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terça-feira, novembro 30, 2004

  DCD

Muitos parabéns!

segunda-feira, novembro 29, 2004

  RTP Memória

Ontem de manhã fiz um zapping rápido pelos canais do Cabo e deparo num estranho jogo de futebol. Aquele estádio... os jogadores... Ora! Ora! Estavam a retransmitir um jogo com 10 anos no canal RTP Memória. Sporting-Celtic, no velhinho Alvalade. Ganhou o Sporting, 2-0. Uma bela equipa: Costinha na baliza. Paulo Torres, Peixe, Valck (?) e Nelson na defesa. Figo, Paulo Sousa, Balakov e Capucho no meio. Cadete e Cherbakov na frente. Treinador: Bobby Robson. Adjunto: José Mourinho...

Os outros canais também estavam todos enterrados nos meandros da história. A equipa em campo era a mesma de sempre. Agostinho Lopes, Amável Alves, António Filipe, Bernardino Soares, Carlos Carvalhas, Domingos Abrantes, Jerónimo de Sousa, José Casanova. Ilda Figueiredo, Odete Santos, Ruben de Carvalho, Rui Namorado Rosa, Sérgio Ribeiro, Vítor Dias. Vestiam de vermelho como e Benfica e também não jogam nada.

  Notas Curtas

1. Estou preocupadíssimo com o Sporting. É preciso não jogar nadinha, nadinha, para ter menos pontos do que uma "equipa" como aquela que conseguiu um milagroso empate contra o Rio Ave na semana passada e confirmou o nível exibicional ontem em Leiria.

2. Henrique Chaves afirmou há uns dias atrás que só não atirou um DVD pela janela por questões de boa educação. Afinal foi Henrique Chaves que se atirou da janela mas ter-se-á esquecido do DVD... Por falar no senhor, vi a fotografia dele no jornal. Espantoso. Nunca tinha reparado que tal personagem era ministro...

3. Já passaram dois dias mas mais vele tarde que nunca. Antes que Seja Tarde. A crónica de Helena Matos no Público de Sábado é, mais ums vez, obrigatória.

domingo, novembro 28, 2004

  Big in America


Big in America, Los Angeles, 1992

sexta-feira, novembro 26, 2004

  A Favor da Corrente

Hoje às 21:00, no Hollywood, um Scorcese melhor que Casino.

quinta-feira, novembro 25, 2004

  Cuida-te José, Olha as Fuças.

Como sempre, fui beber um cafezinho aqui ao lado, em plena obra parada do Túnel do Marquês. No café a discussão estava acalorada. Falava-se de Sá Fernandes. O advogado tinha aparecido na televisão, aparentemente a vangloriar-se por ter cumprido um dever cívico, o empandeiramento por 9 meses da Avenida Joaquim António de Aguiar.

Um dos quase falidos da zona, indignava-se a bom som: "Hoje nem saio aqui da porta, estou à espera que o gajo venha para aí dar entrevistas à televisão. Garanto que lhe vou às fuças em frente das câmaras".

Ora eu, que sempre fui um gajo pacífico, até acho muito bem que alguém vá às fuças do Zé. O Zé deu cabo da vida a milhares de pessoas, mandou gente para o desemprego e infernizou a vida a quem vive e trabalha na zona. Tudo a troco de publicidade para lhe alimentar o já bastante inchado ego.

E, em vez de pedir desculpa e reconhecer o erro, o Zé orgulha-se da pulhice e critica a decisão so Supremo. O Zé é mais um dos inimputáveis lusos. O Zé nunca vai pagar os prejuízos que causou a toda esta gente a quem não resta mais do que perder e calar. Os comerciantes que queriam arranjar um advogado para processar o Zé, não vão ter sorte nenhuma. A lei protege mafarricos como o Zé.

E é por isso que quando um comerciante que perdeu 75% dos clientes por causa do Zé o ouve vangloriar-se, só lhe resta o potencial prazer de lhe "ir às fuças".

PS1: Em 19 de Janeiro escreveu-se aqui:

E se por acaso o tribunal suspender as obras, resta saber quem é que pode cantar vitória. Os politiqueiros baratos, os que exultam com o 'quanto pior, melhor' e os despeitados da cidade ficarão felizes. E os outros? Com o estaleiro montado, o buraco a avançar e a Rua Joaquim António de Aguiar rebentada de cima a baixo, o que todos devem desejar é que a empreitada decorra depressa e bem. Se a construção parar, quem mais perde são os que trabalham, os que vivem e os que são obrigados a passar diariamente pelo local esventrado. E perde principalmente a CML, que terá que suportar os brutais custos de imobilização dos estaleiros a favor dos empreiteiros.

