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sexta-feira, outubro 29, 2004

  Uma semana...

Este blogue vai ficar adormecido nos próximos dias. O autor vai andar por estas paragens:



Depois volto. Por essa altura já haverá um novo presidente nos Estados Unidos da América. Apesar dos republicanos serem quase sempre melhores que os democratas (com excepções), aqui vota-se pelo desanuviamento. O ambiente anda pesado. Deixem lá ganhar o Kerry que não vai mudar nada do que é essencial.

A única grande desvantagem da vitória de Kerry é a alegria que será imerecidamente partilhada com alguns palermóides.

Quando voltar, talvez José Eduardo Moniz já não esteja na TVI. Se eu fosse Pais do Amaral despedia-o, depois da entrevista de ontem, com bajulador de serviço, perguntas combinadas e respostas tolinhas mal esgalhadas. Mas como não sou presidente da Media Capital (infelizmente, aquilo é bem pago...), Eduardo Moniz provavelmente continuará a orgulhar-se do mais miserável e enviesado noticiário das televisões portuguesas.

O Sporting que se cuide. São três jogos numa semana. Penafiel, gregos e Porto. No que diz respeito a futebol, voto pela continuação da infelicidade do Bruno.

Uma boa semana a todos. Se houver um cyber disponível e algum tempo livre talvez ainda prove um ou outro jaquinzinho. Ou então não.

quinta-feira, outubro 28, 2004

  Boti... butti... qualquer coisa oni.

O politicamente correcto desceu ao seu nível mais baixo. Ficamos a saber que na Europa actual, um professor universitário, bom pai de família e católico praticante não pode ser membro da comissão europeia se acreditar piamente nas historinhas do Vaticano e não for hipócrita a ponto de dizer aquilo em que não acredita. A esquerda patética. Os liberais armados em censores de opinião.

Agora só falta expulsar do Parlamento Europeu o líder dos verdes. E haveria bastantes motivos para o fazer. Vale a pena ler o naco de prosa de José Manuel Fernandes no Público de hoje:

"Um dos heróis da discussão parlamentar foi o mesmo que, na década de 70, quando trabalhava num infantário, descreveu assim algumas das suas experiências: "Às vezes acontecia que algumas crianças abriam a minha braguilha e começavam a acariciar-me. (...) Se insistiam, também as acariciava. (...) As meninas de cinco anos tinham aprendido como excitar-me. É incrível." Quando estas declarações antigas foram desenterradas pelos "media" falou-se de "caça às bruxas", pois o seu autor é, "apenas", o intocável Daniel Cohn-Bendit. Se, por acaso, fosse indicado para comissário do mesmo pelouro que Buttiglione, alguém imagina que se levantaria idêntica tempestade entre os deputados?"


  Espantoso

Nicolau Santos e Carlos Magno pegam-se na Antena 1.

Carlos Magno disse que o Expresso publicou a versão de Marcelo antes de Marcelo. Nicolau diz que 'foi bom trabalho jornalístico'. O Expresso não divulga as fontes. Nicolau acusa Magno de estar do lado do governo e a defender a tese da cabala. Carlos Magno diz que o Nicolau ultrapassou os limites da decência e precisa recuperar a sua lucidez. Se duas pessoas têm uma conversa privada e um jornal publica a versão de uma delas, não é preciso grande trabalho jornalístico para identificar a fonte.

Logo a seguir entra um ouvinte que exige ao presidente a demissão do primeiro-ministro por este ter despedido Marcelo...

Está a chover. Demitam o Ministro do Turismo.

Update: Ainda este post não estava publicado, aparece um palerma em antena que exige a urgente demissão do governo, porque estamos a cair na mais negra das ditaduras. Não sei se ria se chore. Confirma-se o problema da fraca qualidade do sistema educativo português.

quarta-feira, outubro 27, 2004

  Última Hora!

Marcelo Desmente Pais do Amaral!

Última Hora depois da Última Hora!

Pais do Amaral desmente Marcelo!

  Fã Número Um


Fátima, 2001

  Desconstruindo Pais do Amaral

Cavaco Silva desmentiu Pais do Amaral. Diz que nunca o pressionou.
José António Saraiva desmentiu Pais do Amaral. Ele sabe os detalhes da conversa privada entre Pais e Marcelo.
Hoje, Marcelo vai ser obrigado a desmentir Pais do Amaral. Se não fica muito mal na fotografia...

Ó Pais, e tu ficas-te?

terça-feira, outubro 26, 2004

  No Causa Nossa, escreveu Vital Moreira:

"Dois municípios, Maia e Covilhã, vão obter financiamentos extraordinários vendendo aos bancos as rendas da habitação social municipal durante muitos anos. Por trás deste aparente "ovo de Colombo" está obviamente uma fraude flagrante à proibição de aumento de endividamento municipal, imposta pela lei do orçamento do Estado, frustrando manifestamente os propósitos de limitação da despesa pública e do défice público. É evidente que, tal como no endividamento, os municípios em causa realizam encaixes financeiros à custa de pagamentos no futuro, mediante afectação de rendimentos municipais futuros, onerando os exercícios financeiros vindouros, o que é substantivamente equivalente ao recurso ao crédito."
Desta vez consigo estar em completo acordo com Vital Moreira. Afinal, o que as câmaras pretendem fazer é mais ou menos uma SCUT. A diferença é que nas SCUTs atiram-se despesas para quem vier depois, nesta operação reduzem-se as receitas para os futuros exercícios.

