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terça-feira, agosto 31, 2004

  Indignation! Cést pas possible! Pour Toutatis!

A al-Jazeera indignou-se:

"Pela primeira vez desde o início do conflito armado no Iraque, a televisão árabe Al-Jazira, sedeada no Qatar, condenou publicamente o rapto e a execução de jornalistas e pediu a "libertação imediata" de dois repórteres franceses."
Pois. Tá bem, raptem lá o pessoal, americanos, polacos, italianos, nepaleses, são todos infiéis, decapitem-nos. Agora franceses? Alá vos perdoe!

  Malditos Incêndios

Notícia na TSF:

Ataques a dois autocarros causam 15 mortos - Um autocarro israelita explodiu e um segundo incendiou-se, esta terça-feira, em Beersheva, sul de Israel, causando menos 84 feridos e 15 mortos, de acordo com o último balanço.

Tremendo azar. Um explodiu e o outro incendiou-se.

As notícias são sempre diferentes noutras alturas: Exército Israelita Mata Sete Palestinianos.

Uns morrem queimados. Outros são assassinados.

  Coisas Inexplicáveis.

Em 2001, 1,064,318 cidadãoes do mundo emigraram legalmente para os Estados Unidos da América.

Em 2002 1,063,732 pessoas emigraram legalmente para os Estados Unidos da America. 25% vieram do México. 25% de 9 países: Filipinas, Índia, China, República Dominicana, Vietname, Canadá, Coreia do Sul, Cuba e El Salvador.

Estima-se em cerca de 350.000 o número de imigrantes ilegais que entram anualmente nos EUA.

  Desfavor à Causa

Ana Gomes ao seu melhor nível. Underdog.

segunda-feira, agosto 30, 2004

  As comunidades

Rapidamente, que as férias estão aí e Setembro é mês de levante e marés-vivas.

Neste post, como já foi notado na caixa de comentários, a comunidade descrita é a população oficialmente pobre dos Estados Unidos da América. É verdade que a pobreza é um conceito relativo. Mas a comparação entre a pobreza de várias nações não pode ser relativa.

Discordo em absoluto de Luís Aguiar Conraria quando escreve: "se numa sociedade com rendimento médio de 500 alguém com 100 é considerado pobre é evidente numa sociedade com rendimento médio de 1000, então alguém com rendimento de 200 deve ser considerado pobre também."

É o mesmo que dizer que podemos combater à pobreza empobrecendo a classe média, uma vez que o empobrecimento generalizado dos rendimentos faria diminuir a pobreza estatística, mesmo que não houvesse qualquer alteração na situação dos mais carenciados. Há também uma questão de fluxos e stocks. Estes indicadores de pobreza medem apenas rendimentos e nunca riqueza acumulada. Um milionário que passe um ano sem rendimentos pode cair neste limiar.

Esta discussão já ocorreu anteriormente neste blogue. Aqui, aqui e aqui.

Num outro comentário, assinado por Ribeiro Alves há uma referência que me parece bem mais importante:

"According to the Census Bureau, more than half of all those classified as poor between 1996 and 1999 were so for less than four consecutive months. Eighty percent were poor for less than a year."

A criação de oportunidades é sempre a melhor ajuda que se pode dar a quem cai na pobreza.

Neste post, o Índice Sociológico descrito é o utilizado em Portugal para medir pobreza. Em Portugal e em muitos outros países da Europa. O comportamento absurdo do índice demonstra a irracionalidade do seu uso, porque apesar de se chamar a este índice "pobreza", ele mede apenas desigualdade. Há até quem sugira que o índice mostra exactamente o oposto do que devia mostrar...

A discussão pode continuar mais tarde. Para já, encontra-se nos Blasfemos, Timshel, Paulo Querido e Grande Loja.

  Bosch é Bom

Diz a história, evidentemente falsa porque acabei de a inventar mas que deve ter um fundo de verdade porque já ouvi isto em qualquer lado, que um dirigente socialista de uma fábrica na antiga União Soviética mandou bloquear os termómetros nos 15º e nos 25º para que os trabalhadores não tivessem que suportar demasiado frio ou calor.

Lembrei-me disto a propósito de França. Durante o último governo socialista, a ministra Martine Aubry fez aprovar a lei das 35 horas. Pensava a ministra que com um limite semanal de 35 horas de trabalho, haveria mais emprego porque as empresas iriam a correr contratar as horas em falta e o governo poderia apresentar-se com um tremendo sucesso nas próximas eleições: maior riqueza e menos desemprego.

Sabe-se a história. O PS não ganhou, mas a lei ficou. Claro que não aconteceu nada do que se esperava. O aumento do custo de um factor apenas contribui para a diminuição da procura desse factor. O impacto é maior nas empresas industriais em que a produção é quasi-proporcional às horas trabalhadas.

Como era de esperar, teria que haver consequências. A ameaça veio da Bosch. A administração da empresa alemã foi claríssima nos seus propósitos: Ou se aumenta o número de horas trabalhadas ou as operações mudam-se para a República Checa. Há quem lhe chame chantagem. Mas só se pode fazer chantagem se houver um forte motivo para a fazer. E neste caso há. A concorrência.

A Bosch não pode impedir os seus clientes de escolherem a quem compram, e se a Bosch ficou mais cara, eles podem comprar noutro lado.

O actual governo fez aprovar uma lei que permitia em condições limitadas ultrapassar a lei Aubry. Seria necessário que 90% dos trabalhadores estivessem de acordo. Tal seria impossível, porque a Confederação dos Trabalhadores Franceses reclamava deter 30% dos votos dentro da Bosch, e era absolutamente contra a revogação de um 'direito adquirido'.

O governo parecia estar entre a espada e a parede: Ou cedia à Bosch e arriscava-se a uma forte reacção sindical e à avalanche de situações equivalentes em outras empresas, ou não cedia e ficava com mais 800 trabalhadores no desemprego.

Felizmente não foi necessário. Apesar das pressões da Intersindical lá do sítio, o aumento do período de trabalho foi aprovado com 98% de votos a favor. O pacote aprovado pelos trabalhadores inclui também o congelamento de salários por 3 anos.

O governo socialista francês resolveu por sua conta e risco diminuir a produtividade de todas as empresas que operam em França. As empresas reagem como podem. E se não podem, vão-se embora. Não há milagres. A lei das 35 horas poderá vir a ser revogada.

Duas lições para todos os governos: 1. A riqueza não se cria por decreto. 2. Os governos não devem impôr limites artificiais à actividade económica.

Mais aqui: Público, Forbes, BBC, Le Monde, L'Expansion, Global Insight, Business Week, Economist, Mises Economic Blog.


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Mais uma semana de férias. Não é em Paris, é em Tavira.

  Parabéns a Você...

Vejam só quem fez anos ontem...

  A Comunidade - (Parte 3 - As desigualdades)

Imaginem-se duas ilhas, a Ilha do Norte e a Ilha do Sul. Há 200 anos as diferenças de nível de vida entre os habitantes das duas ilhas era mínimo. Tanto na Ilha do Norte como na Ilha do Sul, 95% das populações viviam numa economia de subsistência. A vida só era ligeiramente mais fácil na Ilha do Sul porque a mãe natureza tinha-lhes sido generosa. Em cada ilha, havia 5% de cidadãos que viviam muito melhor que todos os outros. Eram os líderes políticos e religiosos, as suas famílias e os seus amigos.

200 anos depois, na Ilha do Norte vive-se uma democracia liberal. Na Ilha do Sul vive-se numa ditadura popular. Na ilha do norte os cidadãos são livres de fazer pela vida. Podem empregar-se, desempregar-se, criar negócios, importar e exportar, dedicarem-se às artes, à política e também podem não fazer nada. Há quem esteja viciado em drogas duras, viciado no jogo e quem ganhe a vida sendo apenas líder de opinião. Todos são livres de insultar os governantes e até há quem dedique todas as suas energias aos insultos. A liberdade dos cidadãos da ilha do Norte é apenas limitada pelos líderes eleitos, que colectam uma parte significativa dos seus rendimentos para "custos de condomínio". E nos tempos que correm, o preço do condomínio está pela hora da morte.

Na Ilha do Sul, os cidadãos não têm escolha. Os líderes, que mantém o poder pela força executando as vozes discordantes, não permitem que os cidadãos decidam as suas vidas. Ninguém se esforça muito porque o esforço raramente é recompensado. Os líderes planificam a vida de toda a população, teorizando no que é bom e no que é mau para todos, com base em preconceitos morais e teorias que ainda não conseguiram demonstrar.

Hoje, na Ilha do Sul, todos vivem de modo semelhante, numa economia próxima da subsistência. A desigualdade na Ilha do Sul é baixa. Apenas os líderes vivem num nível muito superior ao resto da população, tal como há 200 anos.

