantes iates, os helis e as públicas mordomias do novo-rico. E depois atira-se sempre para o ar que o carcanhol que alimenta esta dolce vita vem das máfias, da corrupção, disto, daquilo, do Putin e de mais umas quantas fontes obscuras e esconsas.

Mas a história não é bem assim. O que enriqueceu Roman Abramovich foi apenas a aplicação prática dos príncipios alter-globalizadores, materializados no impedimento à livre circulação de capitais e no proteccionismo industrial, que sempre empobrece muitos e enriquece poucos.

Nos idos anos 80 as empresas públicas russas que se dedicavam ao negócio do ouro negro, socialisticamente geridas, estavam obviamente falidas. Ou, dizendo a coisa ao contrário, estavam obviamente falidas porque eram socialisticamente geridas. Falidas e sem capacidade técnica para irem buscar petróleo onde ele ainda existia, a grande profundidade.

Quando do concurso de privatização, as multinacionais foram impedidas de participar. Sem concorrência externa num país sem gente rica, os espertos avançaram. A Sibneft que não valia nada para o estado russo mas valia biliões para qualquer multinacional do sector com acesso a tecnologias de ponta, foi comprada ao preço da uva mijona. Depois, Abramovich financiou externamente a modernização da empresa, dotando-a da capacidade técnica de extrair o petróleo até aí inacessível.

Se o concurso de privatização da Sibneft tem sido aberto ao mercado internacional, a concorrência seria intensa. Entre a Shell, a BP, a ExxonMobil, a Texaco Chevron, a Elf, a Petronas, a Q8 e mais umas quantas com capacidade técnica para ir buscar o ouro negro, encontrar-se-ia um justo preço nascido da livre concorrência. O governo russo teria recebido o benefício do real valor do negócio do petróleo.

A limitação à livre circulação do capital estrangeiro tirou a riqueza aos russos e atirou-a para o Chelsea, para Mourinho e Paulo Ferreira, para os construtores de iates de luxo e para o Roman que começou a viver bem antes dos quarenta.

Claro que a esquerda só pode aplaudir. Afinal...

1. Os centros de decisão continuam a ser nacionais;
2. As empresas russas estão em mãos russas;
3. Evitou-se a exploração dos recursos naturais que pertencem ao povo por estrangeiros gananciosos;
4. As multinacionais capitalistas americanas não conseguiram deitar a unha ao petróleo russo;

Assim é que é. Os recursos são do povo, o petróleo é de Moscovo. Os iates são do Roman.

  Eles Mentem. Eles Nunca Ganham.

Fernando Rosas explica no Público que o Bloco de Esquerda teve a sua maior votação de sempre, desde que se fundou. Por outro lado a coligação PSD/PP perde votos.

Repare-se na pequena nuance interpretativa: PSD e PP concorriam separados e por isso, a comparação é feita com os votos dos dois partidos somados. O Bloco, por sua vez, ignora os partidos que lhe deram origem e por isso só começou agora.

Fernando Rosas assina o artigo como historiador. Para um historiador, não será difícil entender que o "Bloco de Esquerda" já teve em eleições anteriores 290.000 votos. Agora não atingiu os 170.000.

O Fernando, felizmente, nunca ganhou. Diverte-se vibrando com as vitórias ou com as derrotas dos outros. O Fernando lembra uma dona de casa que compra a Caras e a VIP e, à falta de melhor, celebra os sucessos e os insucessos dos colunáveis.

A Dona Cesaltina, do sítio da fruta, dizia há dias a uma cliente: "Viu o vestido que a fulana levou ao casamento? Aquilo é que foi uma vergonha! Desde que o rei voltou que não se via uma coisa daquelas! Diz-se que nunca mais vai ser convidada, eheheh, bem feito!"

São Rosas, senhor.

segunda-feira, junho 21, 2004

  Um Canal Chamado Directo

As coisas que eles escrevem... Esta vem da BBC.

"It seemed that just about every Portuguese person within a mile of the Estadio Dr Magalhaes Pessoa was asked for their opinion of the game as the hours ticked down to kick off. One particular TV channel, Directo, pulled no punches and in mid-afternoon was broadcasting scenes that would have had middle England choking on their Sunday roast.

A studio full of topless women wearing only miniscule Portuguese flags as skirts and a modicum of paint on their chests, danced to samba music and chanted "PORT-U-GAL" over and over again."


  Tenham termos!

Portugal vai jogar nos quartos de final do Euro 2004 contra a Inglaterra. Esperemos que desta vez a linguagem utilizada antes do jogo seja mais contida. Não faz sentido transformar um jogo numa guerra e é da máxima importância evitar o uso de termos bélicos no desporto. O futebol é vida, saúde e bem estar. Natureza. Os ideais de Coubertin, camaradagem, confraternização. Ideais puros. Yeah.

Por isso digo apenas à nossa selecção: Boa sorte rapazes. Para a Luz e em força. D-Day. Deêm-nos sangue, suor e lágrimas. Comam a relva. Comam os bifes. Vale tudo menos tirar olhos. Let's hunt them down. Mata, mata!

  Mais uma da Fonte da Telha


Fonte da Telha, 10 de Junho de 2004

  Por-tu-gá-lllle, Olééééé

1. A crónica de Miguel Sousa Tavares no Público da passada Quarta-Feira, escrita após a derrota com a Grécia, já não está online. Compreendo. Se eu fosse o autor de tão facciosa barbaridade também não queria que ninguém a lesse...

2. A maior parte dos jornalistas espanhóis analisa a partida do ponto de vista de Espanha. Um pouco como fazemos por cá, esquecemo-nos que há um adversário que quer ganhar tanto quanto nós. A Marca aponta 8 pecados mortais que explicam o fracasso de Espanha. A Sport encontra 7. Quase todos vão pelo mesmo caminho, a culpa é de Raul ou do treinador ou da atitude ou dos caracóis ou do que que for. A Espanha estava sózinha em campo e se não ganhou alguma coisa fez mal.

Salva-se a análise do jogo no jornal oficioso do Barcelona. Lê-se no Sport: "Portugal salió a ganar el partido desde el principio sin ningún tipo de concesión al rival. La consigna de Scolari era no dar respiro alguno a España, tener el balón y machacar al enemigo por las bandas y por el centro del campo. Los portugueses, liderados por un Figo incomensurable, montaron una auténtica autopista por la que se desplazaban como bólidos hasta las inmediaciones de Casillas. No había forma de detenerles. Parecían extraterrestes. España no sabe jugar sin tener el dominio del balón. Es más lo pasa fatal, horrible. No, ni les vieron." Olé.

3. Um facto que carece de explicação científica: o tempo avançava célere até ao momento do golo de Portugal. De repente, os relógios abrandaram. Quase parados. Consta que em Espanha aconteceu o fenómeno inverso.

4. Quando acabou o jogo, eu e mais a famelga e os amigos fomos gastar buzinas para as redondezas. A cantiga mais em voga era assim:

Portugale, Olé
Portugale, Olé
Portugale, Olé
Portugal, Olé, Olé.