O advogado irmão do outro, teve todo o tempo do mundo para bloquear judicialmente a obra. Resolveu avançar na altura mais estúpida. Se a obra parar agora, eu, que trabalho em pleno Marquês de Pombal, sou um dos que nunca lhe perdoarei. E as conversas do dia mostraram-me que a maioria dos que andam pela zona pensam como eu. As reacções que mais se ouvem variam entre o "Agora? Dasse!" e o "Pôrra! E vão deixar esta m.... assim?". O mano do Ricardo é por isso, desde já, um forte candidato ao próximo troféu "O Palerma do Mês".

Ou será que o Zé é ainda menos inteligente do que parece e acredita que a CML vai desistir da obra e repôr a situação anterior? Ó Zé, o túnel far-se-á sempre, independentemente dos embargos que possam ocorrer e dos períodos de suspensão de obra que possam vir a ocorrer. Porque eventuais ilegalidades administrativas, se as houver, corrigem-se.
PS2: E em 2 de Agosto de 2004, foi assim:

O Zé é o típico representante de um mal português ao qual se aplica um famoso ditado com palavras só para adultos. O Zé é o tuga que não faz nada, apenas impede que os outros façam. Os Zés são uma das explicações para o nosso atraso crónico. Quem quer fazer, apanha com os Zés Barnabés pela frente para desfazer.
PS3: No meu jornal...
O Público já dedicou várias capas à suspensão das obras do Túnel do Marquês. Hoje dedica uns centímetros quadrados da sua primeira página à decisão do Supremo Tribunal Administrativo e um artigo no Local Lisboa...


quarta-feira, novembro 24, 2004

  Duas Simples Centenas de Milhar(*)

O Sitemeter ultrapassou 200000. Obrigado a todos. Foram e serão sempre bem-vindos.

(*) Duzentos mil... ou talvez mais.

  Moore Frígido

A Film Threat listou "The Frigid 50: The Coldest People in Hollywood". Moore lidera.

"But, hey, look on the bright side; no Presidential candidate endorsed by Michael Moore has ever won an election. So, Michael, why not endorse a Republican in 2008, just to see what happens?"
"There are a lot of Democrats out there that would just like to say "thanks a lot! MICHAEL!"
Cool.

  Eles Andam Aí...


Hamas em Portugal, Tavira, Julho de 2004

terça-feira, novembro 23, 2004

  Quero Lá Saber da Pergunta, Voto Não



"A Europa, em diversos graus consoante os países - sendo o mais tacanho a França -, atribui a um excesso de liberalismo os males que resultam do seu excesso de regulamentação, da superfiscalidade, de redistribuição, de protecção sectorial e de intervenção estatal. É um pouco como se um sedentário sobrealimentado atribuísse ao abuso de exercício físico o seu excesso de peso."

Jean-François Revel, A Grande Parada, Maio de 2001

Vital Moreira escreve hoje no Público:


"Uma das preocupações de esquerda em relação à integração europeia tem sido desde há muito a questão das políticas sociais. Nascida originariamente com objectivos essencialmente económicos, no sentido da criação de um "mercado comum" assente na livre concorrência, só mais tarde é que a Comunidade Europeia foi incorporando uma componente social, compreendendo políticas de emprego, garantias sociais, protecção dos trabalhadores, etc."
...
"O tratado constitucional europeu não é mais liberal do que os actuais tratados e é seguramente mais social."
...
"O aspecto decisivo está em que, contrariamente ao que se insinua, o novo tratado constitucional favorece políticas menos "neoliberais" e mais sociais do que os tratados vigentes."
Um excelente conjunto de argumentos para votar não.

Um mercado único é uma excelente ideia. A Comunidade Económica Europeia também. A moeda única pode ser ou não. A Comunidade Europeia que alguns tentam construir não é, certamente.

São as actuais tendências socializantes, unificadoras e politicamente correctas que estão a matar a Europa. O que se pretende agora é que os excessos estatistas cometidos por algumas nações, entre as quais se incluem a França, a Alemanha e, infelizmente, Portugal, sejam obrigatórios para os que se vão escapando da mediocridade generalizada, com a Irlanda à cabeça.