A posição tomada hoje pelo presidente da Associação de Municípios mostra-nos que afinal, nem tudo é mau neste orçamento. Impedir o esbanjamento dos municípios é uma das mais nobres causas que se podem exigir a um exercício orçamental. O chumbo de Fernando Ruas ao orçamento é por isso um fortíssimo ponto a favor de Bagão Felix. Sempre que uma corporação protesta, os contribuintes devem aplaudir.

Aos municípios indignados pela falta de dinheiro para as inaugurações sugiro que procurem o caminho da diminuição de despesas através da redução significativa das estruturas camarárias, da diminuição da compra de votos pagos com os milhares de subsidiozinhos que mantém as fidelidades, da privatização dos serviços ineficientes que consomem recursos infindáveis às tesourarias municipais e do fim do subsidiamento dos preços de alguns serviços fornecidos pelas autarquias.

Custa votos? Pois custa. É mais fácil gritar por mais. Quem ganha com o esbanjamento é o autarca, quem perde são os contribuintes de todo o país e os filhos dos actuais munícipes que serão obrigados a pagar amanhã a conta das despesas de hoje.

Por isso é que sou completamente a favor dos impostos municipais em alternativa ao financiamento directo pelo poder central. É que os impostos também custam votos. E com os impostos locais a financiar as megalomanias locais, autarca que queira esbanjar, tem que pedir mais pilim aos munícipes. E aumentos de impostos também se pagam com votos.

  Se Conduzir, Veja Televisão

Não sei quem foi o maduro que autorizou a instalação de uma enorme televisão no fim do Viaduto Duarte Pacheco (para quem entra em Lisboa). Aquela coisa distrai mesmo quem conduz. Hoje 'bateram-me', por trás. Devagarinho, nem fez mossa nem risco. O senhor que me "bateu" explicou-me que ainda não tinha visto o golo do Karadas, entusiasmou-se, esqueceu-se de travar e deixou deslizar o carro.

Bem, se a coisa é perigosa também não é muita certa. Quando voltei ao carro depois dos 30 segundos de resolução pacífica do acidente, lia-se no grande ecran: Lisboa. Máxima 24º, mínima 16º. Por baixo um termómetro público demonstrava 'on-line' a qualidade da previsão. Temperatura Actual: 12º.

  Retrato de Portugal num Dia Cinzento

Fórum TSF versão Antena 1. "Ouvintes"/Participantes em série desejam ardentemente o chumbo da Comissão Europeia de Durão Barroso. Alguns argumentam com a questão do comissário italiano, mas da maior parte subentende-se um motivo adicional: o gozo, a pequena vingança, o prazer em sentir uma possível humilhação de Barroso. A já triste e habitual pequena mesquinhez lusa.

O último participante entra em antena: "Durão Barroso, esse senhor, é preciso que as pessoas saibam, ele nunca viveu em Portugal, ele só 'teve' cá um ou dois anos, ele 'teve' sempre na América, a ser treinado pelo Bush e ele agora está cá infiltrado na Europa a trabalhar para o Bush".

Pois. É preciso que as pessoas saibam estas coisas.

segunda-feira, outubro 25, 2004

  Duas em Público (Updated)


"Para além de todas as particularidades do populismo e do seu pessoal político-propagandístico, a situação actual configura problemas estruturais, um "déficite democrático"ou, se retomarmos os termos de Fareed Zakaria em "O Futuro da Liberdade", uma "democracia", indubitável em termos constitucionais e políticos, mas que é, senão "iliberal", por certo insuficientemente "liberal", no exercício real, na capacidade de uma cidadania activa e na manifestação não apenas de pluralismo mas também de alternativas políticas - um exercício que também exige um quadro de regulação que dramaticamente falta."

Augusto M.Seabra, uma só frase. Para ler de um só fôlego. Público.


1. Hoje, no suplemento economia, um comerciante/empresário chamado Francisco Múrias quer fazer de nós parvos. A obrigação de emissão de factura nos restaurantes é um ataque aos comerciantes, explica ele. Parece que assim estamos a destruir o pequeno comércio, os sapateiros, os pasteleiros, os merceeiros. Evite-se a factura, portanto. Venha o velho talãozinho da máquina registadora...

2. Ontem Augusto M. Seabra dedicou uma página inteira de jornal a um equívoco. Segundo Seabra, Santana Lopes terá dito "Qualquer cidadão, infelizmente, é livre de dizer, a não ser que ofenda os outros". O que eu ouvi Santana dizer foi "Qualquer cidadão, e felizmente...". Mas mesmo que PSL tenha dito "infelizmente", reconheça-se que seria necessária uma grande falta de discernimento para interpretar a frase literalmente e não como uma gaffe. Acontece que Augusto M. Seabra acha que foi a sério. Vai daí, sai mais uma página de jornal de "Ai Jasus, a liberdade de expressão". Afinal, que discernimento é que se pode esperar de um tipo que co-assina este programa eleitoral?