Não gosto muito da música, mas a letra é do melhor que há. Foi escrita a pensar na Espanha.

sábado, junho 19, 2004

  Um e-mail sobre os Contras

"Escrevo-lhe esperando que possa publicar no seu blog esta mensagem, de raiva e indignação contra os "contras". Já que os blogs são efémeros, uma publicação que não esteja num mero comentário sempre terá um impacto para que acorde mentes idiotas. E digo-o em tom de ofensa contra tantos quantos defenderam a conservação das gravuras no Parque Paleolítico do Côa. Os 1000 caracteres dos comentários foram demasiado curtos para que pudesse calar a minha indignação.

Há anos atrás, tive a minha primeira discussão política, me que me vi num lado da barricada que não era o do politicamente correcto. Confesso, por egoísmo. A Barragem do Vale do Côa estava a ser construída, e descobriram gravuras na área que seria submergida. A alternativa colocada, desde logo, eram 2 barragens: Alto e Baixo Sabor.

Em Espanha, a uns 100 quilómetros dos sítios da discórdia encontra-se a Barragem de Almendra. A capacidade total de armazenamento de água nesta barragem compreende a capacidade de *todas* as barragens construídas em Portugal. *Todas*. Uma outra, de capacidade superior encontra-se mais abaixo, na fronteira junto ao Rio Tejo. É a única barragem capaz de prevenir cheias no Douro. Em Portugal não temos igual. Quando se fala em "controlar" cheias, estamos dependentes dos nossos vizinhos: Se Almendra abre as comportas, Régua, Porto, V.N. de Gaia são inundados. Se Almendra se aguenta, os comerciantes da zona ribeirinha na foz do Douro ficam com o coração nas mãos, mas não têm prejuízos.

Em termos energéticos, Portugal não tem grande capacidade de produção de energia própria. Como racionalizar é uma palavra inteligente, mas que tem custos de comodidade que nenhuma das figuras "inteligentes" da praça pública está disposta a pagar, temos de encontrar soluções.

Na altura em que se travou a discussão entre as duas, Côa estava a ser realizada, porque o rio desagua acima da barragem do Pocinho. Isto significa que a água podia ser transferida facilmente do Douro para o Côa, com ganhos em termos de controlo de cheias e produção de energia. O Sabor, embora a poucos quilómetros, desagua a Jusante: Logo, torna as transferências de água mais complicadas. Era o ponto em que centrei a minha discussão: Economicamente, Portugal precisa de uma barragem de grandes dimensões junto ao Douro, em especial numa terra árida como é a zona compreendida entre a Serra da Estrela e a Serra de Montesinho. O que é preferível?

Por razões de coração e pelas ja apresentadas, defendia Côa com unhas e dentes. A aldeia do meu Pai situa-se para lá do Sabor. Um vale magnífico, único, porque não tem nada. Quantas pessoas que falam agora tanto, que não sabem sequer que existem apenas 3 pontos em que estradas atravessam o rio? Quantas pessoas que falam de ambiente percorreram estradas que serpenteiam os montes, com 40 km de curvas-contra curvas? O Sabor não tem um património de flora magnífico. Tem, isso sim, silêncio, quietude, isolamento. 3 palavras pelas quais muitas pessoas estão dispostas a pagar muito. O Vale do Sabor não tem nada. Apenas fragas, sol, rebeldia no Inverno. A fronteira de Portugal podia ter sido este rio, se o Douro Internacional não fora ainda mais escarpado. Em suma, quem, de quem tanto fala sobre barragens, algum dia esteve para lá do Sabor? Em Mogadouro, e Miranda do Douro? Quem fez a estrada Macedo - Mogadouro, atravessando a ponte de Ramondes?

Por contraponto, temos o Côa. Também pleno de nada, excepto uma quinta que produz vinho, e meia-dúzia de gravuras "abertas ao público". Quantos desses que tanto falam e falaram já as visitaram? E a elas regressaram? Onde estão as dezenas de empregos e movimento que este Parque Paleolítico ia gerar? Quem, sinceramente, de entre os 50% do contra, se preocupou depois de vetar a barragem, em conhecer o local?

Os meus locais de infância vão ser destruídos apenas por culpa da elite bem-pensante do contra. Que se borrifam, perdoem a expressão, para o que as pessoas daquela região querem e sentem. Que se indigam com a EPAL e com as Aguas do Douro e Paiva, mas que não sabem que há aldeias onde não há água ao almoço no Verao. Onde não há luz pública a partir das 23h.

A escolha foi feita em 96. Apetece-me mandar todos os que tanto falam, ambientalistas e senhores da cultura á fava. Desde criança que a ponte de Meirinhos está para ser construída, mas ninguém se preocupou em manifestar-se e passar greves de fome para a construir. Pelas gravuras fizeram isso. Porque não o fizeram por tantos quantos vivem entre Sabor e Douro.

Não sabem o que é a ponte de Meirinhos? Então, porque é que querem impedir a barragem do Sabor? Se nao se importam com as pessoas, porque preocuparem-se com os animais?

Atenciosamente,
Daniel Rodrigues

PS: A minha indignacao em relacao ao assunto e as pessoas do contra teria outros termos apropriados. Mas vou guarda-los para o arbitro do Portugal-Espanha. Podem vir a ser precisos."


  Chico Buarque - 60 anos

"Um dia ele chegou tão diferente do seu jeito de sempre chegar
Olhou-a dum jeito muito mais quente do que sempre costumava olhar
E não maldisse a vida tanto quanto era seu jeito de sempre falar
E nem deixou-a só num canto, pra seu grande espanto convidou-a pra rodar
Então ela se fez bonita como há muito tempo não queria ousar
Com seu vestido decotado cheirando a guardado de tanto esperar
Depois os dois deram-se os braços como há muito tempo não se usava dar
E cheios de ternura e graça foram para a praça e começaram a se abraçar
E ali dançaram tanta dança que a vizinhança toda despertou
E foi tanta a felicidade que toda a cidade enfim se iluminou
E foram tantos beijos loucos tantos gritos roucos como não se ouvia mais
Que o mundo compreendeu
E o dia amanheceu
Em paz"


(Vinicius e Chico)

  Sem Título


Lisboa, Março de 2003

sexta-feira, junho 18, 2004

  Dumping

O Rui do Adufe, o Miguel do Intermitente e o João Miranda no Blasfémias envolveram-se num interessante debate sobre dumping.

Na última resposta, escreveu o Rui:

"1º - peguemos em duas lojas vizinhas (para o efeito é irrelevante a dimensão ou o que vende, podem até ser prestadores de serviços). Uma vende os produtos com uma margem de 1% sobe o custo. A outra oferece os produtos a custo zero. Ao fim de dois meses a primeira fecha as portas porque não vendeu sequer uma caixa de fósforos e deixou de conseguir cumprir com os seus compromissos (pagamento da renda, consumíveis, etc)."

Deixa ver se percebo... A que oferece os produtos à borla, aguenta-se e a que vende... fecha? Não faz muito sentido, pois não? Eu esperava que fosse ao contrário... Até porque o dono da loja que não faz dumping pode adquirir TODOS os produtos ao lojista que os oferece. Mesmo que o logista borlista esteja a fazer um forte investimento no futuro, no dia em que ele aumentar as margens para valores de monopólio... a loja em frente abre outra vez. Com outro dono, talvez, que não investiu fortunas. Ganham sempre os consumidores, excepto quando aparecem governos a limitar o acesso ao mercado.

Péssima ideia a do comerciante dumpista. Dumb.