A Europa deixou de ser uma ideia de um espaço de liberdade para passar a ser uma espécie de monstro ultra-regulado, com uma insuportável carga fiscal sobre as populações para alimentar as insustentáveis estruturas nacionais e supranacionais, em nome de um conjunto de jargões que Vital Moreira bem descreve: "justiça social", "progresso social", "pleno emprego", "desenvolvimento sustentável", "combate contra a exclusão social".

O pleno emprego, o progresso social e o desenvolvimento não se constroem por decreto e muito menos à custa da liberdade dos cidadãos. Metade da Europa já aprendeu esta lição, suportando várias décadas de subdesenvolvimento. Esses povos que sofreram na pele os socialismos marxistas ainda vão continuar a pagar por muitos anos o elevado preço da aventura da economia por decreto. Pior ainda: com as as feridas por sarar, já há quem os queira meter noutra parecida.

O pleno emprego é uma das grandes falácias deste tipo de argumentos. Os estados são sempre os principais causadores de desemprego, por via dos excessos de fiscalidade, da sobre-regulação do trabalho, dos impedimentos à livre iniciativa, da subsidiação da inactividade, dos bloqueios administrativos e burocráticos ao investimento e da incapacidade de aplicar uma justiça célere e eficaz em defesa da propriedade e do cumprimento de contratos privados.

E qual é a receita que os estatistas recomendam para curar o mal? Mais do mesmo. Depois de criarem um exército de desempregados, os estados propõem-se combater a exclusão social. Como? Aumentando a fiscalidade para fazer face às maiores necessidades redistributivas, colocando novos entraves legais à livre contratação de trabalhadores não qualificados, exigindo novos incentivos à perpetuação do desemprego. Brilhante. Amputar a perna para tratar da unha encravada.

Agora querem que a asneira seja lei, em forma de constituição. E discutem a forma da pergunta que melhor influencie os eleitores na direcção do sim.

Comigo não se preocupem. Estou-me nas tintas para a pergunta. O meu voto não levam.

  Assuntos Pendentes

Apesar do atraso causado por motivos profissionais, não quero deixar o blogue sem referência ao fim de semana futebolístico.

1. O Benfica. O grande vencedor da jornada. Não só conseguiu evitar a derrota às mãos de uma equipa visivelmente mais poderosa como reconquistou o primeiro lugar do campeonato.

2. O Porto. Pinto da Costa queixou-se da arbitragem. Sempre que Pinto da Costa fala dos árbitros, lembro-me da anedota do homem que depois de assassinar o pai e a mãe, pedia ao juíz clemência para um pobre orfão.

3. O Sporting. Está em sétimo lugar. Está quase ganho.

sábado, novembro 20, 2004

  Jaen


Bairro de Jaen visto do Parador, 1997

sexta-feira, novembro 19, 2004

  Voando Sobre um Ninho de Cucos

1.Se já restavam poucas dúvidas, agora dissiparam-se por completo. Soares pai já não funciona bem da pinha. Agora fala em golpes de estado. Diz ele que se não fosse a CE teríamos um novo 25 de Abril. Para nos libertar da corrupta ditadura em que estamos mergulhados. Ouvi hoje alguns minutos duma intervenção pública de Soares e cada frase era mais tonta que a anterior. Soares entrou definitivamente no ramo da anedota. Preocupam-me as ambições políticas do filho. Comigo não contará, nunca. Um voto em João filho de Mário para qualquer cargo público é uma declaração científica de descrença na hereditariedade.

2. Luís Osório, director da Capital, falou ontem num programa da Dois em que jornalistas debatiam o jornalismo. Que confusão vai naquela cabeça. Para Osório, os jornais têm que ser independentes porque se não forem os leitores deixam de acreditar no que lêem. Ou seja, Osório não lê o seu próprio jornal. Mas logo de seguida Osório diz o contrário do que acabara de sugerir. Não pode ser só independente, o jornal deve ser também e sempre um contra-poder. Sócrates que se cuide. Se ganhar as eleições, Osório transformar-se-á no mais fervoroso santanista.