Update: «Há momentos em que as democracias funcionam muito mal e outras funcionam melhor. Temos o dever de fazer com que esta em que estamos funcione mal. É isso onde eu, esforçadamente, com gosto, me tenho dedicado», Jorge Sampaio, TSF Online, via Intermitente. Para a semana teremos um artigo de página inteira de Augusto M. Seabra a criticar a opção de Jorge Sampaio pela democracia de mau funcionamento. Seabra suspeitará que "será melhor uma democracia que funcione bem, indubitável em termos constitucionais e políticos, na prossecução da capacidade de uma cidadania activa...".


  Fuebol LOL

Não é muito habitual neste blogue reproduzir na íntegra notícias de jornais, mas este caso é especial. Entrevista no Correio da Manhã com o bruxo guineense Dembo Cissé Cassama.

SE O BENFICA CUMPRIR GARANTO O CAMPEONATO

O "CM" descobriu Dembo Cissé Cassama na Guiné e o sábio aceitou desvendar a sua ligação com o Benfica. Só os seus métodos e as verbas envolvidas ficam no segredo. Mas deixa uma promessa.

Dembo Cissé Cassama diz que ajudou o Benfica a ganhar a Taça
Correio da Manhã- Como é que teve início a sua ligação ao Benfica?

Dembo Cissé Cassama- A primeira vez que me contactaram para ir a Lisboa foi a 19 de Março. Não estavam bem no campeonato e precisavam de ultrapassar o Sporting no segundo lugar. Queriam ainda ganhar a Taça de Portugal.

- Quem fez o primeiro contacto foi José Veiga ou outro dirigente?

- Foi um intermediário ligado ao Benfica. Só estive com Veiga na segunda vez que fui a Lisboa.

- Mas, nesse primeiro contacto, o que é que lhe prometeram?

- Disseram-me que se conseguisse o segundo lugar e a vitória da Taça não tinha que me preocupar, porque pagavam tudo o que eu quisesse. Pediram-me também para fazer um trabalho no Estádio da Luz, porque tinham um jogo que não queriam perder. E eu cumpri.

- Como assim?

- ... Olhe, desde que saí de Lisboa e até voltar na segunda vez, o Benfica não perdeu em nenhuma ocasião. E a 23 de Julho, foi José Veiga, pessoalmente, quem me chamou para assinar contrato. Esteve comigo duas vezes no Hotel Zurique, mas eu não assinei nada.

- Porquê?

- Disse-lhe que me deviam dinheiro referente à vitória na Taça, ao segundo lugar e ao tal trabalho no estádio.

- E pagaram-lhe?

- Não. Argumentou e disse que não podia pagar porque esse dinheiro era referente a um período anterior à entrada dele no Benfica, mas deu-me a sua palavra para este novo contrato.

- Quais os valores acordados?

- Sobre isso não falo.

- Mas o que lhe disse Veiga?

- Na altura, disse-me que queria ser campeão e eu voltei a dizer que sem dinheiro não trabalhava. As pessoas desconhecem, mas há custos grandes, há sacrifícios... Mesmo assim, tranquilizei-o para o jogo com o Anderlecht [Liga dos Campeões], em Lisboa, que eles venceram. Mas avisei que, para o jogo da Bélgica, se não pagassem, não podia garantir nada. E o Benfica foi eliminado.

- Quando voltou a ser contactado?

- Logo que o clube regressou da Bélgica, já depois de também ter perdido a Supertaça para o FC Porto. Veiga contactou-me e disse que queria atacar forte o campeonato, e que os adeptos não estavam contentes... Jogavam com o Beira-Mar e não podiam perder, senão era o caos. E eu voltei a mostrar que sou forte. O Benfica venceu e ainda hoje lidera.

- Mas no último domingo perdeu com o FC Porto?

- Sim, mas tínhamos combinado uma mensalidade e eles não cumpriram. Veiga sabia que, para preparar o jogo na Guiné, precisava do dinheiro. E fiquei à espera, sem poder trabalhar. Se o Benfica cumprir, se forem honestos, garanto o campeonato. Já dei provas.

PERFIL

Dembo Cissé nasceu há 48 anos, na Guiné-Bissau, mas foi no Senegal, junto do seu grande "mestre", que fez os estudos, ao longo de anos. Casado e pai de filhos, rumou ainda à Guiné-Conacri, com o objectivo claro de aperfeiçoar os seus poderes. Hoje é, na Guiné-Bissau, uma figura reconhecida e respeitada, detentor de clientes no Mundo inteiro. O Benfica, contudo, foi a sua primeira experiência com um clube de futebol.
José Veiga não paga champagne. Prefere pata de cabra.

domingo, outubro 24, 2004

  Constatação

Desde que deixei de comprar o Expresso, os meus fins-de-semana são mais divertidos.

sexta-feira, outubro 22, 2004

  Lutas entre Esquerdas

Por alguns minutos, neste post do Barnabé, em vez da queda de Fidel, via-se esta imagem:


Ao que chegou o Barnabé! A traição de camaradas de luta não é um bom sintoma para a união da esquerda, não achas Daniel?

  Terreiro do Paço, Marquês, Rossio...

Um túnel, dois túneis, três túneis...