Na Ilha do Norte há de tudo. Há hipermilionários, multimilionários, milionários, mini-milionários, intelectuais, ricos, remediados e pobres. Há pobres que já foram ricos e ricos que já foram pobres. Há pobres que virão a ser ricos e pobres que serão sempre pobres. E há muita gente a fugir da Ilha do Sul para a Ilha do Norte e a engrossar todos os anos a estatística do número de pobres, na esperança de um dia virem a ser remediados, ricos ou mesmo milionários. Nesta ilha, o génio é quase sempre recompensado. A criatividade e a inteligência encontram quase sempre mercado. Os remediados da Ilha do Norte ganham em média dez vezes mais do que os cidadãos da Ilha do Sul. Os pobres da Ilha do Norte ganham em média cinco vezes mais do que os cidadãos da Ilha do Sul.

No entanto, em 200 anos...

O mundo ficou pior.

A desigualdade aumentou brutalmente, por culpa da Ilha do Norte. Efectivamente, há agora cidadãos na Ilha do Norte que ganham 100.000 vezes mais do que os da Ilha do Sul... A média de rendimentos entre dos nortistas é dez vezes superior à dos sulistas, enquanto que há 200 anos era apenas o dobro.

Como acabar com estas desigualdades? Só há uma hipótese a considerar: a Ilha do Norte deve alterar a sua atitude e actuar como os líderes da Ilha do Sul. Afinal, se no Sul há igualdade e no Norte desigualdade, só pode ser o Norte a corrigir o seu caminho.

(continua)

sábado, agosto 28, 2004

  A Comunidade (Parte 2 - O Índice Sociológico.)

Imagine-se que numa qualquer comunidade, um 'cientista' inventava um "Índice Sociológico" com estas características:

1. Se todos os cidadãos mais ricos da comunidade transferissem os seus rendimentos para uma offshore (o que deve ser mau), o Índice Sociológico diminui. Coisa má > Índice diminui.

2. Se daqui a 10 anos todos os membros da comunidade ganharem o dobro em termos reais (o que parece ser bom), o Índice Sociológico não sobe nem desce. Comunidade enriquece > Índice não mexe.

3. Se daqui a 10 anos 80% dos membros da comunidade ganharem o triplo e 20% ganharem apenas o dobro (o que parece ser ainda melhor), o Índice Sociológico aumenta. Comunidade enriquece muito > Índice diminui.

4. Se no próximo ano emigrassem os 50% mais ricos da comunidade, o Índice Sociológico diminuiria. Por outro lado, se emigrassem os 50% mais pobres o Índice aumentava. Saem os ricos > Índice desce. Saem os pobres > Índice aumenta

5. Se amanha todos os membros da comunidade passasem a ganhar o salário de um norte-coreano faminto, o Índice reduz-se para 0%. Tragédia - Índice a 0%

6. Por outro lado, se metade da população passar a ganhar o mesmo que Bill Gates, o índice atinge o seu valor máximo. Milagre da Riqueza - Índice a 50%

Afinal, o que mede o Índice Sociológico?
(continua)

sexta-feira, agosto 27, 2004

  Porto

Já terá terminado o período experimental do treinador espanhol?

  A Comunidade (Parte 1)

Imagine-se uma comunidade com estas características:

46% das famílias são proprietárias das suas casas. A casa típica é um T3, com garagem e jardim ou pátio. 76% das famílias têm em casa ar condicionado. 2/3 das famílias têm quartos vagos. Nesta comunidade, a área média de cada habitação é superior à casa média de Paris, ou de Londres. 3/4 das famílias desta comunidade têm carro próprio. 1/3 têm 2 ou mais carros. 97% têm televisão a cores e mais de metade têm 2 ou mais televisões. 78% têm vídeo ou DVD e 60% têm televisão por cabo. 73% têm fornos de micro-ondas. 50% têm aparelhagens de som e 33% têm máquina de lavar louça. O rendimento líquido disponível per capita desta comunidade é apoximadamente metade do rendimento líquido disponível per capita do país mais rico do mundo.

Como classificar esta comunidade? Aceitam-se sugestões na caixa de comentários.

  Olímpicos

Um dos marchadores portugueses na prova dos 50 Km marcha, aos 35Km marchou para casa. Ora se ele só queria fazer 35Km, porque é que não escolheu os últimos 35? Pelo menos cortava a meta no estádio...

Um dos marchadores (não sei se o que desistiu se o que acabou) era carteiro. Era, porque já não é. O senhor afirmou ontem à TSF que para poder treinar de manhã e de tarde, tornou-se sindicalista...

Entre as várias etapas das provas de remo há um dia para descansar. O nosso canoísta junior de K1-1000 metros aproveitou da melhor maneira os dias de descanso: participou nas provas de K1-500 metros. Hoje, cansado, ficou em sétimo lugar. Depois disse: «Foi cinco estrelas, seis estrelas, sete estrelas, sei lá. O máximo que pode haver». O máximo? Hmmm...

  Preocupação

Concordo com quase tudo em duas postas seguidas de Vital Moreira. Devo ir ao médico?

quinta-feira, agosto 26, 2004

  Lola Came to Miami, FLA

Ele há cada uma... Uma mulher cubana fugiu do paraíso socialista para o inferno capitalista, expedindo-se dentro de uma caixa de madeira num avião da DHL. Porque é que alguém há-de fazer uma loucura destas? Adianto já duas possíveis explicações:

1. A fugitiva não teve oportunidade de ver o filme 'Comandante', obra em que Oliver Stone beatifica Fidel e mostra porque é que a revolução cubana foi uma benesse para todos os habitantes de Cuba e arredores.

2. A fugitiva estava a dormir e não viu as obras de Michael Moore, e por isso ainda não sabia que os Estados Unidos são uma tragédia, capitalismo, armas, Bush, desespero, miséria, loucura, morte, blurgh.
Claro que a senhora vai regressar ao paraíso das amplas liberdades assim que puder constatar as misérias do capitalismo e sentir a falta da democracia e da prosperidade que deixou em Havana.

A única dúvida que subsiste é se o regresso será feito por FedEx ou por UPS.

quarta-feira, agosto 25, 2004

  Grande Ionela! Tirlea! Manolache!

E vão 4. Do site do clube certo:

"A atleta sportinguista Ionela Tirlea-Manolache conquistou a Medalha de Prata nos 400 metros barreiras dos Jogos Olímpicos de Atenas2004, elevando para quatro os títulos olímpicos do Clube, depois de Yuriy Bilinog (Ouro, peso), Francis Obikwelu (Prata, 100 metros) e Rui Silva (Bronze, 1.500 metros)."
Ranking de Medalhas:

1. Estados Unidos 76(25O,29P,22B)
2. Russia 54(14O,19P,21B)
3. China 52(24O,16P,12B)
4. Australia 42(16O,11P,15B)
...
31. SPORTING 4(1O,2P,1B)
32. South Africa 4(1O,1P,2B)
...
43. Portugal 3(2P1B)
...
67. Venezuela 1(1B)

Afinal, quem é que é uma nação, carago?

  Guterres Não Faria Melhor...

Tantas enxaquecas com a nomeação de Santana Lopes e afinal temos um verdadeiro governo à esquerda.

1. Quem chora mama. Autarcas de todo o país, sigam-lhe o exemplo.

2. E se o dono dos direitos exigir... um balúrdio? E se pedir dois balúrdios? Afinal, se a decisão já está tomada, até podem pedir três balúrdios. E porque não quatro?

  Free Lunch

The Simpsons
"Neste episódio (The Front), Lisa e Bart fazem um script para o desenho 'Comichão & Coçadinha' e enviam para a emissora. Para ganhar credibilidade, colocam um 'nome de adulto' como autor do script. O nome escolhido foi o do avô Abraham Simpson. O dono da emissora, passa a enviar 800 dólares por semana para o avô. Quando Lisa e Bart descobrem que o avô está recebendo o dinheiro que deveria ser deles, ela pergunta:
- O Senhor não achou estranho receber cheques para não fazer nada?
E o avô responde:
- Eu imaginei que era porque os Democratras estavam no poder novamente."
Em Se-liga.com.Br.

  Grande, Grande Amor.


'Hipos in love' ou 'Tens um cigarro?', Lisboa, 1999

terça-feira, agosto 24, 2004

  Parabéns para Dar e Vender

Parabéns a Rui Silva pela nossa terceira medalha. Poucos mereciam mais do que ele. E o Sporting também vai bem. Já leva uma de ouro, uma de prata e uma de bronze. Parabéns também ao Benfica pela sua qualificação para a Taça Uefa, competição para a qual o Sporting já se qualificara no passado meio de Maio. E parabéns a Tiago pelo magnífico golo que selou a vitória do Chelsea por 2-0 no campo do Crystal Palace. E por fim, parabéns a Mourinho que lidera o campeonato inglês. 3 jogos, 3 vitórias.

  Overdose Total

Até para quem gosta dá para enjoar.