  Distrações

Parabéns ao Aviz que fez um ano. O Comprometido Espectador também mas já não vai fazer dois.

  Sejamos do Contra

Meio mundo está contra. Outro meio não quer saber.

O lobby da indústria têxtil está contra a liberalização dos mercados. O lobby exige que todos os consumidores europeus sejam obrigados a pagar um preço mais alto sobre os têxteis, ao mesmo tempo que se limita a capacidade de enriquecimento do terceiro mundo.

As centrais sindicais estão sempre contra. Desta vez escolheram ser contra o novo regime do subsídio de desemprego. O que muda interessa pouco à CGTP. Estariam sempre contra. A CGTP, que está sempre contra várias coisas ao mesmo tempo, acha que os cidadãos não devem ter direito a tomar decisões sobre aplicações das suas próprias poupanças. O regime seria voluntário, mas a grande pensadora da CGTP, Maria do Carmo Tavares, acha mal: "As pessoas vão ser lesadas porque descontam parte do salário para fora do sistema de segurança social, mas nunca sabem quanto é que vão receber na altura da reforma". Eu também acho mal, Maria. E que tal proibir o negócio de venda de carros por privados? É que a gente compra hoje um carro e nunca sabe por quanto é que o vamos vender ao fim de meia dúzia de anos. Tá mau, Maria!

O presidente da Associação dos Professores de Matemática está contra os exames nacionais. Parece que é muito mais importante analisar competências fundamentais, como a oralidade ou a procura da informação e análise. O que é muito aborrecido e contraproducente é ensinar os miúdos a fazer contas. Pior ainda é perder tempo para os avaliar.

Em Paço de Arcos, um grupo de moradores está contra a construção de um edifício de 2 pisos na baixa da vila. O título da notícia do Público é "Moradores de Paço de Arcos Contra Prédio em Zona Histórica". Os moradores são um arquitecto. O que o jornal chama zona histórica é a apodrecida serração que estraga a zona histórica. Parece que os prédios oitocentistas caem se apanharem muita sombra. A câmara nega tudo. Está no último parágrafo.

Em Agualva, um grupo de ambientalistas é contra a demolição de casas antigas. Os tipos do Polis gastaram uma fortuna a contratar arquitectos e a fazer planos disto e daquilo... para quê? Mais vale perguntar o que é que está bem e o que é que está mal aos verdadeiros especialistas de todos os assuntos: as associações ambientalistas Olho Vivo e GEOTA. A opinião da Câmara ou da Polis está omissa no artigo. Who cares?

Os "ambientalistas" estão também contra a construção de uma barragem no Rio Sabor. Como sempre, aliás. Em Portugal, qualquer estrada, barragem ou ponte nunca poderá ser construída no local técnica e economicamente mais adequado. Os "ambientalistas" estarão sempre prontos a jurar que qualquer obra vai sempre destruir para sempre o último paraíso da natureza. A hipótese rejeitada é sempre a melhor. A todos estes grupinhos sugere-se um passeio de fim-de-semana ao Parque Natural da Penêda-Gerês. É proibido tomar banho nas barragens.

quinta-feira, junho 17, 2004

  News From the World

The Guardian

Manniche no Sporting - "Scolari had reacted to their poor display against Greece by bringing in three new faces and one of them, Brazilian-born Deco, had an immediate impact. Brought in to replace stalwart Rui Costa in midfield, he fired in a low cross to the feet of Maniche and the Sporting Lisbon midfielder swivelled to shoot low past Ovchinnikov."

Real Madrid News A Marca.

Saladas Patadas Russas - "A pesar de sus continúas llegadas al área rival y de que Deco y Figo hicieron lo que quisieron ante una parsimoniosa defensa que sólo pudo contrarrestar la superioridad de su contrincante a base de patadas..."

The Telegraph

Estamos cagadinhos com medo - "The hosts of Euro 2004 have given themselves a chance of reaching the knockout stages, but if the tension of Portugal's victory last night is any indicator then the atmosphere in their decisive match against Spain will be unbearable."

O árbitro foi um mariquinhas - "Ovchinnikov raced out of his box to stop the striker and, as he went to ground, appeared to take the ball with his feet rather than his hands. Wilting under the roar of the home crowd, the Norwegian referee Terje Hauge dismissed the Russian goalkeeper for handball."

Soccer365.

Kill Kill 2: "Spain's 1-1 draw with Greece in Porto meant defeat in a game described by Scolari as "kill-kill" would see the hosts eliminated from the tournament, although the Russians too made changes, two of them enforced."

Vai ser épico, dizem eles: "Portugal Set Up Spain Epic. Hosts Portugal will have to beat arch-rivals Spain on Sunday to reach the quarter-finals. It's set to be the match of Euro 2004."

Barcelona News Sport.

Parecido com um esquentamento: "Portugal alivió ayer el sofocón que cogió en la jornada inaugural de su torneo. El calentón le ha durado cuatro días."

Times Online

Esfrega-te no Eusébio - "At the start of the evening, fans had laid hands on a bronze statue of Eusebio outside the Estádio da Luz, hoping for some luck; by the end, they still had their fingers crossed. The interim brought some hotchpotch football and an element of good fortune, but seldom the suggestion that Portugal will emerge from the scrappy debris of their first two matches as genuine candidates for the title."

Surdo - "I'm very happy, not relieved," Scolari insisted afterwards, but a smile did not pass his lips. Did he know that Portugal have not beaten Spain for more than 20 years? "There is a first time for everything," he said. What about the loud jeers that greeted the arrival of Rui Costa in the 63rd minute? "I'm deaf in one ear."

Sport Network

De Bestas a Bestiais - "Portugal had the home crowd cheering once again, after winning 2-0 against a Russian side who were somewhat unlucky to play half the game with 10 men."

Sporting Life

Robson aconselha Scolari - "The Portugal coach (Scolari) should pick Cristiano Ronaldo from the start," said Robson. "The way he finished the season with Manchester United saw him stake a very good claim for a starting berth. He has done well in the two games, making a goal and scoring one too. He should play from the start."

Fox Sports

Tempestade - "...the Portuguese made heavy weather of a Russian side..."

Soccernet EPSN

Corazon Partido: "Gilberto Madail, president of the Portuguese Football Federation, did not attend the game because he feared for his health if he had done so. He was probably wise to stay away as Scolari's men dominated throughout but made heavy work of dismissing the Russians."

  Ai o PIB

Portugal ganhou à Rússia e o PIB é que sofre. Se Portugal tem perdido, estes dois dias até ao fim de semana não seriam uma ponte 'de facto'. O PIB veria com bons olhos o pessoal a produzir qualquer coisinha em vez de andar a dissertar sobre o Miguel e o Figo junto às máquinas de café.

Se Portugal passar às meias finais, o prejuízo multiplica-se. Se em vez de um Portugal-França tivermos um Espanha-França, serão 20.000 'hermanos' a passear por Portugal. Com dormidas, almoços, jantares, cerveja, portagens, gasolinas e recuerdos. Serão mais uns larguíssimos milhões de euros a contribui para a retoma. E os espanhóis é que vão discutir o Raul e o Joaquin junto às máquinas de café, enquanto nós trabalhamos para nos aproximarmos deles na competitividade.

Logo, este é um daqueles casos em que só nos resta dizer: Que se lixe o PIB.

quarta-feira, junho 16, 2004

  Recolha das Redes na Fonte da Telha


Fonte da Telha, 10 de Junho de 2004

  Portu-golo

Já está. Ufff...