  Eles Não Sabem Dizer Liberdade

Um grupo de estudantes de Coimbra entende que deve impedir pela força as reuniões do Senado da Universidade. Consegue fazê-lo com plena impunidade, várias vezes. Como é natural, as forças de segurança são chamadas. Os jovens provocam, insultam e tentam furar o cordão policial. São impedidos. Um é detido. "Ai Jasus! A Democracia! Fascismo! Salvem a liberdade dos jovens! Senhor presidente venha cá!" Devolvam aos jovens a liberdade de impedir que outros se reúnam em liberdade.

Um grupo de autarcas e industriais de camionagem entende que devem ser os contribuintes de todo o país a pagar as auto-estradas que eles pretendem vir a utilizar. Por isso, hoje, vão atrapalhar a vida de todos aqueles que tiverem a infelicidade de circular pelo IP5 à hora da manifestação. Os manifestantes vão organizar uma marcha lenta que não é mais do que um bloqueio da estrada. Isto é só um aviso, para 'eles' verem. E viva a liberdade de impedir que os outros se desloquem em liberdade!

Um grupo de especialistas, certamente sociólogos, não quer que os rankings das escolas sejam públicos. É perigoso. Os rankings são sempre perigosos. Americanices. Pode descobrir-se que os meninos ricos da Escola dos Meninos Ricos têm melhores notas que os meninos pobres da Escola dos Meninos Pobres. Pode descobrir-se que o Figo ganha mais do que o Bosingwa, o que pode provocar problemas psicológicos gravíssimos no Bosingwa e condicionar o seu desenvolvimento futuro como cidadão. Pode descobrir-se que Lisboa tem mais habitantes que a Nazaré, o que constituirá um ataque ignominioso ao povo nazareno. Pode descobrir-se que a escola pública nº 1 de Freixo de Espada à Cinta é melhor que a Escola pública nº 2 de Freixo de Espada à Cintra. E isso não pode ser. O que é importante é compreender a influência estrutural do meio sociológico livre de comportamentos competitivos e a contribuição do binómio meio/experiência na construção de vivências múltiplas indutoras de estados de consciência definitivos para a formação do indivíduo. As notas só servem para atrapalhar. Essa análise deve ser um exclusivo dos especialistas. Não aos rankings. E viva a liberdade de impedir que os outros tenham a liberdade de saber.

quarta-feira, outubro 20, 2004

  O Público


Granada, Abril de 2003

  Esclarecimento

"Este liberal" não defende o intervencionismo do governo na comunicação social. Defende sim a privatização de toda a comunicação social. Enquanto os governos forem donos de televisões, haverá sempre manipulações como as que foram consequência da nomeação do post anterior.

"Este liberal" não defende nenhumas nomeações políticas para as empresas públicas. O estado não deve ser empresário. Quem defende o estado empresário não se pode queixar das nomeações políticas para a Caixa Geral de Depósitos.


  Auxiliar de Memória Urgente para Arons de Carvalho


João Carlos Silva, deputado pelo Partido Socialista, foi nomeado pelo executivo de Guterres para acumular os cargos de Presidente do Conselho de Administração da Portugal Global empresa que engloba a RTP a RDP e a Agência Lusa, com o de Presidente, Director Geral e Director de Programas da RTP.
(Link)

terça-feira, outubro 19, 2004

  Nevoeiro


Ponte, Novembro de 2003


segunda-feira, outubro 18, 2004

  Notas Sobre a Batalha da Luz e Outros Factos Relevantes

1. Finalmente o Benfica conseguiu. Os seus dirigentes desceram mais baixo do que os dirigentes portistas. José Veiga insultou a mulher de Pinto de Costa. A mulher de Pinto de Costa chamou Orelhas a Luís Filipe Vieira e este fartou-se de desconstruir a família do Papa do Porto. Lindo.

2. Os frangos de Baía são melhores que os frangos de Ricardo. Baía tem direitos adquiridos, conquistados ao longo de muitos anos de regras de excepção para o guardião do templo. Ontem soubemos que os frangos de Baía não contam para o resultado.

3. Como é que explico aos meus filhos porque é que cada vez que um guarda-redes marca um pontapé de baliza, 80% dos adeptos da equipa adversária chamam-lhe em uníssono "filho de meretriz"?

4. Pela primeira vez este ano não vi o Sporting. Pela primeira vez este ano o Sporting ganhou à vontade. Ir a Alvalade no próximo Sábado depende da avaliação introspectiva entre a lógica da razão e a interpretação empírica dos factos.

  A Entrevista

Está no Contra-a-Corrente. Pais do Amaral fala sem contraditório. O professor ainda não o desmentiu. Continuo esclarecido. No jantar entre Pais do Amaral e Marcelo, a entrada foi vichyssoise.

domingo, outubro 17, 2004

  Galeria de Honra



No Anacleto há uma nova galeria de notáveis pensadores da esquerda moderna.

sábado, outubro 16, 2004

  O Papá Decide o Que é Bom Para Nós

Vital Moreira acha que "Há muitos farmacêuticos que gostariam de ter a sua farmácia, mesmo com reduzida rentabilidade". Por isso o mercado deve ser livre. Se a Dra. Arminda da Farmácia de Boticas ou o Dr. Arménio da farmácia de Germunde de Baixo fecharem as portas por causa da concorrência, paciência.