24 Ago, 09:40, SportTV, Fluminense - São Paulo
24 Ago, 16:00, RTP 1, Itália - Argentina
24 Ago, 20:00, SportTV, Crystal Palace-Chelsea
25 Ago, 20:00, SPortTV, Arsenal - Blackburn Rovers
25 Ago, 19:30, Sic, Anderlecht - Benfica
26 Ago, 17:00, Eurosport, Torneio Olímpico Feminino, 3º e 4º lugar
26 Ago, 00:15, Eurosport, Torneio Olímpico Feminino, Final
27 Ago, 16:15, SportTV, Torneio Olímpico, 3º e 4º lugar
27 Ago, 19:45, SPortTV, FCPorto - Valência
28 Ago, 12:45, SportTV, Blackburn Rovers - Manchester Unites
28 Ago, 15:00, SportTV, Chelsea - Southampton
28 Ago, 17:15, SportTV, Norwich - Arsenal
28 Ago, 17:15, RTP 1, Torneio Olímpico, Final
28 Ago, 19:15, SportTV, Belenenses - Marítimo
28 Ago, 21:15, TVI, Sporting - Gil Vicente
28 Ago, 22:10, SportTV, Espanhol - Deportivo Corunha
29 Ago, 18:00, SportTV, Boavista - Nacional
29 Ago, 20:30, SportTV, Beira Mar - Benfica
30 Ago, 00:30, SportTV, Maiorca - Real Madrid
30 Ago, 10:40, SportTV, Racing Santander - Barcelona
30 Ago, 12:00, SportTV, Manchester United - Everton
30 Ago, 16:00, SportTV, Palmeiras - Corhintians
30 Ago, 20:30, SportTV, Académica - Sporting Braga


Acredito que haja por aí quem veja isto tudo.

  Bagão, a Ministra Passou-se...

Leio no Diário Digital:

A ministra da Ciência, Inovação e Ensino Superior, Maria da Graça Carvalho, tem um plano para recuperar 40 mil licenciados no desemprego. Em entrevista ao Diário de Notícias, publicada esta terça-feira, precisou que vão ser concedidas bolsas a quem reconverter o seu curso em áreas de formação que fazem falta na administração pública.
Deixa ver se estou a perceber...

O estado já emprega 700.000 funcionários ou 900.000 ou um número qualquer nesta ordem de grandeza. O estado, quer por culpa do seu excessivo peso no consumo da riqueza criada em Portugal, quer pela produção de legislação restritiva da actividade, é o principal causador dos desequilibrios macroeconómicos cujas consequências se medem não só em menos riqueza mas também em desemprego. O estado oferece cursos superiores gratuitos ou quase-gratuitos cujas valências não encontram eco na sociedade civil, licenciando futuros-desempregados crónicos. O estado que faz todos estes disparates, quer fazer um ainda maior: absorver na função pública estes milhares de licenciados sem emprego.

Brilhante, senhora ministra. Os desempregados licenciados, em vez de procurarem alternativa de vida, vão continuar à espera que o papá estado lhes resolva a situação, aliciados e iludidos por declarações impensadas, ou pior ainda, pensadas.

Se há falta de pessoal qualificado na função pública, qualifiquem-se os que por lá já andam. Deixem de financiar cursos superiores sem interesse. Deixem que seja o mercado de trabalho a selecionar os licenciados que necessita. Vouchers em vez de financiamento directo às universidades.

E deixem de oferecer licenciaturas a metro só para satisfazer as cátedras vitalícias de alguns doutores.

O aumento do número de funcionários públicos e o custo acrescido do peso do estado só pode ter como consequências indirectas aumento de desemprego, menor criação de riqueza e mais impostos no futuro.

O que vale é que o seu colega das Finanças não a vai deixar fazer tamanha asneira... Espero.

  Tamanhos

Tens razão, PSA. Comparado com o meu, o teu parece uma baleia... Ou, dizendo de outra maneira, comparado com o Longest Day, o 'Descobridores de Catan' parece um jaquinzinho.

Não sou grande apreciador de jogos bélicos. Pelo contrário, estou quase rendido à nova vaga de jogos germânicos. Afinal, a única inovação que os alemães nos trouxeram nestes últimos anos de informática em ebulição e do sucesso das consolas, foi a nova geração de jogos de tabuleiro. E que jogos!

Para juntar ao Catan, estes três já estão na lista:



segunda-feira, agosto 23, 2004

  Vivam as Offshores



Finalmente, alguma esquerda parece concordar com as offshores. Afinal, fora das nossas fronteiras, quem somos nós para impor a lei?

  Mourinho



Mourinho já está a fazer amigos por terra de Sua Majestade. Os jornalistas parecem apreciá-lo bastante...

  Número Redondo



  Boato

Contaram-me agora, é um boato acabadinho de inventar e não deve ter qualquer fundo de verdade, mas deixo-o aqui, parece que há dúvidas sobre a legalidade da vitória do americano nos 100 metros e até já se diz à boca calada que a delegação portuguesa é capaz de protestar e pedir a medalha de ouro para o nosso Chico Obikwelu. A razão é simples: consta que os esteróides dos americanos são de muito melhor qualidade que os nossos. Eu já desconfiava dos americanos por causa das peitaças, maiores neles do que nelas.

Ora assim não vale. Mandem a medalha, se faz favor. Ou então mandem a receita dos esteróides. Isto dos Olímpicos requer jogo limpo, ou há moralidade ou comem todos.

domingo, agosto 22, 2004

  Francisco Obikwele da Silva

Nigeriano uma ova. Tenho a certeza que o Chico tinha uma bisavó em Amarante.

  Tradução do Post Anterior

"É proíbido mexer na embraiagem a qualquer pessoa, só o maquinista.
Danger! Perigo!"

sexta-feira, agosto 20, 2004

  Dáger! Prigo!

Este blogue vai descansar este fim-de-semana para a terra mãe.


"É Dager Prigo", Boane, Moçambique, 2000

Alguém quer traduzir?

  Estratégia de Tavira

Durão Barroso quer mudar meta para a estratégia de Lisboa. Durão já não acredita que a Europa seja a economia mais competitiva do mundo em 2010. Vai daí, muda-se o ano de 2010 para 2020. Prevê-se que este novo cenário dure até 2014, ano em que um futuro líder da comissão avance a data objectivo para 2030.

Também eu vou ser obrigado a mudar as datas da minha Estratégia de Tavira. O objectivo de me reformar milionário em 2010 parece-me seriamente comprometido. Os motivos são vários. Para lá das culpas óbvias do governo, do fisco, dos incêndios, das greves, do vírus do nilo, da alta do petróleo e da conjuntura, enriquecer dá muito trabalho e é preciso deter know-how específico.

Tendo em atenção todos estes factores alheios à minha vontade e à falta de subsídios do governo, a nova data objectivo da Estratégia de Tavira é 2025, ano em que espero ser milionário. E se falhar este objectivo, pelo menos fica o outro. Reformo-me por limite de idade.

quinta-feira, agosto 19, 2004

  Google Logos



Muitos mais, aqui.

  Cotonetes! Quem me arranja Cotonetes?

Ainda agora mesmo imaginei ter ouvido alguém dizer que o Correio da Manhã não presta declarações sobre o caso das cassetes por causa do... segredo de justiça! Eheheh! Era quase como o 24 Horas mudar as capas por questões de ética. Ou a TSF dar uma notícia sem ouvir logo de seguida o senhor do sindicato, da Quercus ou do Bloco de Esquerda. Impossibilidades.

Depois pareceu-me ouvir um dirigente de um dos PSs (pareceu-me ser do PS de Sócrates) criticar o governo por causa do... crescimento da despesa pública! E (não vale rir...) pareceu-me que o tal senhor do PS disse "é preciso rigor e verdade nas contas do Estado". Ehehehe!!! As coisas que eu penso que ouço... Esta era como o Jaime Pacheco criticar a agressividade dos adversários... Ai os meus ouvidos, que estão a filtrar mal os decibéis.

Por fim ouvi José Romão dizer que a selecção olímpica de Portugal estava a realizar um bom jogo, que o adversário tinha grandes dificuldades, os nossos jogadores demonstraram sempre vontade de vencer, os atletas demonstraram carácter. Fiquei muito contente por saber que Portugal tinha tido sucesso. É que os meus ouvidos tinham-me traído quando ouvi o resultado do jogo e fiquei a pensar que Portugal tinha perdido...

É um problema de cotonetes. Quem me arranja cotonetes?

quarta-feira, agosto 18, 2004

  Ooops... He Did it Again!

Eduardo Prado Coelho resolveu partir numa nova cruzada: ensinar ao povo o que é o liberalismo. Na semana passada o Eduardo explicou-nos que o liberalismo era, por exemplo, a destruição de paisagem de S.Martinho do Porto.

Como se o exemplo escolhido pelo Eduardinho não fosse absurdo (a definição da paisagem está completamente nas mãos do estado), hoje arranja-nos mais dois exemplos de nível equivalente.

O Eduardo começa por dizer que "no campo cultural, por exemplo, é fácil ver que onde há mercado há homogeneização, e, por conseguinte, redução da liberdade de escolha e da liberdade de iniciativa."

Este homem vive na terra? Estará ele a falar sobre quê? Estará ele a pensar comparar a produção cultural norte-americana com a produção cultural dos tempos soviéticos, que por tantos anos idolatrou? É que a comparação entre a produção cultural dos agentes livres e a produção estatizada é de tal modo esmagadora a favor do mercado livre que só a má-fé ou a cegueira ideológica poderiam chegar a tão enviesada conclusão...