3. Um advogado desconhecido resolveu dar um passo decisivo para a fama. Chama-se Nuno Ribeiro e quer estoirar com a EMEL. Um seguidor de Sá Fernandes, o tal que leva à falência os pequenos comerciantes da zona da Joaquim António de Aguiar e que fez a Câmara de Lisboa perder milhões de euros a troco de publicidade e louvores públicos da intelectualidade patega. Este novo chico-esperto quer simplesmente acabar de vez com a baixa de Lisboa. Imagine-se o que aconteceria ao que resta do comércio no centro se os poucos lugares de estacionamento que ainda sobram estivessem ocupados de manhã à noite pelos funcionários que chegam mais cedo aos escritórios. Imagine-se porque é isso que este senhor espera conseguir. E tendo em atenção a qualidade de alguns juízes que por aí pululam, o homem até é capaz de conseguir um qualquer acto suspensivo da tarifação do estacionamento e deixar definhar a cidade meses a fio enquanto a nossa incompetente e lenta justiça brinca aos papéis.

4. No debate do orçamento, Portas, Sócrates e Cravinho discutiram as receitas do estado. Põe imposto, tira imposto, dá Scut, tira Scut. Estamos tramados. Tanto os que lá estão como os que lá querem estar só pensam em receitas. E o que nós precisamos é de quem corte forte e feio nas despesas. Não se vê ninguém no horizonte que o queira fazer.

Estamos rodeados de inimputáveis.

quarta-feira, novembro 17, 2004

  This Foolish Version

Estou chocado. Acabo de ouvir Paulo Gonzo assassinar These Foolish Things.

  Ai, Creuza

Mais uma brilhante/hilariante crónica de Alexandre Soares Silva.

  Alá, hic, lhe perdoe...

No Le Monde...

"Un médecin de l'hôpital Percy de Clamart, où est mort le président palestinien, explique que "pour un public non averti, cirrhose, ça veut dire alcoolo. Et, dans le contexte, ça n'était pas possible" d'en parler."
Está explicada a teoria do envenenamento. Por terras de Alá, o álcool é pior que Baygon. Pobre Yasser. Se este boato chega ao céu, arrisca-se a ficar sem as virgens...

terça-feira, novembro 16, 2004

  'Break a Leg!'

"Mais de 40 artistas cubanos, entre eles bailarinas, músicos e cantores, do espectáculo «Havana Night Club», actualmente em digressão pelos EUA, pediram asilo político a este país. A iniciativa, anunciada em Las Vegas, representa uma das maiores deserções em massa de Cuba, segundo informaram esta terça-feira vários meios de comunicação". Diário Digital, CNN, via e-mail.

  Michael, More

O polémico realizador americano Michael Moore vai realizar uma sequela do seu documentário "Fahrenheit 9/11", com lançamento previsto para dentro de três anos, segundo noticiou a revista "Hollywood Daily Variety". O realizador explicou que deseja "educar o povo americano", que, apesar dos seus esforços, deu uma segunda vitória a George W. Bush nas recentes eleições americanas - "Fahrenheit 9/11" acusa o Presidente dos EUA de ter mentido sobre as verdadeiras razões da guerra no Iraque.
Michael Moore quer contribuir novamente para a vitória do Partido Democrata dando uma ajuda na 're-educação' do povo americano. A participação de Moore foi fundamental nas últimas eleições ao afugentar milhares de potenciais eleitores moderados de Kerry para Bush.

Os conservadores já esfregam as mãos de contentes. O novo filme chamar-se-à, provavelmente, Nigthmare 11/2 - The Sequel.

  Serviço Público

Michael Palin continua o passeio pelos Himalaias. Na 2, às 22:15.

  O Guterres de Gaia

No Público de hoje:

Entre as câmaras mais endividadas, estão Lisboa (mais de 15 milhões de empréstimos) e Porto (mais de 10 milhões). A autarquia mais endividada é a de Vila Nova de Gaia, com mais de 37 milhões de euros de dívidas, liderada por Luíz Filipe Menezes. Este social-democrata já fez saber que não se recandidata ao cargo.
Pois. Quem vier depois que apague a luz e pague as contas. Menezes prefere mudar de margem e endividar o Porto.

segunda-feira, novembro 15, 2004

  Lisboa Antiga


A Colina do Castelo, Lisboa, Outubro de 2004

  Última Hora
"U.S. Secretary of State Colin Powell has submitted his resignation, a senior administration official tells CNN."