Há muitos empreendedores que gostariam de ter o seu canal de televisão, mas não pode ser porque a rentabilidade pode não chegar para todos.Por isso o mercado não deve ser livre. Se O Dr. Pais do Amaral fechar a TVI ou o Dr.Balsemão fechar a SIC porque não aguentarem o embate com a concorrência... Não, isso não! Temos que proteger o Dr. Balsemão e o Dr.Pais do Amaral.

Ainda bem que Portugal está cheio de políticos sempre muito bem preparados para decidir pela cabeça dos empreendedores. Verdadeiros especialistas em análise de investimentos.

  Dúvida Razoavelmente Cristã

O canalizador perguntou-me "Com IVA ou sem IVA?".

Senhor Ministro: Ainda poderei aspirar a um lugar no céu?

sexta-feira, outubro 15, 2004

  A Problemática do Ovo

Hoje, 3-posts-3, sobre o tema. No Anacleto, evidentemente.

  A Instrumentalização da Antena 1

Era de esperar: A Antena 1 está cada vez mais instrumentalizada pelo governo. Ontem, enquanto me embrenhava tarde fora numas folhas de Excel, fui escutando o debate parlamentar na Antena 1, em directo. Fui tirando as minhas conclusões, influenciado pelo conteúdo do que ouvia.

Percebo agora que fui manipulado. Só hoje soube que o que lá se passou não foi bem o que a Antena 1 transmitiu. Felizmente agora sei toda a verdade, bem explicada. Li no Glória Fácil Público.

  Fotógrafo de Estátuas


Escultura, Pizzi Palace, Florença, 1991


quinta-feira, outubro 14, 2004

  Objectividade Jornalística

O debate na Assembleia segundo o Público.

Update: Caro jmf: À hora a que este post foi feito só havia esta notícia. Se vieram outras depois, ainda bem. Mas esta não deixa de ser ridícula.
  Desconstruindo Derrida

Eduardo Prado Coelho ajuda-nos hoje no Público a desconstruir Derrida.


"Complexa, enredada, torturada, sofrida, dilacerada, a escrita de Derrida corresponde sempre a um esforço no sentido, não de apreender as coisas de um modo leve e soberano, mas de capturar a sua densidade infinita, a rede de implicações, a multiplicidade de conceitos, a afluência de tradições, o lastro filológico das palavras."
O Eduardo sempre primou pela clareza de ideias e pela fluência gramatical. Neste esforçado texto consegue de um modo leve e cristalino e com uma parcimoniosa escolha das palavras transmitir a infinita densidade conceptual do criador de conceitos. Continua o Eduardo:


"...[Derrida] evitou sempre os lugares de inscrição gráfica que pudessem propiciar a simplificação. Sobretudo em determinado período, procurou quebrar a monotonia do formato das páginas, instituindo colunas, desenvolvendo fios paralelos, deixando espaços em branco, criando silêncios. Esse aspecto de encenação visual era, nas aulas e conferências, duplicado por uma encenação da voz e do corpo do falante (até ao limite da auto-ironia)."
. A r e v o l u ç ã o do código escrito, a rrrrrrrebeldia conceptual dos parâmetros gramaticais, ,as .... pausas. No limite, um auto-LOL.


"... Derrida evitava as situações de entrevista segundo os dispositivos tradicionais. A cada pergunta respondia sempre por uma paciente reformulação dos termos da própria pergunta.
Um dos grandes ensinamentos que Derrida nos deixou é o de baralhar a pergunta quando não sabemos as respostas. Com alguma experiência desconstrutiva consegue-se uma aparvalhação contida da cara dos ouvintes e a transmissão de um conceito de genialidade que enbevece a intelectualidade mais avançada. A experiência do Eduardo neste campo é vasta.


"Aliás, o adiar da entrada na matéria, e a extensão dos protocolos de enunciação, numa exuberância de precauções com que pretendia evitar qualquer mal-entendido, criava no leitor uma espécie de impaciência. Em determinados textos, o escrúpulo era levado a extremos que quase nos exasperavam. E, como cada enunciado que se repetia se alterava no mecanismo da repetição, e deixava de ser exactamente o mesmo, Derrida considerava-se obrigado a analisar exaustivamente o contexto inovador que se formava com a própria novidade do enunciado."
Era isto mesmo que eu queria dizer. Era isto mesmo que eu não queria dizer. Querer ou não querer, dizer ou não dizer, procurar a forma ou ignorá-la, mas sempre sem comprometer ou descomprometer, manter sempre a transparência opaca, os textos lúcidos/translúcidos. Impressionante. Ou então não.