Mas o Eduardo continua ainda pior. A crónica de hoje refere-se a um cidadão cuja carreira política foi arruinada por uma revista.

O Eduardo explica que é uma questão de valores. A revista preferiu arruinar um inocente a perder uns cobres por causa das tiragens já impressas. É um problema do liberalismo, sugere o Edu.

Em Portugal aconteceram casos similares no fim dos anos 70 e no início da década de 80. Um jornal estatizado, ligado ao partido em que o Eduardo militava, amplificou um boato sobre uma alegada apropriação ilícita de fundos por parte de Sá Carneiro. Apesar de ser falso, muitos anos depois ainda havia quem falasse dos 33.000 contos roubados. Um outro caso, ainda mais grave pelas consequências, consistiu num boato propalado por outro jornal estatizado e que obrigou um ex-Ministro do Trabalho a fugir do país, por causa de um alegado desvio de fundos. A justiça levou quase duas décadas a limpar-lhe a imagem. Quando o fez, alguém se lembrava dele? O Eduardo deve lembrar-se. Era um homem próximo do partido.

O que o Eduardo não percebe é que estes exemplos só servem para provar a incompetência do estado. Se um cidadão é injustamente acusado, só uma aplicação célere da justiça permite salvar a situação, quer com a reparação pública da injustiça e reposição da verdade, quer com fortes indemnizações que não só pagam os prejuízos como desmotivam comportamentos similares. Se a justiça não funciona é porque a entidade que detém o exclusivo da sua aplicação não foi capaz de actuar. Essa entidade é o estado.

Gotcha?

Update: Dei como boa a versão de EPC. Afinal parece que as coisas não são tão lineares como ele conta. Os acusados por EPC desmentem a história (a revista foi mesmo mudada antes da publicação). E o 'inventor' do boato terá sido um elemento do comunista PT, para liquidar um adversário político... Será uma questão de valores, Eduardo?

  Ginástica Matinal


Parque das Nações, Janeiro de 2002


  MANUAL PARA A ELIMINAÇÃO DA LIBERDADE POR PROCESSOS DEMOCRÁTICOS

Com a devida vénia ao autor, FCG, a transcrição de Post Publicado no Causa Liberal é a minha contribuição para o debate.

"Holistic or Utopian social engineering, as opposed to piece-meal social engineering, is never of a ?private? but always of a 'public' character. It aims at remodeling the 'whole of society' in accordance with a definite plan or blueprint; it aims at 'seizing the key positions' and at extending 'the power of the state' until the state becomes nearly identical with society". Karl Popper, in The Poverty of Historicism.

1. Comece-se por aumentar sistematicamente o peso da despesa pública, maximizando o volume de emprego no sector público e dando aos funcionários públicos toda a sorte de direitos sem quaisquer obrigações relevantes. Quanto menor for o grau de instrução destes funcionários melhor: dessa forma, as possibilidades de emprego fora do sector público estão drasticamente limitadas ou serão mesmo inexistentes;

2. A melhor forma de garantir a irreversibilidade da estatização da sociedade é pela via constitucional, através da consagração de uma série de direitos programáticos e totalitários, contra os quais qualquer reforma liberalizante necessariamente colidirá. Em particular é crucial garantir a impossibilidade prática do despedimento dos funcionários públicos. Este é o exército silencioso que constituirá sempre a primeira e principal barreira a qualquer tentativa de reforma que envolva a reversão da expansão do Estado. Todas as reformas liberalizantes encontrarão feroz oposição por parte dos funcionários e dos respectivos agregado familiares: é a sua subsistência que está em causa. A liberdade gera responsabilidades causadoras de angústia e receio, a dependência tem associada a tranquilidade das certezas;

3. A possibilidade de uma revisão constitucional com o nível de profundidade necessário à inversão do totalitarismo é nula num sistema representativo onde para tal se exige 2/3 dos representantes eleitos. A partir do momento em que é atingido o número necessário e suficiente de eleitores directamente dependentes do Estado para ganhar eleições baseadas no princípio do sufrágio universal igualitário a simples reforma liberalizante do Estado torna-se democraticamente impossível: sempre que algumas medidas escaparem ao controlo da "constitucionalidade" resultarão em custos imediatos para a maioria da população dependente do Estado e por isso serão democraticamente invertidas no próximo ciclo eleitoral;

4. Deve permitir-se o desenvolvimento de um mercado de trabalho paralelo ao sector público e completamente desregulado. Este mercado é muito útil à estatização da sociedade. A ausência absoluta de qualquer garantia para esse segmento da oferta de trabalho é a melhor forma de manter a pressão sobre os reformistas, tornando salientes os "perigos manifestamente evidentes do capitalismo selvagem". Os reformistas liberais não terão qualquer hipótese de convencer o resto da população que o trabalho "precário" é gerado, não pelo capitalismo mas sim pelo "estatismo selvagem". Adicionalmente, o maior anseio de que vive em condições de extrema incerteza será alcançar o "porto seguro" do sector público, aumentando assim a pressão para o crescimento do Estado. Periodicamente, devem ser integrados no Estado largos contingentes desta parte da população, em nome da "justiça social". Esse era, afinal, o objectivo estratégico a alcançar.

5. A manutenção de um sistema de ensino essencialmente público permite controlar a qualidade ideológica da formação intelectual. É essencial evitar a todo o custo a educação na e para a liberdade. A analogia entre o modo ideal de funcionamento da sociedade e o sistema centralizado e planeado da escola é muito útil para a rejeição futura de estados sociais que não correspondam a um padrão geral de distribuição.

6. Na remota hipótese do esquema precedente não aniquilar por completo qualquer desejo de liberdade e autonomia e se surgirem alguns grupos sociais que contestem a absorção da sociedade pelo Estado pode-se sempre convocar um referendo legitimador. A vitória está garantida à partida e só um pequeníssimo número de elementos da sociedade se recordará que em tempos se entendeu ?democracia? como um regime politico que incluía, para além de eleições regulares, a garantia do primado da lei, da separação de poderes e a protecção das liberdades básicas, designadamente as liberdades politicas, religiosas e económicas.

(FCG)



terça-feira, agosto 17, 2004

  Democracias e Ditaduras da Maioria

Desde que aceitei a democracia na escolha do cinema só vi três sequelas: a do Shrek, a do Homem-Aranha e a do Harry Potter. A democracia já votou em maioria para o próximo. Vai ser o Garfield.

João, altero a constituição ou promovo um golpe de estado?

  Aplaudir os Sintomas, Renegar as Doenças

JMF vê as reacções de tristeza à vitória de Chavez como mau perder. Deve ser. Custa-me sempre ver um incompetente ganhar. E custa-me ver a Venezuela continuar a afundar-se neste cenário de demagogia e destruição de riqueza que tem constituído a "gestão" de Chavez.

Agora a esquerda parece feliz e aplaude Chavez, como antes aplaudiu Castro. A esquerda aplaude sempre os sintomas. Mais tarde fará tudo por renegar a doença.


  O Chavismo É Um Fenómeno Duradouro

Jorge Almeida Fernandes, hoje no Público.

"...

Durante os cinco anos de chavismo, a riquíssima Venezuela sofreu uma grave regressão económica. Só este ano haverá crescimento do PNB, graças ao preço do "crude". Os chavistas responsabilizam a oposição que sempre acossou o regime. É meia verdade, pois o chavismo é o principal portador de conflito. Fez da cena política um teatro de combate "entre o bem e o mal". O "mal" é a "oligarquia", que além da oligarquia propriamente dita envolve os empresários, os sindicatos operários ou até a Igreja católica.

...

Chávez criou o vazio e rompeu com o mundo empresarial e com os sindicatos. E, sobretudo, não tem qualquer estratégia económica. Basta-lhe o domínio do petróleo para redistribuir a sua renda e seduzir as massas. As grandes "missiones" lançadas no ano passado, como a venda de alimentos a 50 por cento do preço, os cuidados de saúde gratuitos prestados por 10 a 15 mil médicos cubanos ou os programas de escolarização fazem sentir aos pobres que alguém se ocupa deles, mas a redistribuição sem investimento é um suicídio económico.

...

Os problemas de Chávez começarão quando o preço do petróleo baixar. A sua política de redistribuição tornar-se-á insustentável. Isto não significa que os pobres o abandonem: ele é o herói e o líder. Mas as dificuldades podem incitar o Presidente a uma fuga para a frente, exercício perigoso num país partido ao meio e portador de grande carga de violência, tanto entre os pobres como nas classes médias. O árbitro seria então o exército."


segunda-feira, agosto 16, 2004

  Orinoco Flop

Que fazer? "Llorar por Venezuela?"

Afinal... Os sportinguistas elegeram e acreditaram num presidente chamado Jorge Gonçalves. Os benfiquistas elegeram e acreditaram num presidente chamado João Vale e Azevedo. É a democracia. Não há nada a fazer contra uma maioria de palermas senão esperar que eles abram os olhos.

domingo, agosto 15, 2004

  Venezuela si, Cubazuela no!