  Porto-gal

Tá quase. Ai as unhas...

terça-feira, junho 15, 2004

  Chega de Futebol!

Para variar, que tal recordarmos Eva Marie Saint neste filme de Norman Jewison?

Porque será que me lembrei disto agora? Mistérios da mente...

  Ouvisto de Paçagem

O de Azul: "Já não ando com a Rafaela."
O de Vermelho: "Deixastes-i-a?"
O de Azul: "Não, foi ela que trocou de mim."

segunda-feira, junho 14, 2004

  A Recolha das Redes


Recolha das Redes na Fonte da Telha, Junho 2004

  0,9596

Coeficiente de Correlação entre os votos obtidos pelo PCP e pelo MRPP distrito a distrito: 0,9596. O MRPP vive hoje de um símbolo (foice e martelo) e do fraco discernimento dos eleitores do PCP.

Nos distritos do interior e com maiores índices de iliteracia, o MRPP recolhe mais de 1 de cada 5 dos votos que seriam destinados ao PCP. Acontece em Bragança, Guarda, Viseu, Vila Real, Açores e Madeira.

A nível nacional, o PCTP vai buscar 1 em cada 9 votos que seriam destinados ao PCP. O algodão coeficiente de correlação não engana.

  Lusocops 2004

Na Antena 1: "Há polícias que trabalham mais de 180 horas por semana e não recebem a remuneração correspondente."

Realmente. Nunca o Robocop antigo patrulhou mais de 24 horas em cada dia. Esta nova versão já atinge sete dias por semana a 26 horas por dia. É obra!

  Iraque

Ouvi na rádio um ouvinte/forense entusiasmado explicar que esta derrota do governo também tinha a ver com a participação portuguesa na guerra do Iraque. Ora aí está uma linha de raciocínio que nos leva a considerações interessantes. Por exemplo, será que os franceses e os alemães penalizaram nas urnas os seus governos por estes não terem querido participar na coligação que derrubou Saddam?

  Breves Considerações Sobre a Noite Europeia

1. Grande vitória do Partido Socialista. Além de ter tido mais votos que os adversários, livrou-se de uma assentada de meia dúzia de inconvenientes. Ana Gomes, Edite Estrela, Sérgio Sousa Pinto, Jardim Fernandes, Francisco Assis, Fausto Correia e Jamila Madeira, vão todos de frosques.

2. Já há candidatos perfilados para as eleições de 2009. Narciso Miranda já tinha dito "primeiros!" no PS. Ontem, no PSD, Luís Filipe Meneses pediu explicitamente para o mandarem para longe na próxima oportunidade.

3. Quando olhei para a televisão após o futebol vi Miguel Portas e a festa do Bloco. A animação era tanta que cheguei a acreditar que tinham ganho com maioria absoluta. Depois caí em mim e admiti a eleição pelo Bloco de 2 ou 3 deputados. Afinal vai só o Miguel. Um outro deputado não foi possível. Talvez em 2009, se a abstenção chegar aos 80%. A animação é facilmente explicável: o pessoal do Bloco gosta é de festas e de copos.

4. O Partido da Nova Democracia ganhou. Na Grécia.

5. António Costa foi ingrato. Fartou-se de distribuir agradecimentos e ignorou ostensivamente a colaboração de Paulo Ferreira. Não se faz...

6. O PSD e o PP assobiaram para o lado e espetaram o dedo na direcção da abstenção. Restam ao governo duas hipóteses para o próximo biénio: ou estoiram as contas públicas e ganham as próximas legislativas, ou governam com responsabilidade e respeito pela riqueza nacional e perdem.

7. Chirac e Barroso foram os azarados da noite. Se o França-Inglaterra tem sido no Sábado... se o Portugal-Grécia tem sido só no Domingo... Na Grécia e na Espanha os partidos no poder safaram-se. Nota-se aqui uma forte correlação com resultados da véspera. Não percebo porque é que ninguém se lembrou de atirar as culpas para o sorteio...

domingo, junho 13, 2004

  Considerações acerca do Portugal-Grécia

1. Estudos científicos baseados em inquéritos de opinião completamente fidedignos sugerem-me que esta derrota custará 2,616% a Durão Barroso nas eleições de hoje. Um empate custaria 0,406%, e uma vitória por mais de 3 golos aumentaria o resultado da coligação em 0,811%.

2. As cervejarias e as cervejeiras foram as outras grandes derrotadas da noite. As acções da Unicer vão cotar-se em baixa na Segunda-Feira.

3. Alguns argumentos que podem ser usados pelos defensores das vitórias morais: a)-pelo menos desta vez nunca baixámos os braços; b)-no mundial de 2002, ao fim de meia hora já levávamos 3, agora foi um bocadinho melhor; c)-foi azar nosso; d)-foi sorte deles; e)-foi o milionário russo que inebriou o Paulo Ferreira com toneladas de libras.

4. Alguns argumentos que podem ser usados pelos optimistas encartados: a)-são estas pequenas contrariedades que adoçam o sabor da vitória; b)-com este resultado, a Grécia deve ganhar o grupo e Portugal deve ficar em segundo.

5. Alguns argumentos que podem ser usados pelos pessimistas do costume: a)-ai... o Vitor Baia! b)-ai... o Mourinho! c)-a culpa foi do Scolari! d)-a culpa foi do Figo! e)-a culpa foi do Madail! f)-a culpa foi do Carlos Cruz! g)-a culpa é do governo! h)-a cupla é do Guterres! i)-Tudo isto existe, tudo isto é triste, tudo isto é fado.

6. Não posso tirar a bandeira da janela. Os meus filhos estão em pleno processo de desenvolvimento intelectual e um gesto desse género poderia ser um forte contributo para uma futura ligação traumática das crianças a um qualquer partido de extrema esquerda.

7. Na minha opinião 'abalizada' de espectador credenciado, os melhores portugas foram Figo, Ronaldo e Deco. Os que se saíram menos bem foram Paulo Ferreira, Rui Costa e Pauleta. As substituições foram adequadas. Fizémos uma segunda parte razoável e merecíamos mais. Os gregos defenderam-se muito bem e fizeram por merecer a sorte do jogo.

8. Abaixo de cão foi a incipiente realização televisiva da cerimónia de abertura. Conseguiram sempre filmar o que não era importante. O nível mediocre da realização continuou pelos primeiros minutos do jogo. Quando os jogadores entravam em campo, o realizador mostrava-nos importantíssimos espectadores anónimos. A constituição das equipas permaneceu no écran por longuíssimas décimas de segundo. Em todo o mundo milhões de pessoas ficaram a saber que Portugal jogava com um tal Ricardo e mais uns quantos. Nem foi mau. Da equipa da Grécia nem deu tempo para acabar de ler o nome do guarda-redes. O melhor foi mesmo o lindo sorriso da menina que acompanhava o Rui Costa.

9. Vem aí os cirílicos. Vamos a eles.

sábado, junho 12, 2004

  Em Festa

São 14:00 e vou já começar a festejar o Euro 2004. Não quero arriscar. Posso não ter motivos para festejar mais tarde.

sexta-feira, junho 11, 2004

  Citação do Dia Seguinte.