  Nem 8 nem 80

Proposta para a Liga de Clubes:

Considerando que:

1. A solidariedade social obriga-nos a todos a pugnar pelo fim das desigualdades extremas;
2. O Boavista é um clube que nos merece o máximo respeito;
3. Devemos combater a irregularidade nos resultados com vista a minimizar os impactos cardíacos na nossa população;

Propõe-se:

1. O resultado do Sporting-Boavista de ontem seja alterado para 2-1. Deste modo nenhum dos dois clubes sai prejudicado e o Boavista não ficará psicologicamente afectado para os próximos jogos.
2. Os 4 golos retirados ao Sporting sejam atribuídos ao jogo anterior, passando o resultado desse jogo a ser FCPorto 3-Sporting 4. Tal é da máxima justiça, uma vez que o Sporting não pode ser expoliado dos 4 golos marcados ontem e entre o Porto e o Boavista a distância não é muita.
3. Reposta a justiça em nome da igualdade e da saúde da nossa população, refaça-se a classificação.

Ei! Estamos só a um ponto do líder!

  Mobilidade e Estacionamento

Na Antena 1 debatem-se as taxas à entrada das cidades de Lisboa e Porto. A confusão é grande.

1. Há quem ache que sim, que deve ser preciso pagar para entrar em Lisboa porque em Amsterdão é que é bom porque lá quase não há carros. Em Amsterdão não se paga para entrar na cidade, mas o estacionamento custa 28 euros por dia no centro ou 14 euros à entrada da cidade. E paga-se mesmo porque lá não há uma EMEL incompetente e uma PSP confrangedora. Quem estacionar mal, é rebocado ou multado. Não há perdão. Ninguém abusa.

2. Há quem se proponha dificultar o acesso às cidades deixando de construir estradas, túneis ou acessos de qualidade, em nome do bom ambiente. Confesso não compreender a lógica de defender o ambiente entupindo a entrada das cidades com filas de quilómetros de veículos nos acessos. Anda por aí uma enorme confusão entre mobilidade e ambiente. O que é preciso é facilitar o acesso mas não perdoar o abuso dentro da cidade. Quem precisa mesmo de levar o carro, pode levá-lo. Mas esse luxo tem que ser caro. Quem não quer pagar, vai de transporte público. Em Amsterdão, na horas de ponta, demorei 5 minutos a chegar ao centro vindo de Edam. Os acessos são todos excelentes. Por 5 horas de estacionamento no centro paguei 16 euros. O preço é o melhor dissuasor.

3. Há quem se proponha acabar com os parques de estacionamento no centro das cidades para as tornar mais apetecíveis. Amsterdão está cheia de parques de estacionamento no centro da cidade. Londres também. Os parques tiram os carros da rua mas não inibem o acesso. Sem estacionamento as cidades morrem. Numa das cidades onde melhor se circula, Barcelona, só no parque da praça da Catalunha tem cerca de 3000 lugares enterrados. Na baixa de Lisboa, os parques subterrâneos todos somados nem devem chegar a metade desta capacidade.

4. Há quem se queixe do estacionamento ilegal e ao mesmo tempo acuse a EMEL de caça à multa. O problema é mesmo a EMEL não se dedicar à caça à multa e não ter capacidade de actuar em cima dos passeios e outros locais da cidade. O que eu quero é que a EMEL e a PSP se dediquem à caça à multa. Afinal, quem está bem estacionado nunca é 'caçado'. Em Londres não vi carros estacionados em cima do passeio. A fiscalização é privada.

5. Há quem proponha que as pessoas só andem a pé no centro das cidades, proibindo completamente os automóveis. Faz bem ao coração. Quem diz isto não tem familiares inválidos ou bébés de colo.

Sobre este assunto, há muita gente que só fala, fala, fala, fala e não diz nada.

sexta-feira, novembro 12, 2004

  Nova Lisboa


Lisboa Vista do Tejo, Outubro de 2004

  TGV Celorico da Beira-Pradolano

Ouvi há dias no rádio um excelente autarca exigir ao governo um TGV Évora-Faro-Huelva. Eu escrevo outra vez: Évora-Faro-Huelva. TGV. Parece que sem aquele investimento estruturante o interior sul vai-se desertificar. O país morre. As pessoas adoecem. As galinhas vão deixar de pôr ovos.