Toda a sorte do mundo para os venezuelanos.

Venezuela, se trata de la libertad

"Mi impresión es que el pueblo venezolano se prepara, en la soledad de la conciencia de cada uno de sus miembros, a rectificar el monumental error cometido en 1998, y que nos aguarda una sorpresa democrática de participación serena en la votación y de respaldo multitudinario al ?sí?. A ello contribuirán varios aspectos. En primer término, el aprendizaje de estos años de desprecio y decadencia. En segundo lugar la motivación de la oposición, que es mil veces superior a la de un oficialismo reducido a comprar conciencias mediante el derroche sin límites del dinero petrolero. En tercer lugar, la capacidad movilizadora de las organizaciones opositoras, que supera con creces las tormentas de un chavismo invertebrado. Y en cuarto lugar, el hecho de que el voto por el ?sí? se concentra en sectores sociales y regiones con una mayor propensión a ejercer su derecho."

Aníbal Romero, Professor de Ciência Política, Universidade Simón Bolívar.


  Pedido de Ajuda

Os blogues também devem servir para estas coisas. Mais tarde substitui-se este post por um com agradecimentos.

Uma K7 Mini-DV ainda não editada enrolou-se dentro da câmara. A fita amarfanhou-se com os mecanismos e o resultado foram 10 cm de filme completamente estragados. Acontece que a câmara é má companheira. Depois de ter desgraçado a cassete agora rejeita-a. A zona da fita que é "puxada" pela câmara é a parte estragada e na ausência de Time Code a câmara bloqueia e pede-me para remover a cassete. Não me deixa sequer rebobiná-la.

Uma solução seria rebobinar manualmente a cassete de modo a que a zona estragada ficasse fora de acesso das cabeças e assim conseguir aceder ao resto das filmagens, se conseguisse descobrir como é que desbloqueia o mecanismo.

Outra solução é entregar a Mini-DV num sítio qualquer que me copie as filmagens que se aproveitam para outra tape. Alguém conhece um sítio onde salvem as cassetes?

Especialistas, alguma ajuda ou sugestão?

  Notícia do Público

Quo Catura Ta Milis ConsuloQuostrunumQuostius Erdis At Gra No. Mularis

Quonsuliissul tropubl usatui ficus o atiamque fir peci esin tu morterum et ventemo eroratu orbem diteritam ta, vigna, utus prae noctabusa recte paris, quid se duceperum o egitalia conem omni tem antiensum se num cepse, nos hustrus; nonsulabes eto hactum ortis, cotam atui perte nocupec andit L. Catilla urbis, nos me cum acii cauci iam sena consi immore is.

Habis, unt, conosserist ficae menatur bsenterri iam urnihic tracio es es di publicaec fec in tenstra manu et; nonsulin ips, cris eo med in sediciae terrae fatabem inatabit. Casdam moltis te tuam pubi porteba iosul videndum te praverox ses! Sp. Fuidelicum con vivideo publius impl. Ahabus vis.
Está aqui até ales apagarem.

sábado, agosto 14, 2004

  FAQ

Porque é que o director da PJ sabia tantos detalhes do processo casa Pia? Quem lhe contou?
Porque é que o director da PJ fala com jornalistas em privado sobre assuntos do seu trabalho?
Porque é que um jornalista que grava conversas sem autorização não é imediatamente despedido e renegado pela classe?
A Sara, é gira?
E se o conteúdo das conversas for verdade?
O que é feito de António Costa? (Depois de ler a carta aberta de Moita Flores e o depoimento de António Costa no processo Casa Pia até se entende que ele ande bem caladinho...)
Quem foi o infeliz que teve a ideia de contratar o Douala?

  Tá bem, tá bem.

Leio o que o Henrique escreveu no seu blogue musical:

Sobre o JCD eu já tinha percebido a falta de paciência para defender uma posição em que se percebe muito depressa que não se tinha razão, realmente é ingrato defender o indefensável. Eu também não teria paciência para defender um dogma de vontade contra a evidência da realidade.
Henrique, eu sempre tive razão e por isso é que perco a paciência. Mas tu devias ser um pouco menos arrogante. Para quem não sabe o que é o défice, não sabe calcular juros e tem conceitos básicos sobre todos estes assuntos não fica bem falar de cátedra. Os teus exemplos estão todos errados. Todos, sem excepção. No último os juros estão mal calculados. Descobre o erro por ti, para um matemático não é difícil. Descobre porque razão terias quebrado o pacto de estabilidade apesar dos crescimentos monumentais. Uma ajuda para as tuas contas: 57.443*4%>0,035.

  Catan

Hoje não há mais blogue. Vou entrar em estágio. Concentração absoluta. Repouso. Para o fim da tarde está marcada uma tentativa de desforra. O tabuleiro está pronto.



Update: A sessão foi adiada para a noitinha. O estágio foi interrompido por algumas horas.

  Liberdade

Os atletas norte-americanos que desfilaram no estádio olímpico de Atenas foram assobiados por alguns barnabés que imerecidamente assistiam ao inesquecível espectáculo.

E se é verdade que em nenhuma situação me passaria pela cabeça assobiar atletas de nenhum país, nem mesmo os das infelizes ditaduras que os assobiadores aplaudem e aplaudiram no passado em profundo êxtase salivatório, devo reconhecer que não seria isento nos aplausos.

O meu bater de palmas a todos os atletas soaria mais forte à passagem das mulheres afegãs que se livraram das burkhas e das grilhetas que as impediam de participar em tão nobre evento e compartilharia um pouco da sua alegria recém-conquistada.

Aplaudiria os atletas cubanos com vontade, como se os meus aplausos pudessem dar-lhes a força que muitos naquele grupo vão precisar no momento em que consigam iludir os polícias do regime que os vigiam e os impedem de passar para o lado do mundo livre.

Aplaudiria de pé os homens iraquianos que já não devem ter receio de falhar um penalty e gritaria pelas mulheres iraquianas que não sabem se voltarão a ter a liberdade de participar em futuras olimpiadas se um radical que se celebrizou a matar civis pelo seu país conseguir o seu objectivo de conquista de poder, com a benção de todos os barnabés deste mundo.

Aplausos para todos, uns mais fortes outros menos. Assobios para atletas que participam numa cerimónia única é mesquinho, qualquer que seja a bandeira que os precede.

sexta-feira, agosto 13, 2004

  Já li!

Já li o Indy. Já sei o que estava nas cassetes. Agora sou um cidadão mais completo. Viva Portugal.

 
Citação

"Great nations are never impoverished by private, though they sometimes are by public prodigality and misconduct. The whole, or almost the whole public revenue, is in most countries employed in maintaining unproductive hands..."

Adam Smith, The Wealth of Nations

E só agora é que lhe estão a fazer a estátua, em Edimburgo.

  Sexta-Feira, 13

Hoje não é bom dia para mexer nos templates.

quinta-feira, agosto 12, 2004

  Bolas!

Não consigo tirar isto da cabeça e já estacionou por lá há uns dias.

Kansas City to Brazil
I say blow your top
Blow your own
Ooo ooo ah
This be-bop's too much
I know you know...
Deve ser a minha contribuição para a silly season.

  Amazing Silly Season

"Louvor e a proteção de Deus aos combatentes de Najaf, que lutam pela independência do seu país."
Luís Lavoura, comentário no Barnabé.

  She


Faro, 1989

  Boa Sorte

"U.S. military and Iraqi forces launch a full-scale assault against Iraqi militants loyal to renegade Shiite cleric Muqtada al-Sadr."

  Silly Season II

Este fim de semana os venezuelanos podem pôr fim ao ridículo e tentar estancar o empobrecimento do país. O PCP quer que a miséria se expanda. Camaradas unidos vão até Caracas e a Ilda vai com os outros. Explicam eles:

"Esta iniciativa visa expressar o apoio do GUE/NGL à democracia na Venezuela, às transformações políticas e sociais implementadas pelo presidente Hugo Chávez, que representam um significativo esforço na construção de uma alternativa ao neoliberalismo e são um seguro contributo para a paz na região."
Fontes médicas de confiança asseguram que o PCP não foi atacado pelo virus do Nilo. Os sintomas apontam para o agravamento da esclerose crónica nostálgica.

quarta-feira, agosto 11, 2004

  Very Silly Season

O Virus do Nilo anda aí.

"Voltei recentemente à minha praia de infância, São Martinho do Porto, e fui até ao Facho - como tantas vezes fiz na vida. Há vinte e tal anos havia ainda um pequeno café que sobrevivia naquele que era considerado o ponto mais alto da costa portuguesa. A vista era soberba. Muitas vezes passei longas manhãs nas mesas do café, olhando a baía, o mar, as traineiras, o vulto longínquo das Berlengas. No caminho, havia uma casa antiga escondida no meio dos arbustos e um velho moinho.

Hoje é o desastre. A economia de mercado dominou tudo. E ao longo da encosta multiplicaram-se os aldeamentos com "comodidades modernas", "piscina", ar condicionado, e outras mordomias. A paisagem foi verdadeiramente devorada pelos construtores civis, ansiosos de fazerem negócios compensadores.