"Government's view of the economy could be summed up in a few short phrases:

If it moves, tax it.
If it still moves, regulate it.
If it stops moving, subsidize it."


Ronald Reagan

  Incrível Almada


A Grande Confusão. Alguns destes carros estiveram mais de 4 horas imobilizados no meio deste pandemónio. Turismo à portuguesa a 30Km de Lisboa, com o elevado patrocínio de um município gerido há quase 3 décadas pelo PCP.

Nota: Sobre este assunto, ver o post de 7 de Agosto de 2003 publicado no Tempestade Cerebral.

O concelho de Almada é terceiro-mundista. A deplorável desorganização urbanística, a falta de planeamento, a rede viária municipal, a sinalização, há muito para lamentar. Ontem convidaram-me para um almoço na Fonte da Telha. Um lugar que poderia ser paradisíaco está transfigurado numa porcaria. A paisagem foi assassinada por construções indescritíveis, os acessos são uma anedota, o estacionamento é anárquico.

Depois do almoço aproveitei para passar umas horas na praia. Por volta das 18:00 pensei ir-me embora. Impossível: não havia saída. O bloqueio era total: disseram-me alguns automobilistas que estavam parados desde as 4 da tarde. Se alguém se sentisse mal, se houvesse um incêndio num restaurante, não se podia fazer nada. Nenhuma ambulância ou carro de bombeiros poderia aceder à Fonte da Telha naquele espantoso cenário de pandemónio.

Sentei-me numa esplanada a petiscar caracóis e assisti às recolhas das redes dos pescadores pelo pôr-do-sol. Só por volta das 21:00 é que os carros começaram a andar.

Não haverá ninguém que consiga explicar à D.Emília que aquela zona é uma dádiva da natureza ao seu concelho? Alguém que lhe explique que não se pode deixar entrar milhares de carros por um acesso sem saída e sem capacidade de estacionamento? Alguém que lhe explique que pavimentar e sinalizar os acessos, marcar e controlar o estacionamento, deitar abaixo as construções ilegais e remover o lixo é uma nobre missão da autarquia? Se um dia alguém morrer por falta de assistência na praia da Fonte da Telha, a quem vai a D.Emília atirar as culpas?

Não são só as praias. O interior do concelho de Almada é um horripilante caos, uma demonstração da evidente falta de planeamento e incompetência na gestão.

Os partidos que governam Almada há 30 anos deviam ter vergonha da miserável obra que produziram. Uma sugestão: peçam desculpa a quem vos elegeu e exilem-se no Ruanda.

O facto verdadeiramente espantoso de continuarem a ganhar eleições não abona muito em favor da inteligência de quem os elege. Por muito más que sejam as alternativas, não consigo imaginar nada pior do que a D.Emília e companhia.

E com tantos exemplos de incompetência que por aí andam, que sorte a minha. Os meus dois concelhos de estimação têm estado entregues em muito melhores mãos. Que assim continuem e que Deus me livre de Donas Emílias, por muitos, muitos anos.

  Champs de Mars


Campo de Marte, Paris, Junho de 2001

quarta-feira, junho 09, 2004

  Sousa Franco

Faleceu hoje, em Matosinhos. Descanse em Paz.

terça-feira, junho 08, 2004

  Largura de Banda

Neste caso sei que o Acidental não vai levar a mal o 'roubo' de largura de banda.



LOL.

  A Bandeira

"Não ponho bandeiras na janela." - afirmei hoje aos meus companheiros de almoço. "Só se ganharmos!"

Chego a casa e vejo que os meus filhos penduraram uma bandeira na janela. Ganhámos à Suécia, não foi?

  Pffffff...

O pópó pifou. Hoje sou um verdadeiro cidadão auto-imobilizado.

segunda-feira, junho 07, 2004

  Igualdade vs Riqueza

ou "a Suécia vista pelos suecos"

"If Sweden left the European Union and joined the United States we would be the poorest state of America. Using fixed prices and purchasing power parity adjusted data, the median household income in Sweden in the late 1990s was the equivalent of $26,800 compared with a median of $39,400 for U.S. households - before taxes. And then we should remember that Sweden has the world's highest taxes.

The Swedish Research Institute of Trade, who made the study, underlined that Afro-Americans, who have the lowest income in the United States, now have a higher standard of living than an ordinary Swedish household."


extraído de "Swede and Sour", Johan Norberg

  Procura-se - via o Acidental.



Mr.Bytes. Foi raptado de sua casa, no Brasil, no início da semana passada. Foi visto pela última vez em Portugal onde estará a ser utilizado contra sua vontade. Os pais estão preocupados e alertam que Mr.Bytes pode ficar violento ao inalar fumos de certas plantas não-geneticamente manipuladas. Pede-se a quem detenha informação relevante sobre o paradeiro de Mr.Bytes para contactar as autoridades competentes.

  Reaganomics

Em 1980 o PNB per capita da França era superior ao dos EUA. Em 1990 a França já tinha ficado para trás, mas os países escandinavos, a Dinamarca e a Alemanha ainda tinham rendimentos médios superiores aos norte-americanos. Hoje apenas o Luxemburgo, a Noruega e a Dinamarca estão à frente dos EUA, ou apenas o Luxemburgo, em paridades de poder de compra.

De 1980 até 2002 a economia norte-americana cresceu em média quase 1% ao ano acima da economia europeia. Há quem chame a isto "efeitos nefastos do neo-liberalismo"...

  Notas Soltas de Um Fim-de-semana 99% Netfree.

1. Fui a Setúbal ver a selecção graças a um convite de última hora. Um fraco jogo, um bom ambiente e 2 filhos encantados por verem o Figo a 20 metros de distância. Lembrei-me de um longínquo dia do início dos anos 70, quando o meu tio me levou ao velho Estádio Padinha e, antes do início de um Olhanense-Sporting, o Yazalde passou bem pertinho.

2. Há sinais de terceiro-mundismo que não nos largam. O estacionamento em volta do Estádio do Bonfim era algo de espantoso. Com a total conivência e colaboração da polícia, estacionava-se em todos os cantos disponíveis, em cima dos passeios, das passadeiras, em segunda fila. Imagino quão infernal deve ser a vida de alguém que se desloque em cadeira de rodas num destes dias.

3. Cascais continua absurdamente grafitado. Os artistas do spray não evitam nada. Estátuas, paredes, montras, portas de garagens, parcómetros, sinais de trânsito, todos os cantos de todas as ruas servem de tela para os arabescos destes meninos. Consolo-me imaginado castigos adequados a estes palerminhas, que invariavelmente passam por compulsivas e arrojadas tatuagens em partes do corpo bem visíveis, seguidas de humilhantes exposições públicas. A pena poderia terminar com o cada vez mais esquecido castigo do alcatrão e penas.

4. Li alguns comentários sobre o Dia D que foram escritos com uma enorme dissonância cognitiva entre o que se escreveu e o que vai pela alma. Custa sempre agradecer aos americanos os sacrifícios, os milhares de mortos e a liberdade que trouxeram à Europa. A que trouxeram e a que ajudaram a conservar nos 40 anos que se seguiram. Se fosse hoje, a França não teria sido invadida. Teríamos manifestações contra a invasão, um France Body Count, o "eles só lá vão para roubar o Champagne". Os horrores da guerra em directo não conquistariam os corações dos americanos nem dos amantes da liberdade.