"Que pretende a "desconstrução"... Por exemplo, no par significante/significado existe o contraponto entre o corpo (o significante) e o espírito (o significado). Perante estes pares conceptuais Derrida procurava em princípio duas coisas: diagnosticar o elemento dominado na imprescindível hierarquia (por exemplo, o corpo) e tentar reequilibrar o processo. Encontrar um terceiro termo, aparentemente insignificante, e a partir daí ir desfazendo as oposições cristalizadas. Na sua famosa "gramatologia", Derrida inverte a relação escrita/oralidade, e dá à escrita o papel primordial. Ao mesmo tempo cria um conceito (Derrida é um extraordinário criador de palavras/conceitos novos) que só funciona em termos de escrita (a oposição entre "difference" e "differance", na qual a "différance" suscita uma pluralidade não totalizável e indecidível: o seu sentido não pode ser decidido a não ser por uma escolha cega e pontual). É aqui que se vai abrir o espaço para aquilo que é uma das ideias obsessivas de Derrida: a desconstrução é afirmativa, é a mais alta celebração da vida, é a espera do inaudito, é um messianismo sem messias."
Agora que na hierarquia dos corpos Derrida transmutou o significante em significado, reconheca-se que sem esta explicação clara e espantosamente didáctica muitos de nós nunca teriam compreendido o problema de indecidibilidade.

Obrigado Eduardo. Escreveste um texto diferante. Inteligante. Um texto messiênico. Não messiânico, mas messiênico. Messiênico porque transmite uma pluralidade não totalizável, mas certamente indecidível.


  Azul Cobáltico

É a minha sugestão.

  Sem Título


Borda d'Água, Caparica, 2002

quarta-feira, outubro 13, 2004

  Portu-golo

7-1 em Alvalade. Pouco original.

  E os Reinos? E os Emiratos? E os Grão-Ducados? E as Repúblicas?

"Andorra não é um país, é um principado."

Perdo Ribeiro, hoje, no Rádio Clube Português

  Portagem em Tavira

Caro Fernando:

Os argumentos que o Presidente da Junta Metropolitana do Algarve utiliza na 'luta' contra as portagens na Via do Infante são exactamente iguais aos argumentos que podem ser utilizados em qualquer região do país. A EN1 não é melhor alternativa à A1 do que a EN125 à Via do Infante. A Estrada da Beira não é melhor que a EN125 e até a Marginal não serve de alternativa à A5.

São argumentos que caem sempre bem nas regiões e que conquistam votos, mas são maus argumentos. Se o excelente Presidente da Câmara de Tavira se insurgisse contra todas as portagens, seria coerente. Protestar apenas contra as portagens no Algarve é só mau regionalismo: pedir aos outros que paguem não só o que é deles, mas também o que é nosso.

Pior ainda é o argumento do turismo. Nunca vi nenhum turista escolher o seu destino de férias por causa de portagens. E as portagens dos turistas são pagas por estrangeiros. Se os portugueses que circulam por auto-estradas em Felgueiras pagam as auto-estradas, porque razão devemos dar borlas aos espanhóis que vão comer marisco a Olhão?

  De que se queixa Sócrates?

Promessas de mais salários para a função pública, mais pensões, mais "investimento" público, menos impostos. O regresso do Guterrismo em todo o seu esplendor.

terça-feira, outubro 12, 2004

  Serviço Público

Na 2, Michael Palin leva-nos em viagem pelos Himalayas. Às 22:30.

  Contra a Corrente

O Casino não é melhor que o Goodfellas mas a Sharon Stone bate aos pontos a Lorraine Bracco.

segunda-feira, outubro 11, 2004

  Transições

O Super Homem morreu. Derrida desconstruiu-se.

  Nobel

Luciano Amaral publicou hoje no Público a crónica "O Fim da História Económica?", com um excelente timing.

"Um fenómeno económico recente tem suscitado a curiosidade (e a discussão) de economistas e outros cientistas sociais: todas as comparações estatísticas internacionais mostram que a diferença de rendimento "per capita" entre a Europa mais desenvolvida (os antigos Quinze) e os EUA é hoje a mesma do que há cerca de trinta e cinco anos atrás. Tal como em 1970, hoje o rendimento "per capita" dos ditos Quinze é, em média, de cerca de 70 por cento do americano. Um olhar mais atento para esta comparação transatlântica mostra, porém, algumas curiosidades. A diferença de rendimento "per capita" entre as duas áreas económicas não tem origem na produtividade dos seus trabalhadores, que é idêntica, mas no tempo que dedicam ao trabalho, acontecendo isto quer porque é maior na Europa o número de desempregados (praticamente o dobro, na verdade), quer porque os que estão empregados - entre férias maiores e horários semanais menores - gastam menos horas no local de trabalho.

Este quadro aparentemente paradoxal tem levado a duas posições muito distintas para a sua explicação, protagonizadas por economistas célebres. De um lado temos economistas como Olivier Blanchard ou Robert Gordon, para quem estaríamos apenas perante preferências diferenciadas. Dada a escolha entre trabalho e lazer, os europeus prefeririam o último, ao contrário dos americanos. Do outro lado temos Edward Prescott, que, ainda colocando a tónica nas preferências, defende que elas se manifestariam em circunstâncias distintas. Os europeus prefeririam trabalhar menos, não por uma inata (ou cultural) preferência pelo lazer, mas porque o trabalho seria mais caro na Europa do que nos EUA. Segundo Prescott, o trabalho é mais caro na Europa por duas razões. Uma, os europeus têm acesso a generosos subsídios de desemprego, que os desincentivam a procurar trabalho de forma mais afincada. A outra, estão sujeitos ao pagamento de impostos sobre o seu trabalho, que os conduzem a trabalhar menos. Isto é, os trabalhadores europeus apropriam-se de uma porção menor da riqueza que geram e, por isso, preferem mais lazer.