Ora a paisagem é um valor cultural. É património. É memória do olhar. É prazer dos olhos (como dizem com requinte os vendedores de Marraquexe). A paisagem é o que deve resistir a uma sociedade de mercado. A paisagem é um valor que se opõe ao espírito utilitarista. Em São Martinho do Porto vemos a lógica da sociedade de mercado. Será que Gonçalo Byrne (a quem se solicitou um plano para o cais ao longo da praia) poderá conter esta tendência?"

Eduardo Prado Coelho, Público

Ó Eduardinho! Mas então, quem é que define as regras, quem é que faz e aprova os planos de urbanização, os PDMs, os planos de pormenor, quem define os índices de ocupação, quem aprova os projectos, quem fiscaliza, quem licenceia? Haverá melhor exemplo de uma actividade menos liberal do que a construção das paisagens? Diagnóstico: Labirintose Tráumatica, Anti-ambidextrose (incapacidade de distinguir convenientente a mão esquerda da mão direita). Causa provável: Virus do Nilo.

"Que mais fazer? A resposta a Jaquinzinhos é simples: vender todas as empresas públicas, CGD incluída. Vender a RTP e as Rádios Públicas. Vender as águas, vender a TAP. Vender terrenos do Estado. Vender imóveis não necessários. Vender o ouro. Tentar vender a ilha da Madeira se possível! Apostar numa fiscalização rigorosa do tecido económico. Gastar mais dinheiro na fiscalização da fraude fiscal. Gastar dinheiro na simplificação administrativa e na redução da burocracia. Reduzir a dívida pública com as receitas extraordinárias e baixar os impostos consequentemente. Esperar crescimento com atracção de capitais estrangeiros. Despedir funcionários públicos para um nível que assegure eficiência à medida que o crescimento absorva o pessoal despedido. Diminuir o peso do Estado como agente económico directo. Mas começar sempre por aliviar a carga fiscal sobre a economia."

Henrique Silveira, Crítico Musical Anti-Liberal

Pronto tá bem! Julgo que isto equivale mais ou menos a uma rendição, não? Diagnóstico: Dissonância Cognitiva Profunda. Causa Provável: Vírus do Nilo.

"A filosofia neo-liberal (não confundir com os liberais americanos, anglo-saxónicos e franceses), encabeçada por pessoas como Fukuyama e a linha dura do partido Republicano, é uma das ideologias que mata mais no mundo e em muitos casos consegue ser tão burocrática como os antigos sistemas soviéticos."
Rui Curado Silva, Klepsydra.

Pior que a filosofia assassina só o preconceito ignorante. Diagnóstico: Retinite Pigmentosa, vulgo, cegueira. Causa Provável: Vírus do Nilo ou falta de água no relógio.

terça-feira, agosto 10, 2004

  Meu Caro Henrique...

Pensei que debatíamos défices. Ora o exemplo que me dá não tem nada a ver com a nossa cordial discussão. Aquilo a que se chama défice público calcula-se no seu exemplo subtraindo ao Custo do Estado (3ª linha) os impostos cobrados (7ª linha). A amortização da dívida pública, o tal "factor que JCD despreza totalmente nas suas contas e que constitui o seu maior erro" não entra para estas contas. Para o nosso anafado estado poder amortizar dívida tem que ter um superavit. Se tiver um défice contrai dívida. (Sem contar com as frequentes maningâncias, claro está!).

No seu exemplo há uma linha que o Henrique baptizou como défice. Isso confunde quem lê. O que está nessa linha é a soma do eventual défice (que não existe no exemplo) com a amortização de dívida pública. Ora, para evitar confundir os seus interessados leitores sugiro-lhe um novo nome para essa linha. Chamemos-lhe défice crítico. Ou Francisco, ou Joaninha, é indiferente. Não lhe chame é défice para evitar baralhar neurónios mais distraídos.

A conclusão óbvia e imediata é que no seu exemplo não há a tal coisa a que na linguagem corrente chamamos défice. Logo parece-me que os pressupostos não se aplicam a uma demonstração que quer justamente provar que podemos ter défice permanente e sustentável ao longo do tempo.

Esclarecido este primeiro ponto, que afinal se consubstancia numa pequena clarificação de conceito, e enquanto aguardo um exemplo verdadeiramente esclarecedor, com défice e QED no fim, gostava de o parabenizar por esta feliz passagem no seu texto:

"Eu não acredito que a despesa do Estado tenha de crescer, em valores actuais, de forma igual ao crescimento real do país. Essa é uma crença profunda, no futuro do meu país, taxar os cidadãos de um país a mais de cinquenta por cento da sua riqueza produzida é um abuso do Estado. Esse abuso terá de ser corrigido com o crescimento económico e com a redução do OE face ao PIB."

Estando eu absolutamente de acordo com esta sua nobre visão liberal da economia, perguntava-lhe onde é que quer começar a cortar. Na educação? Na saúde? Nos salários dos funcionários públicos? Nos créditos bonificados? Nos tribunais? Em Belgais? No investimento público? Na Segurança Social? No Rendimento Social de Inserção? No combate aos incêndios? Nos subsídios à ópera? Na conservação do património? Ou vamos esperar 10 anos, de acordo com a sua improvável tabela de um estado contido, para baixar a carga fiscal apenas... 1% do PIB? Aguardo com ansiedade as suas esclarecidas considerações...

Sem outro assunto de momento, atenciosamente me subscrevo
jcd

 
Convém Ler Tudo.

Não, caro LR, o FCP não se vai safar. Não pares no artigo 105º. Lê também o artigo 108º.
Artigo 108.º
Contratos a termo
Nos contratos de trabalho a termo, o período experimental tem a seguinte duração:
a) 30 dias para contratos de duração igual ou superior a seis meses;
b) 15 dias nos contratos a termo certo de duração inferior a seis meses e nos contratos termo incerto cuja duração se preveja não vir a ser superior àquele limite.


  Benfica pode juntar-se ao Sporting

O Benfica tem hoje uma oportunidade única para se qualificar para a Taça Uefa. Tendo em atenção que o ponta-de-lança do clube adversário é Mbo Mpenza, a tarefa do Benfica afigura-se quase impossível. O mais provável é o Benfica falhar a qualificação e juntar-se ao Porto numa outra competição cujo nome não me ocorre de momento. Vamos ver. Boa sorte, lampiões.

  A propósito...

Mais estado, menos crescimento.

  Lá vai mais uma

Confesso a minha falta de paciência para "debater" com o Henrique. Em tempos até tive algum prazer nesses debates e diverti-me bastante. Um dia, conheci-o. Desde essa altura que não consigo manter o certo tom sarcástico e provocador que apimenta as polémicas e adoça as inconveniências e que só a virtualidade do oponente permite.

Apesar de tudo o Henrique não se cansa de provocar. Usa e abusa de adjectivos, qualifica o carácter, insulta e quando lhe dá para dissertar sobre o que não sabe debita muitas asneiras. O Henrique já gastou meia dúzia de posts a tentar provar que a seguinte frase está errada:

"O único déficite sustentável e aceitável ao longo de um ciclo económico completo é de 0%. Qualquer valor superior a 0% traduzir-se-á, mais tarde ou mais cedo, em aumento de impostos."


Não percas tempo, Henrique. A frase está certa. Poderia ter um ou outro considerando para evitar más-interpretações, mas nem vale a pena. Claro que o estado pode causar défices por baixar impostos. Mas nesse caso terá que voltar a aumentá-los para os pagar no futuro. Défice é aumento de dívida. Se o estado baixar a despesa pública e conseguir poupar para pagar o endividamento, não tem défice. Tem superavit.

O pressuposto e o contexto em que aquela afirmação foi proferida não era a de uma baixa de despesa pública. O que se vê no horizonte é justamente um aumento considerável dessa mesma despesa. As pressões vêm de todo o lado: da saúde, da educação, dos sindicatos, dos bombeiros, dos advogados, dos médicos, da cultura, da segurança social, dos polícias, dos militares e até de dentro do próprio governo.

E se o estado gastar sempre em média mais 3% do que o que recebe (e é nisso que consiste a afirmação de José Sócrates) a dívida crescerá sempre. Até o dia em que aumentará os impostos para a pagar. Não há milagres.

José Sócrates não disse que os 3% eram o limite para os anos de recessão. "É absurdo que o limite dos 3% se imponha independentemente da economia estar em recessão ou em expansão."

Disse que os 3% era o limite para o ciclo económico completo. "Considero que o limite dos 3% pode ser tomado como referência mas para o conjunto do ciclo económico, devendo introduzir-se regras de flexibilidade que admitam que seja ultrapassado em situações de recessão grave"

Em média, 3%, em recessão mais.