  OGM? Agricultura Biológica? Marmelos e Tomates?


Alimentos Sagrados, Barcelona, Agosto de 2002

sábado, junho 05, 2004

  "Sand is overrated. It's just tiny, little rocks."

Era o único filme que começava depois da hora a que cheguei ao multiplex. A expectativa era baixa. A sala estava quase vazia. Eternal Sunshine of the Spotless Mind.

  Dúvida

Hoje (Ontem) ao almoço, alguém dizia na mesa do lado:

"É pá, prontos! Os miúdos até podem ter identificado mal o homem, mas depois deste tempo todo... eles já estão fartos de o ver na televisão. Então se não fosse ele... diziam, não é?"

É? Não sei. Alguém sabe?

quinta-feira, junho 03, 2004

  Ignacio, Ignacio - (parte 2/2)

Andava eu às voltas com os textos do tal Ignacio Ramonet quando topo com uma prosa do senhor que foi transcrita no Samizdata.

O Ignacio resolveu aclarar de uma só vez tudo aquilo em que acredita. Não, ainda não é desta que vamos finalmente perceber qual é o modelo económico alternativo que a esquerda do Ignacio defende. Desde o flop da economia planificada e dos planos quinquenais que essa tal alternativa se esconde. O Ignacio também não ajuda: limita-se a ser contra a liberdade económica e contra o capitalismo. Vai na onda. Mas se o Ignacio não explica tudo, pelo menos manda umas bocas e sempre é melhor que nada. Aqui fica o palavrório do Ignacio, comentado.

"RESISTANCE means saying no."

Isso já todos percebemos. Resistência significa ser do contra. Ser a favor dá uma trabalheira. E para se ser a favor é preciso saber-se do que é que se é a favor. O Inácio só sabe que é do contra. Nada de novo a leste.

"No to contempt"

A esquerda está sempre contra e, principalmente, está contra a mudança. Logo escrever "no to contempt" é assim a modos como o João Pinto ou o Deco dizerem "no to simulations". Ó Ignacio... esta não faz muito sentido, pois não?

"[No to] arrogance and economic bullying."

Até compreendo o Ignacio. Afinal, a esquerda no poder nunca foi capaz de outra coisa que não "economic bearing". E já agora, Louçã, cuidadinho. O Ignacio não gosta de arrogantes...

"No to the new masters of the world: high finance, the countries of the G8, the Washington consensus."

Traduzindo isto por miúdos, o Ignacio é contra a Caixa Geral de Depósitos, contra os países democráticos mais bem sucedidos do nosso mundo e contra o ensino de Economia. Se o Ignacio estivesse a falar de saúde, seria contra os hospitais centrais, as técnicas de cirurgia mais modernas e contra a medicina que se ensina nas universidades. O Ignacio seria um curandeiro.

"[No to] the dictatorship of the market and unchecked free trade."

O Ignacio é também contra a ditadura do Mercado e contra o comércio livre "unchecked". Eu também sou contra todas as ditaduras. Só não sei quem será este ditador que nos obriga a comprar as coisas que nós não queremos. Ou será que, aquilo a que o Ignacio chama ditadura de mercado, não será simplesmente... a liberdade dos consumidores? O que o Inácio deve gostar mesmo é das lojas do Povo... desde que ele possa comprar as suas coisitas nas lojas capitalistas de Paris, obviamente.

"No to the quartet of the World Bank, International Monetary Fund, World Trade Organisation and the Organisation for Economic Cooperation and Development."

O Ignacio prefere que os países mais pobres não tenham ajudas ao desenvolvimento, apenas ajudas à miséria. O Ignacio acha que os estados falidos não devem ser ajudados. O Ignacio quer que os países que empobreceram ou nunca enriqueceram devido a décadas de proteccionismo continuem na mesma. O Ignacio é um tipo deveras inteligente e amigo dos mais desfavorecidos.

"No to hyper-production"

O que será a hiper-produção? Então o problema do mundo não é a falta de bens que afecta uma significativa fatia da humanidade? A tal que nunca soube o que era liberdade e democracia? E quem serão esses empresários chanfrados que andam a hiper-produzir artigos sem mercado? O que vale é que esses malucos vão falir todos e assim se acaba a hiper-produção... não é Ignacio?

Ou será que o Ignacio não tem automóvel, DVD, frigoríco, micro-ondas, livros... Explica lá, Ignacio, o que é que tu queres que não se produza?

"No to genetically modified crops."

O Ignacio não é contra os alimentos geneticamente modificados que sempre comeu. O Ignacio é contra os alimentos geneticamente modificados produzidos por multinacionais capitalistas globalizadoras neo-liberais.

"No to permanent privatisations."

Estou totalmente de acordo com o Ignacio. E a melhor maneira de evitar as privatizações é acabar de uma vez com as empresas públicas. Poupávamos uma pipa de massa, não destruíamos recursos escassos com ineficiências centralmente geradas... Ya, Ignacio, nesta estamos de acordo.

"No to the relentless spread of the private sector."

Ignacio, o sector privado... somos todos nós. E é o sector privado que paga o sector público. O que é que queres afinal, Ignacio? Então se tu queres um sector público cada vez maior e um sector privado cada vez mais pequeno... quem vai pagar, Ignacio?

"No to exclusion. No to sexism. No to social regression, poverty, inequality and the dismantling of the welfare state."

Tens toda a razão, Ignacio. Gritemos bem alto: NÃO! Não te esqueças, Ignacio, que a limitação da pobreza a níveis residuais, o bem-estar generalizado e a segurança social só conseguiram alguma eficácia nas melhores democracias capitalistas. Apenas os mercados livres possibilitaram a obtenção de níveis de riqueza que permitem suportar os custos dos tão amados estados sociais. Fico feliz por saber que, afinal, defendemos as mesmas coisas. O que eu não quero é matar a galinha dos ovos de ouro... (duvido que percebas os fundamentos desta imagem).

"No to the abandonment of the South."

Pera lá? Mas não és tu que queres impedir a "inclusão" do sul? Não és tu que queres fechar as fronteiras dos países pobres? Afinal, queres que se invista nos países mais desfavorecidos, ou não? Vê lá se te decides, pá!

"No to the daily deaths of 30,000 poor children."

Estamos absolutamente de acordo. Todas as crianças devem ter a mesma sorte das que nascem nas democracias ocidentais capitalistas que o Ignacio não gosta. Devem ter a sorte das crianças de Taiwan, que ainda há 40 anos morriam a níveis superiores aos da China Continental. As crianças da Coreia do Norte devem ter a mesma sorte das crianças da Coreia do Sul. As crianças do Vietnam devem ter acesso aos mesmos cuidados de saúde das vizinhas crianças malaias... Há um largo caminho a percorrer, Ignacio. Não sei é porque te vejo nesse caminho a olhar para trás em vez de caminhar em passo firme para a frente.

"No to the destruction of the environment."

Muito bem, Ignacio. E tu, já terás feito a tua "mea culpa"?. É que tu, velho apoiante dos regimes comunistas, deves reconhecer que foram justamente esses pobres povos que assistiram aos maiores atentados ambientais de que há memória. Não me refiro a acidentes. Refiro-me mesmo a barbaridades, como o crime do Mar Aral, por exemplo. Sim, porque eu não acredito que tu sejas como alguns que por aí andam e que tudo fazem para renegar o passado.