Já que estamos a lidar com preferências, também eu indico a minha: prefiro a tese de Prescott."
Edward Prescott foi hoje galardoado com o Prémio Nobel da Economia.

  Anda Tudo Doido




Primeiro foi um antigo jornalista do Expresso a excitar-se. Confesso que não contive o sorriso quando ouvi Joaquim Vieira falar no caso Marcelo como o maior atentado à liberdade de expressão em Portugal desde o 25 de Abril.

Hoje fiquei um pouco mais aparvalhado. Até tinha em boa conta o candidato a bastonário da Ordem dos Advogados António Marinho.

Coincidências várias puseram-me em frente a um ecrã durante um daqueles programas da manhã que as televisões transmitem para as donas de casa. O Dr. Marinho estava a exercer um comentário sem contraditório. Foi tamanho o chorrilho de disparates que o senhor transmitiu sobre censura, liberdade de imprensa, liberdade de expressão, poder económico, concentração na imprensa que nem sei como qualificá-lo. Talvez como Anacleto.

Caro Dr. Marinho:

1. O senhor pode dizer as barbaridades que quiser e ninguém o prende, como pode constatar pela sua intervenção de hoje. E embora possa parecer, não é certamente por questões de inimputalilidade.

2. O Dr.Marcelo só não fala porque não quer.

3. Os donos dos jornais têm o direito de decidir sobre os conteúdos dos mesmos. Se eu fosse dono de um canal de televisão e tivesse ouvido a sua intervenção de hoje, despedia-o.

4. O senhor pode abrir o seu jornal livremente e debitar cá para fora tudo o que quiser e atá aposto que há por aí meia dúzia de malucos dispostos a comprá-lo.

5. O senhor confunde liberdade de expressão com o direito de utilização de meios privados para transmitir uma opinião. Exemplificando: só escreve no seu site quem o senhor quiser.

6. Se o senhor não quer que eu dê a minha opinião no seu site, não me está a censurar. Eu também não o deixo escrever no meu blog (o jaquiniznhos ainda tem alguma dignidade) e não o estou a censurar.

7. Em Potugal existe, felizmente, liberdade de expressão. Em Portugal tanto os ministros, como os antigos directores de jornais têm o direito inalienável ao disparate público. Os candidatos a bastonários também.

  Informação Relevante

Informa o autor deste blogue que a menor periodicidade de actualização do mesmo não se deve a pressões políticas, económicas ou familiares de qualquer tipo nem a nenhuma tentativa feita por terceiros de cercear a liberdade de expressão. O autor deste blogue não está a querer gerir o silêncio nem afirma que o silêncio também pode querer ter algum significado. A única razão para a baixa frequência de nascimento de novos posts deve-se única e exclusivamente a estes dias que têm sido f... tramados. Infelizmente calhou-me a mim na rifa a responsabilidade pelo aumento do PIB.

sábado, outubro 09, 2004

  Em Silêncio. Em Lume Brando. Deixa-os Pousar.


Pássaro, Krueger Park, África do Sul, Outubro de 2001

quinta-feira, outubro 07, 2004

  Anedota com Barbas

Num compartimento de um comboio viajavam juntos um jovem esperto, um jovem parvo, uma rapariga e uma senhora de provecta idade. Os dois jovens estavam embevecidos pela beleza da rapariga.

Ao passar por um túnel ouve-se um ruidoso beijo - chuack - seguido de uma não menos ruidosa estalada - plaft!

Quando a luz do fim do túnel voltou a iluminar o compartimento, o jovem parvo tinha uma mão marcada na cara.

"Porque é que o rapaz terá beijado a velha em vez de me beijar a mim? Que palerma. Ao menos o outro parece ser um cavalheiro" - pensou a rapariga.

"Muito bem. Aproveitou-se da rapariga e ela reagiu. Não é assim que a vai conquistar"- pensou a idosa senhora.

"Pois, o outro é que beija a miúda e eu é que pago as favas"- pensou o jovem parvo.

"Eheheheh, beijei a minha mão, dei uma chapada no outro e a miúda já só vai ter olhos para mim." - pensou o Marcelo.

quarta-feira, outubro 06, 2004

  Mudam-se os Tempos

Esta é a primeira vez que ninguém quer atribuir a origem de um facto político a Marcelo Rebelo de Sousa.

  Última Hora - Exlusivo Jaquinzinhos!

Marcelo Rebelo de Sousa na SIC. Vale a aposta?

  A Liberdade é a Mais Alta Autoridade

Ninguém é obrigado a comprar o Expresso aos Sábados. Aquilo está uma chateza.
Ninguém é obrigado a ver a prelecção do Dr. Marcelo aos Domingos na TVI. Lembra a espada do D.Afonso Henriques, chata e comprida.
Ninguém é obrigado a aturar o omnipresente pai Soares na Visão/SIC-N/Everywhere. Haja pachorra.
Ninguém é obrigado a comprar os Corto Malteses que acompanham o Público. Puro prazer.
Ninguém é obrigado a ver Seinfeld. Vê-se pelo sorriso.
Ninguém é obrigado a ouvir Rui Gomes da Silva. Ouve-se pela gargalhada.

terça-feira, outubro 05, 2004

  Os Anjos Brincam com a Luz?