O Henrique embarcou em sucessivas demonstrações matemáticas para tentar demonstrar que o conceito acima exposto está errado. Os exemplos do Henrique são interessantes porque são muito liberais: ao longo do exemplo do Henrique o peso do estado na economia não para de descer. Era bom se fosse verdade, mas não é. A realidade é adversa. O peso do estado da economia não baixa. Mantê-lo estável ao longo de um ciclo económico já seria um sucesso considerável, tendo em conta que os salários da função pública, no longo prazo, não podem aumentar menos que os salários do sector privado e as obrigações da segurança social aumentam geralmente mais do que proporcionalmente, as obrigações de fiscalização legais aumentam com o crescimento da actividade económica e porque o estado é um monstro que se auto-alimenta e que suga a vitalidade da economia. As pressões para o crescimento do peso do estado na economia vêm de todos os lados e, incompreensivelmente, até de ministros.

Na prática, o exemplo que o Henrique nos apresente é este:



Ao fim de 10 anos a dívida pública teria crescido 4,87% do PIB. Os nossos filhos teriam que pagar este excesso de despesa.

Para o exemplo do Henrique ser sustentado no tempo (diminuição de impostos de 0.5% do PIB em cada ano, défice de partida 0,5%, o estado teria que ter um crescimento da despesa muito inferior ao crescimento do PIB: 0,23% ao ano, contra 1,5%. E seria sustentável porque ao fim de algum tempo o estado passaria a ter superavits em vez de défices: os superavits são a fonte para a redução do endividamento público.



Mas alguma coisa já ganhamos com a discussão. Escreveu o Henrique:"O Estado não deve ter bancos comerciais, empresas de energia, telecomunicações, rádios, televisões, companhias aérias, etc, etc, etc.". Cuidado. Não tarda muito começam a chamar-te "perigoso agente do pensamento único e do capitalismo neo-liberal".

Vamos então vender a Caixa Geral de Depósitos, o que resta da EDP e da PT, a RDP, as televisões públicas, a TAP, por aí fora?

Claro que há muitos outros factores que aqui se levantam. Quando o estado se endivida consome recursos que de outro modo estariam disponíveis por investimento privado. A rentabilidade marginal do estado é muito inferior à do sector privado (frase dogmático-empírica). Logo, o aumento dos gastos do estado, ainda que apelidados de "investimento", são geralmente uma das causas das menores taxas de crescimento da economia. Mas por estes temas vai respondendo o grande educador blasfemo.

segunda-feira, agosto 09, 2004

  Patriotismo

Agora que um ciclista espanhol ganhou a Volta a Portugal em bicicleta, está na altura de apelar ao patriotismo. Clubismos à parte, vamos todos fazer figas para que seja um treinador português a ganhar o próximo campeonato.

  Rigor

Li pela milésima tricentésima quarta vez uma notícia/comentário/insinuação/crítica sobre uma tal Halliburton. Ao que parece é uma empresa americana ligada a Dick Cheney e que está a fazer fortuna à custa das ligações a Bush e ao governo americano. Desta vez foi Rui Tavares que no Barnabé nos sugere que a "a Hallyburton sextuplicou os seus lucros desde que Dick Cheney passou a ser Vice-presidente dos EUA", baseada numa notícia do Govexec.com. Por sinal, mal. A notícia diz algo diferente, mas a sugestão subjacente é a mesma: Negócios chorudos, lucros estratosféricos, Bush.

Lembrei-me de tentar encontrar a verdade. Está na net. A Halliburton teve avultados prejuízos nos últimos 2 anos.


(Números em milhões de USD)

A Halliburton tem tido um comportamento bolsista inferior à média. Se Bush, Cheney ou o Pato Donald fizeram alguma coisa à Halliburton foi metê-la abaixo do S&P 500. Se eu fosse accionista da Halliburton era capaz de estar a rezar por Clinton.

Na verdade o meu interesse pela Halliburton é mais ou menos igual ao que tenho pela tampa do ralo do bidé da Tatiana Romanova. E é mais ou menos o mesmo interesse que alguns têm pelo rigor ou pela verdade quando o boato é a favor.

  Dar música

Fim de semana no Algarve. Um espanhol ganhou a Volta a Portugal e o presidente do FCP enganou-se no treinador. Helena Matos continua a ser uma excelente razão para comprar o Público aos Sábados. Regresso com chuva e muitos acidentes.

Nestes dias sem rede houve uma tentativa de reinvenção da roda, seguida de enorme admiração por ela não ser quadrada. Estonteio-me com a paciência de alguns Blasfemos que tentaram ensinar economês a um idoso primo do Einstein. Descobri um jornalista da TSF(?) para quem 'buracos', endividamento e dívidas de fornecedores é tudo a mesma coisa, para quem 29% é maior que apenas 31% e que acha que quem acha o contrário do que ele acha é que está errado.

No laguinho ao lado do coreto de Tavira nadam tartarugas e peixinhos.


"O Coreto do Jardim de Tavira", Julho de 2004

sexta-feira, agosto 06, 2004

  Conceito Básicos


"É absurdo que o limite dos 3% se imponha independentemente da economia estar em recessão ou em expansão. A aplicação cega deste critério levou a políticas pró-cíclicas, que no nosso país agravaram a recessão e promoveram operações de engenharia financeira de efeitos ainda não totalmente claros. Considero que o limite dos 3% pode ser tomado como referência mas para o conjunto do ciclo económico, devendo introduzir-se regras de flexibilidade que admitam que seja ultrapassado em situações de recessão grave"

José Sócrates, hoje, no Público.

Caro engenheiro: O único déficite sustentável e aceitável ao longo de um ciclo económico completo é de 0%. Qualquer valor superior a 0% traduzir-se-à, mais tarde ou mais cedo, em aumento de impostos.

quinta-feira, agosto 05, 2004

  TSF - Quem te ouviu e quem te ouve...

A TSF vai de mal a pior. Como se já não bastasse o abastardamento musical que a estação sofreu há uns meses, o enviesamento noticioso e o mau jornalismo estão aparentemente a ganhar cada vez mais espaço na estação que em tempos foi indispensável.

De entre os muitos exemplos, aqui ficam alguns:

Câmara de Lisboa: "Buraco financeiro aumentou 34,1% em seis meses".

O destaque desmente logo o título: "Os números mostram que entre o final de 2003 e o primeiro semestre deste ano a dívida aumentou 34,1 por cento."

O jornalista não faz a menor ideia do que é endividamento e do que habitualmente se chama um "buraco". E no corpo do artigo as coisas ainda ficam piores: "Estes primeiros seis meses do ano traduziram-se num agravamento da dívida a fornecedores em 34,1 por cento."

Afinal não é endividamento nem o buraco. É a dívida a fornecedores, uma parte da dívida (que inclui outros tipos de obrigações) e que não tem nada a ver com "buracos". Tendo em atenção esta qualidade de informação, se amanhã a CML contrair dívida bancária e pagar a fornecedores a notícia será provavelmente "Buraco financeiro volta a aumentar".

Se assim já era muito mau jornalismo o pior aparece quando se descobre que afinal a "notícia" não é uma notícia. O "jornalista", com aspas bem merecidas, apenas deu voz a uma acção de propaganda de um vereador do PS e nem sequer necessitou de verificação ou esclarecimentos adicionais junto da autarquia.

Muito mau jornalismo de causas, acompanhado de uma evidente falta de preparação técnica.

"Grã-Bretanha na mira dos terroristas, Governo nega"

Estará o governo de Blair a negar uma evidência? Lendo o corpo da notícia percebe-se que é apenas uma pequena manipulação jornalística. Um qualquer almirante terá dito: "As informações disponíveis «mostram que há uma ameaça» contra a marinha mercante britânica". A negação do governo nada tem a ver com este almirante e aparece no fim da notícia: "Em resposta às informações divulgadas pelo jornal «The Times» sobre uma rede terrorista que se prepara para atacar o aeroporto londrino de Heathrow, o governo britânico adiantou não haver provas de uma ameaça específica da al-Qaeda."

Simplesmente mau jornalismo.

"PS e PCP reagem ao «jogo» do Governo"

O destaque: "Em reacção à decisão do Governo de aplicar cem milhões de euros num Fundo de Garantia Financeira da Justiça, o PCP considera que é inaceitável desviar verbas para jogar na bolsa de valores. O PS quer mais esclarecimentos sobre o assunto e alerta para a necessidade de equilíbrio."

A expressão "jogar na bolsa" utilizada neste contexto é um perfeito disparate. O PCP usa sempre a expressão "jogo" associada aos mercados de capitais porque na realidade nunca perceberam muito bem para que é que os mercados servem e com esta idade já não aprendem línguas. Os fundos de equilíbrio financeiro, sempre questionáveis no estado, não "jogam" na bolsa: investem parte das duas disponibilidades em mercados de capitais, de acordo com os seus estatutos, que também determinam os limites de cada tipo de aplicação de modo a manter um portfolio equilibrado dentro de uma relação risco/rentabilidade aceitável. Que o PCP use a expressão "jogo" ainda se entende; que um jornalista da TSF o faça, agravando a palavra entre aspas, insinuando grandes esquemas inconfessáveis é apenas uma evidência de que um jornalista de más causas apenas causa mau jornalismo.