"No to the military hegemony of a sole superpower."

Estou de acordo! Vamos derrotá-los! Tu vais à frente, Ignacio.

"No to "preventive" war, to invasion..."

Ó Ignacio, tá bem? Mas promete-me que quando uma qualquer guerra começar, não vais ser o tu o primeiro a acusar os EUA, a NATO ou as Nacões Unidas por não terem agido a tempo...

"No to terrorism and to attacks on civilians."

Bem-vindo ao clube. (já aprendi alguma coisa com a Edite). Já agora, nas 150 crónicas que tens disponíveis, encontro bastantes (quase 150, diga-se...) que falam mal dos EUA, do poder da super-potência e da malvadez de Israel. Raramente criticas os assassinos do Hamas, dos Mártires de al-Aqsa e outros quejandos, a não ser quando os queres comparar com governos eleitos de nações ocidentais. Diga-se que essa tua preocupação com os assassinos que agora colocam bombas no Iraque, em Espanha ou em Marrocos não me pareceu muito sentida... Será um bug informático?

"No to racism, anti-semitism and islamophobia."

Muito bem. Não queres acrescentar "no to antiamericanism"?

"No to draconian security measures. No to a police state mentality."

Está bem. Promete só que quando houver mais um atentado não atribuis as culpas à falta de segurança, ok?

"No to dumbing-down."

IGNACIO!!! Have a mirror?

"[No]To censorship. To media lies. To manipulative media."

IGNACIO!!! Have a mirror?

"Resistance also means saying yes."

Ena, ena! Finalmente, a favor de alguma coisa!...

"Yes to solidarity between the six billion inhabitants of this planet."

Referes-te à solidariedade socialista (isto é, gritar que temos pena dos mais desfavorecidos) ou à solidariedade capitalista (isto é, dar a oportunidade aos que precisam de solidariedade de seguirem o mesmo caminho que nós?)

"Yes to the rights of women."

IGNACIO! Estás a ser islamofóbico!

"Yes to a renewed United Nations."

De acordo. Obriguemos todas as nações a renovarem as Nações Unidas.

"Yes to a new Marshall plan to help Africa."

Hmmm... mas para isso... precisamos dos capitalistas, não é? Quem mais pode pagar? Mas o Ignacio não quer acabar com os capitalistas?

"Yes to the total elimination of illiteracy."

Eu preferia erradicar antes a fome e a miséria. Mas isso demora sempre algumas gerações e era preciso que os Ignacios deste mundo não cheguem ao poder em nenhum lado.

"Yes to an international campaign against a technology gap."

Vamos nessa. Obriguemos os americanos a parar e esperar pelos outros. Ou são os que vão atrás que têm que acelerar?

"Yes to an international moratorium that will preserve drinking water."

Quer dizer... não devemos bebê-la? Ou devemos construir mais barragens? E os que ainda não têm água potável, devem ser preservados de obtê-la?

"Yes also to generic medicines for all. To decisive action against Aids."

Ora que grande ideia. Vamos obrigar as empresas que criam medicamentos a fazer só genéricos! Acabemos com as marcas. Acabemos com as patentes. Isto é que vai ser investigar daqui para a frente, hein Ignacio?

"To the preservation of minority cultures. And to the rights of indigenous peoples."

E quando os indígenas quiserem mudar de vida, impedimos! Vê bem que há tipos em África que querem viver em casas e comprar coisas nos supermercados... É preciso descaramento, Ignacio! Maldita globalização...

"Yes to social and economic justice."

Muito bem! Acabemos com a sanha fiscal dos governos que espoliam os cidadãos do fruto do seu trabalho e que empobrecem as populações! Bravo, Ignacio!

"And a less market-dominated Europe."

Ooops. Cá para mim... queres aumentar os impostos! Queres mais PACs? Uma para a indústria, outra para o comércio, outra para o turismo, outra para as pescas. É isso, Ignacio?

"Yes to the Porto Alegre Consensus."

Isto é, transformemos a ciência económica num folclore e governe-se o mundo com boas vontades. Cuba everywhere, hein, Ignacio?

"Yes to a Tobin tax that will benefit citizens."

Eu também preferia uma taxa Tobin que beneficie os cidadãos a uma Taxa Tobin que prejudique os cidadãos. Infelizmente sou perfeitamente capaz de entender a segunda hipótese mas não vislumbro nenhum modo como mais um imposto pode beneficiar os cidadãos... Ajudas-me, Ignacio?

"Yes to taxing arms sales."

E eu a pensar que eras contra o mercado de armas, afinal só queres criar mais um imposto... ai, estes estatistas! E vamos taxar o tráfico de droga, também?

"Yes to writing off the debt of the poor nations."

Ó Ignacio... e deixamos que elas se endividem outra vez, ou não?

"Yes to banning tax havens."

Ó Ignacio! Não preferes banir os "Tax Hells"?

"To resist is to dream that another world is possible. And to help build it."

Já tentaram construir o novo mundo, Ignacio. Todo o século XX. Começaram em 1917. Ainda estão em Cuba. É pá, tu és um gozão... estás a fazer-te esquecido...

Ignacio, Ignacio! Não tens emenda, pois não?

  A Última Fotografia das Cabanas dos Pescadores de Santa Luzia


Santa Luzia, Algarve, Verão de 2001

  Europa vs EUA

Leio no Intermitente as conclusões de um estudo da Timbro.

"If the European Union were a state in the USA it would belong to the poorest group of states. France, Italy, Great Britain and Germany have lower GDP per capita than all but four of the states in the United States. In fact, GDP per capita is lower in the vast majority of the EU-countries (EU 15) than in most of the individual American states. This puts Europeans at a level of prosperity on par with states such as Arkansas, Mississippi and West Virginia. Only the miniscule country of Luxembourg has higher per capita GDP than the average state in the USA. The results of the new study represent a grave critique of European economic policy."

Nada que não se soubesse. Ontem assisti na BBC a uma debate/entrevista cruzada entre um verde europeu e um qualquer comentarista americano. O tema era o consumo de combustível. O europeu afirmava que na América os carros são menos eficientes, consomem mais combustível e que a Europa é mais eco-conscenciosa. O comentador americano não aceitava tal opinião. Dizia ele que há muitos carros que são iguais nos EUA e na Europa, mas a principal explicação para as diferenças entre o carro médio americano e o carro médio europeu está no gap de nível de vida entre os dois lados. Os americanos são muito mais ricos que os europeus e os carros e os combustíveis pagam menos impostos. Outro argumento que utilizou é que a viagem média americana é mais longa (as distâncias são grandes) e também por isso escolhem carros de maiores dimensões.

Perante a oposição do europeu e da jornalista, que se referia depreciativamente aos carros americanos como "gaz guzzlers", o americano insistia. O PIBpc americano é muito superior ao europeu e a diferença continua a acentuar-se. A família média americana é mais numerosa e há muito mais famílias com 4 filhos ou mais, o que também é explicável pela disponibilidade de rendimentos. As famílias grande explicam também porque é que a quota de monovolumes é significativamente superior nos EUA. Por todos esses motivos os consumos médios dos veículos americanos são maiores.