Rio Tejo, Setembro de 2002

segunda-feira, outubro 04, 2004

  Peseiro Estratega

José Peseiro não quer desgastar demasiado a equipa do Sporting na Superliga. Peseiro é um verdadeiro estratega. Ele sabe que se os jogadores ficarem demasiado cansados, o Sporting arrisca-se a não ganhar a Taça Uefa.

  A Suécia...

"Sweden is sometimes regarded as one of the best countries in the world when it comes to living standards and prosperity. True, Sweden is a good country in many ways and has improved its macro-economic framework during the last 15 years or so. Unfortunately, the rosiest pictures seem more like wishful thinking when one regards statistics. Here are some facts, compiled by my colleague Fredrik Segerfeldt: Since ten years, the number of companies decreases with, on average, 10 a day. None of Sweden?s 50 largest companies was started after 1970. Of a population of 9 million, only just above 3 million go to work on an average working-day. The Government Social Insurance Office supports 26 per cent of the population. Sweden has lost 100 000 jobs in the industry in three years; if that continues, Swedish industry will have zero employees in the year 2033. In 1999, Sweden was no 4 in the international investment league, in 2002 it had fallen to no 27."

Johnny Munkhammar, Confederação das Empresas Suecas.

  Danças na Matriz

Fiz a Bússola Política do Público.

Esquerda / Direita: 4.62
Autoritarismo / Libertarianismo: -2.74

Algumas das questões são verdadeiramente surrealistas. Como responder a: "Se a globalização económica for inevitável, ela deve pelo menos servir a humanidade em vez de servir os interesses das empresas multinacionais" quem pensa que a globalização serve ao mesmo tempo a humanidade e os interesses das multinacionais?

ou: "Controlar a inflação é mais importante que controlar o desemprego." Mas quem é que controla o desemprego?

ou: "Apoiaria sempre o meu país, esteja certo ou errado." O "meu país" não tem opiniões para serem apoiadas ou rejeitadas. Quanto muito apoiamos ou rejeitamos decisões de governantes, o que é completamente diferente.

"Os governos devem penalizar as empresas que enganam o público." As empresas devem ser penalizadas pelos tribunais. Mas pressinto que responder "não concordo", contribuirá para atirar o avaliado inexoravelmente para a direita...

Já tinha feito este teste em 2002, na língua original com outros resultrados:

Economic Left/Right: 1.50
Authoritarian/Libertarian: -3.54

Falta saber se fui eu que dancei na matriz ou se foi o chão que se moveu do original para a cópia.

  Socialismos Hermanos

1. A esquerda tem um novo líder. Sai Louçã, entra Sócrates. Ó líder é 30% Santana, 30% Blair, 30% Guterres. O clássico PS fica com os restantes 10%.

2. Sócrates é contra as portagens nas SCUTS. Em coerência com o seu discurso, Sócrates deve prometer a abolição das futuras portagens das SCUTS, que assim passarão a ser novamente ex-futuras portagens. A promessa é boa e dá muitos votos. E Sócrates deve também prometer o regresso do crédito bonificado à habitação, a reversão dos Hospitais SA para o anterior modelo, baixar os preços dos combustíveis, aumentar os gastos dos estados com as políticas sociais, manter os benefícios fiscais que Bagão prometeu enterrar, aumentar o investimento público e controlar o défice sem aumentar impostos. Nada de mais. Pelo discurso parece fácil.

3. Enquanto em Portugal o PS procurava o seu líder, em Espanha Zapatero bolina com ventos fortes. Na passada semana Zapatero deu uma entrevista ao Público. Fracota até mais não. Sound Bytes para a intelectualidade reinante...

"Para mudarmos o modelo de crescimento temos de ter mais laboratórios, mais títulos académicos e menos tijolos"
... ao mesmo tempo que diz que não aceita reduções dos fundos estruturais que afectem a construção das infra-estruturas programadas;

Um confuso e errático discurso económico. Ao mesmo tempo, sem se comprometer, adopta e alarga a Taxa Tobim...

"a possibilidade de um imposto sobre as transacções financeiras ou comerciais"
...fala do comércio como forma de aproximar culturas. Zapatero quer taxar a aproximação cultural?

Um discurso cheio de percentagens, 1% do PIB para isto, 0,7% para aquilo, a recordar o pior Guterres.

A minha sensação é de Deja Vu. E temo que as consequências do Zapaterismo não sejam muito diferentes das consequências do guterrismo.

Aposto que daqui a meia dúzia de anos, à primeira inversão do ciclo económico, a Espanha estará a atravessar uma crise semelhante à que Portugal tem atravessado. Singelo contra dobrado...

sábado, outubro 02, 2004

  Sábado

E para hoje, vai ou ?

  Os Grandes Pensadores da Esquerda

Galeria de Honra, Parte 1:



Galeria de Honra, Parte 2:



Nesta cruzada anti-imperialista, anticapitalista e alterglobalizadora, o único que estará sempre presente é o verdadeiro Anacleto.

sexta-feira, outubro 01, 2004

  Jurassic Park IV

Eles vivem. Em Serpa.

Fim de Página