"Portugueses pouco satisfeitos com novo Governo"

Esta "notícia" já foi tratada no Desblogueador de Conversa. Este título traduz os resultados de uma sondagem da Marktest. No corpo da notícia lê-se: "De acordo com a consulta, apenas 30,1 por cento dos inquiridos considerou que as escolhas do novo primeiro-ministro foram acertadas, ao passo que 29 por cento se revelou contra os ministros escolhidos pelo antigo presidente da Câmara de Lisboa."

Gosto do "apenas" apenas no número maior. Aqui nem sequer se trata de mau jornalismo: é a adulteração propositada do conteúdo de uma notícia com vista a enganar os leitores.

Títulos: "Exército israelita mata sete palestinos". "Atentado junto à embaixada de Israel causa dois mortos".

Os israelitas matam. Os atentados terroristas causam mortos. Isto é o pão nosso de cada dia.

Pobre TSF. Quem te ouviu e quem te ouve...

  Sete vezes Onze vezes Treze

Por distração, a milésima posta deste blogue foi a anterior. Não havendo motivos para associar a celebração do milénio à poesia do professor Boaventura, registe-se apenas que este é o milésimo-primeiro jaquinzinho.

quarta-feira, agosto 04, 2004

  Boaventura Tens Quebranto

(...)
"alagada de medo
escancaram-se as cancelas
das secretas construções
nas ruínas do ciclone de quarenta
trabalhos manuais sem mestre nem montra
entram chefes guerras caracóis
tesouras e pauzinhos
nas rachas das meninas
na catequese é em coro
e em filas
Boaventura tens quebranto
dois te puseram três te hão-de tirar
se eles quiserem bem podem
são as três pessoas da Santíssima Trindade
que é Pai, Filho e Espírito Santo
mexo nos anos sinto nas mãos
a moleza da cera não fere
alastra"
(..)
Boaventura de Sousa Santos

  As Rachas das Meninas

Maria Filomena Mónica publica hoje no meu jornal os diários secretos do nosso primeiro. Vale a pena ler todo o artigo porque um pouco de boa disposição matinal faz bem ao fígado e aumenta a produtividade. Há no artigo uma passagem que me deixou cheio de curiosidade. Esta:

«Depois de ter acusado Sampaio de, ao nomear-me PM, ter morto a engº Pintasilgo, eis que, a 29 do mês passado, na sua coluna da "Visão", o Prof. Sousa Santos declarava estar "Portugal no grau zero das alternativas". Se fosse a ele, estava caladinho. Caso contrário, ainda divulgo os poemas que publicou, num livrinho chamado Têmpera, editado pela Centelha, em 1980, sobre as "rachas das meninas".»

Ora venha de lá esse poema. É uma alegria para mim descobrir que, afinal, nestes últimos 25 anos o professor Boaventura escreveu pelo menos umas linhas com um mínimo de interesse.

terça-feira, agosto 03, 2004

  Incentivos do Estado

O Professor Virgílio Meira Soares, ex-reitor da Universidade de Lisboa, escreveu hoje uma carta para o Público que, infelizmente, não é disponibilizada na edição on-line.

O Prof. Meira Soares declarou os rendimentos de uma empregada doméstica e fez os devidos pagamentos à Segurança Social. Eu também o fiz. Pelo contrário, um meu vizinho e muitos outros portugueses continuam a pagar à hora e não querem saber do estado para nada.

O que é que ganhamos com isto? Eu, o professor Meira Soares e todos os portugueses que pagaram à Segurança Social e que declararam os pagamentos feitos por trabalho doméstico fomos premiados com uma multa de 50 euros por não termos entregue ao fisco até 15 de Fevereiro um tal anexo J, em que não se diz nada de novo que o estado não saiba e vemos as devoluções do IRS atrasadas até que a situação esteja "regularizada".

O meu vizinho e todos os outros que não fizeram quaisquer descontos podem ficar descansados: pouparam nos impostos, pouparam na burocracia, recebem o IRS antes e livraram-se da multa. No pasa nada.

A lição que o estado nos quer ensinar é: "nunca me digam nada ou eu lixo-os". Esteja descansado, senhor fisco. Sou bom aluno e já aprendi a lição.

  Praça Pública

Soares diz que vai ser roubado. Pinto diz que não disse que disse. Soares diz que Pinto mente ao desmentir o que Soares disse que Pinto tinha dito. Alegre está triste. Sócrates queria as portas fechadas. Alegre quer abrir as portas fechadas. Soares quer que as portas abertas não sejam fechadas. Ana Gomes diz que gosta da América.

Sócrates é Windows. Alegre é Linux. Soares é filho do DOS.



segunda-feira, agosto 02, 2004

  Idiolatre-se.

As obras do túnel do Marquês estão quase a recomeçar. José Sá Fernandes está de parabéns: conseguiu atrasar em meia dúzia de meses a construção do túnel e entupir durante todo este período uma das zonas mais congestionadas de Lisboa.

O atraso nas obras é o único efeito prático das acções mediáticas do advogado. O que o José encontra para chatear são sempre questões administrativas. Pede-se mais papéis, mais estudos. Falta sempre uma assinatura, falta sempre um carimbo, um reconhecimento, uma licença, um alvará. Há sempre uma declaração caducada, uma licença expirada, um documento fora de ordem. No caso do túnel faltaria um Estudo de Impacto Ambiental (EIA), partindo dessa nova teoria que um túnel é uma nova estrada. O resultado do EIA estava à vista de todos. Um túnel é sempre melhor que uma estrada, em termos ambientais. O José criou um precedente que vai custar milhões às autarquias e alegrar os sócios das empresas de estudos. E deve ter dado muitas ideias a outros advogados menores que o vão imitar.

A única dúvida que existia era saber se as vantagens do túnel eram economicamente suportadas, mas essas são irrelevantes para o José. O estudo diz que sim, que o túnel é bom. Se dissesse que não, a empresa que o produziu nunca mais seria contratada. A dúvida subsiste, mas se as contas foram bem feitas, o túnel cria valor para o país ao diminuir as filas de trânsito.

Os custos da acção de Sá Fernades vão ser suportados pela autarquia, ou seja, por todos nós, lisboetas à frente. O jurista vai à sua vida sem ter que pagar nada a ninguém, apesar de ser o principal responsável pelos prejuízos que muita gente suportou ao longo destes meses. Aparentemente vai fazer a mesma patifaria para Caxias, para Alcobaça ou para a Rua da Madalena, isto é, encontrar pecadilhos administrativos e processuais em obras em curso, aproveitar e escudar-se na burocracia portuguesa para atrasar as obras e aparecer muitas vezes nos telejornais. Depois, mete o rabinho entre as pernas e parte para outras.

Somos mesmo um país estranho. Em que outro país do mundo é que um idiota que desbarata milhões de euros dos contribuintes apenas para engordar o seu inchado ego seria considerado um herói nacional por alguns nativos e pela comunicação social?

Trabalho na Joaquim Augusto de Aguiar, a rua do túnel. E o que eu queria é que as obras do túnel acabassem depressa. Eu, os moradores da rua, os trabalhadores das empresas que fecham portas todos os dias. A casa dos colchões já fechou. O célebre Lorde, onde o nosso presidente corta o cabelo está às moscas. A loja de artigos escolares não vende nada. Todos pediam obras rápidas. O José só queria que as obras estivessem muito tempo paradas. O José, que ajudou a estragar a vida de milhares de pessoas que durante o período de obras paradas perderam tempo e paciência para aceder e para sair de Lisboa, não se dá por satisfeito. Quer ir buscar mais uns quantos milhões aos contribuintes para oferecer aos meninos que o idolatram e lhe deram prémios.

O Zé é o típico representante de um mal português ao qual se aplica um famoso ditado com palavras só para adultos. O Zé é o tuga que não faz nada, apenas impede que os outros façam. Os Zés são uma das explicações para o nosso atraso crónico. Quem quer fazer, apanha com os Zés Barnabés pela frente para desfazer.

O único prémio que dou a este José que contribuiu para estragar algumas horas da minha vida nestes últimos meses é o meu profundo desprezo. E um conselho: vai à merda, ó Zé.

  Bons Sinais

Sporting ganha.
Benfica empata.
Porto perde.

domingo, agosto 01, 2004

  Incêndios no Algarve


O Céu Coberto de Fumo.


  Back To Business

Nos últimos dias não houve actualizações do blogue. Os motivos foram vários.

1. Família e Amigos

2. A ligação à NET era lenta de mais. Esperar 5 minutos para editar uma posta é um sacrifício demasiado pesado para quem todos os minutos contam.

3. Os Descobridores de Catan. O desgraçado do jogo é demasiado viciante para apetecer fazer outra coisa qualquer nas noites quentes do Algarve. 4 jogadores. Melhor ao ar livre.

4. A Praia do Barril. A Ria Formosa, o pequeno comboio, os melhores apoios de praia e a água transparente.

5. As sardinhadas. Bem assadas, com salada de pimentos e comidas no pão.

6. As cervejas estupidamente geladas. Cintra e Superbock.

7. Syberia.

Nota: O Einstein está bem. O dono veio buscá-lo ao fim da tarde. Parece ser um burro feliz. Só gosta de ervas verdes.


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