A Renault anunciou recentemente um carro económico para ser vendido apenas em mercados emergentes e que custará apenas 5.000 euros. Este veículo não será comercializado nos EUA.

quarta-feira, junho 02, 2004

  Special People

"There's nobody else here,
no one like me
I'm special. So Special.
I gotta have some of your attention."


Chrissie Hynde, Pretenders.

"We [Chelsea] have top players and
sorry if I'm arrogant
we have a top manager too.
I am European champion
and I am special."


José Mourinho, Pretender.

  Azar...

O tempo de antena do Bloco de Esquerda na Antena 1 foi gravado antes de tempo. Por isso, deixaram passar Louçã a reafirmar que o governo quer entregar a Galp à Carlyle...

Desta vez teve azar. Mas se por acaso a Carlyle tem mesmo a melhor proposta e é a escolhida, imagine-se o que o Chico não diria...

  Ignacio, Ignacio! (parte 1/2)

Vagueando pela net de link em link, encontrei um artigo de um "especialista" em Geopolítica e Estratégia Internacional, Doutor en Semiología e em Historia da Cultura na Escola de Altos Estudos de Ciências Sociais de París, Director em París do "Le Monde Diplomatique" e Professor de Teoria da Comunicação Audiovisual na Universidade Denis. Ignacio Ramonet. Nesse artigo, o Ignacio descrevia-me um furacão na Ásia que afectava o Mercado monetário e explicava-me que este furacão representava uma medonha ameaça para a humanidade. O Ignacio alertava-me para a insegurança que a globalização estava a causar no resto do mundo e esclarecia-me que era essa globalização que impedia os governos de garantir a riqueza e a prosperidade dos seus povos.

Furacão na Ásia? Mas do que é que ele estaria a falar? Subitamente vi a luz, no canto superior esquerdo do artigo. O Igancio escreveu esta prosa em 1997, por alturas da crise asiática de que já ninguém se lembra. Nessas semanas de crise, a esquerda de que o Ignacio faz parte proclamou o fim do capitalismo, a nova ordem mundial e a confirmação da profecia de Marx do colapso do sistema.

Enganaram-se. Desde o início do século que se enganam. E engano sobre engano, continuam a defender os mesmos enganos com as mesmas certezas com que se enganaram anteriormente. Os países asiáticos de economia livre voltaram rapidamente ao caminho do crescimento e da prosperidade enquanto alguns outros que não quiseram abrir as suas economias mantiveram-se estagnados.

Ignacio é um enganado encartado e reincidente. Nos idos de 1999, Ignacio apostava em Hugo Chavez e em Novembro publicava esta loa ao incompetente líder venezuelano:

"There is a name on all Latin-American lips nowadays: that of Hugo Chávez. This 45-year-old army commander, who attempted a coup in 1992, was elected president of Venezuela in December 1998. Since taking office he has, with the support of the left and the have-nots and just as he said he would, embarked on a "peaceful and democratic revolution" that is worrying those who preach globalisation."

Infelizmente, a "pacífica" revolução chavista cada vez menos pode ser adjectivada de democrática e quem tem mais motivos para preocupação são os empobrecidos venezuelanos. E nesse mesmo ano em que Ignacio esperava ver a luz que nos ilumina numa pretensa futura prosperidade a caminho da Venezuela, continuava sentado desejando entusiasticamente encontrar sinais da queda do capitalismo. O fim da crise asiática era visto pelo Ignacio como "uma ilusão":

"The shockwave of financial crisis which began in Thailand on 2 July 1997 appears to hang in suspense. But this is an illusion. Globalisation of the world economy has created an interdependence between national economies, and the knock-on effects of crisis are therefore that much greater. The truth is we do not know where the domino effect will strike next."

O Ignacio esperava ou desejava que fosse a China a primeira a estoirar.

"For the moment all eyes are set on China, particularly since Japan?s decision to devalue its currency in the face of threatening recession. The lowering of the value of the yen has had a destabilising effect throughout the region and has led automatically to an over-valuation of China?s currency, the yuan. Sooner or later this will force Beijing to devalue, despite repeated promises to the contrary from Prime Minister Zhu Rongji."

E sugeria um resultado:

"For 20 years China?s growth rates have been above 10%; in 1998 according to official figures they fell below 8%, and were actually lower than 5%. As for foreign direct investment, in 1998 this saw a fall of 25% (1)."

E finalmente, previa:

"Of course, the fact that its currency is only partly convertible protects China from speculation. But in a year that will see, in June, the 10th anniversary of the Tiananmen Square massacre and, in October, the 50th anniversary of the founding of the communist regime, it is quite likely that we shall also see a devaluation of the yuan. This would threaten the Hong Kong dollar (the value of which is now pegged to the US dollar), and could set off a new spiral of devaluation in the region as a whole, thereby threatening the overall equilibrium of several of the world?s key economic regions."

A única conclusão possível é que o homem não acerta uma...

As últimas apostas do Ignacio para a prosperidade do mundo são o presidente Lula da Silva e o exemplo do mais perfeito idiota sul-americano, o cocalero boliviano Evo Morales...

Na Feira do Livro de Lisboa encontrei uma banca cheia de livros de Ignacio Ramonet. Estão ao lado das obras de Viviane Forrester e de Noam Chomsky. É o que se pode chamar "concentrado de disparate".

(cont).

terça-feira, junho 01, 2004

  Mais Santa Luzia


Redes, Santa Luzia, Tavira

  Vidas Difíceis

Esta manhã um jovem jogador da selecção Sub-21 lamentava-se aos microfones da TSF por ter visto um cartão vermelho no último Suiça-Portugal e por esse motivo ter sido excluído da equipa que hoje defronta a Alemanha. "A gente esforça-se, trabalha todos os dias e depois no jogo mais importante acontece-nos isto. É nestas alturas que pensamos se todo este esforço valerá a pena, se vale a pena continuar...".

Tens razão, pá! Não vale mesmo a pena suportar tamanhas arrelias por tão poucos milhares de contos ao fim do mês. Jovem: vai trabalhar para as obras. Juntas o útil ao agradável. Não só passas os dias a acartar divertidos baldes de cimento por 100 contos por mês como ainda por cima evitas essas terríveis amarguras da alta competição.

  Os Links

1. O Liberdade de Expressão era um dos melhores blogues de inspiração liberal que habitavam na luso-blogosfera.

2. O Liberdade de Expressão ganhou vários prémios conceituados, dos quais se salienta o mais importante de todos os prémios conceitados, o PMMIB MOAJ 2003. (Prémio Melhor e Mais Interessante Blogue de 2003 na Modesta Opinião do Autor do Jaquinzinhos)

3. A lista de links do Liberdade de Expressão era a mais desactualizada de todas as listas de links de blogues com listas de links desactualizadas.

4. A Blasfémia é um dos melhores blogues de inspiração liberal que habitam a luso-blogosfera.

5. A Blasfémia ainda não ganhou vários prémios conceituados, mas está na shortlist para o PMMIB MOAJ 2004. (Prémio Melhor e Mais Interessante Blogue de 2004 na Modesta Opinião do Autor do Jaquinzinhos)

6. A lista de links da Blasfemia é uma das mais actualizadas de todas as listas de links de blogues com listas de links actualizadas.

7. O João Miranda aderiu aos Blasfemos.

8. O João Miranda vai ter um blogue com uma lista de links actualizados.

9. Muitos parabéns ao João e aos restantes Blasfemos.

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