Ora eu acho muito bem. O TGV é uma necessidade evidente para países como Portugal. Toda a gente tem TGVs, nós não podemos ficar atrás. Até no Luxemburgo vão fazer um TGV a ligar a capital a Esch. E por cá, cuidado com o que se faz. Não se esqueçam que o autarca de Santarém exige que o TGV pare lá na terra. E o ex-ministro Jorge Coelho quer um TGV a parar na OTA. Os passageiros entram em Lisboa e saem na OTA para apanhar o avião para o Porto. Fixe. Assim evitam parar logo a seguir em Santarém, e logo depois em Leiria, e a seguir em Coimbra, Aveiro, Espinho, Gaia e Porto. Tem que parar nestes sítios todos porque não faz sentido esquartejar os distritos com as linhas dos comboios e não lhes dar a compensação de parar lá o comboiozinho.

E como também sou cidadão e pago os meus impostos, preciso também de um TGV. Celorico da Beira-Tavira-Pradolano. Ora façam favor.

E já agora uma auto-estrada directa Tavira-Oeiras-Ávila, sem portagens. Já pagamos demasiados impostos na gasolina e esta auto-estrada é demasiado importante para as regiões que atravessa para a sobrecarregar com portagens. Às vezes apetecem-me umas yemas de Ávila e há um casal amigo de Ávila que adora queijinhos de amêndoa. Temos que concordar que a falta desta infra-estrutura primordial está a a impedir o crescimento das deprimidas economias regionais e a travar o desenvolvimento das indústrias tradicionais da doçaria do Sotavento Algarvio e de Castilla y Leon Oeste.

Afinal, do que é que o governo está à espera?

quinta-feira, novembro 11, 2004

  O Perdão da Dívida ao Terceiro 'Roommate'

Um grande artigo na Onion. Vale bem a pena ler.
(via Samizdata)

  Última Hora 2

Morte de Arafat finalmente promulgada.

  Última Hora

Arafat morreu na semana passada.

  Uma Explicação de Princípios num Jantar de Adolescentes
(ouvido ao ministro António Mexia)

O Príncípio do Utilzador-Contribuinte:

Tó: "Quem paga o jantar?"
Chico: "É a dividir por todos."
Tó: "Para mim pode ser marisco"


O Príncípio do Utilzador-Pagador:

Tó: "Quem paga o jantar?"
Chico: "Cada um paga o seu."
Tó: "Quero uma pizza e um copo de água."


quarta-feira, novembro 10, 2004

  A Morte de Arafat...

...será um rude golpe para o capitalismo internacional.

  Coisas Saídas dos Altifalantes da Viatura

1. A semana passada, circulando por terras do queijo da serra, ouvi a voz de um líder de um partido político explicar cheio de convicção que os donos dos jornais só podem decidir o conteúdo editorial do mesmo numa primeira fase. Depois já não podem intrometer-se mais. É proibido. Dr. Sócrates, onde está o seu respeito pela propriedade privada? Os donos dos jornais podem e devem intrometer-se sempre que lhes apetecer. Por isso é que são donos.

Um jornal não é diferente de qualquer outra empresa. Se as grandes empresas não são habitualmente geridas pelos principais accionistas - os donos - é por opção de quem manda. Quem gere as empresas são habitualmente profissionais contratados. A avaliação das competências e das capacidades da gestão desses profissionais é dos donos. E não é só no primeiro momento, é sempre. Está sempre nas mãos dos accionistas mudar as administrações, os nas mãos das administrações mudar as chefias e as orientações estratégicas do negócio.

Também na comunicação social, as direcções dos jornais podem e devem ser mudadas a qualquer momento, por vontade discricionária de quem detém o poder para o fazer. Tem mesmo que ser assim. Nem mesmo o Dr.Sócrates deve ser impedido de mudar a direcção do Acção Socialista se este começar a publicar textos elogiosos ao governo.

O problema comum a todas as empresas privadas está nos clientes. Um jornal vende informação. O cliente fideliza-se pela credibilidade. Se os donos dos jornais se intrometerem na gestão e se se intrometerem mal, a credibilidade da informação perde-se, os clientes fogem e quem perde mais é quem fez asneira. E é por isso que se deve deixar a responsabilidade a quem sabe. Todos os outros motivos são irrelevantes.

2. Ontem, um dos mais empedernidos militantes do Partido Comunista queria convencer os ouvintes de uma estação de rádio que a vida na Alemanha de Leste era melhor antes da queda do muro. O senhor dizia e repetia que a antiga RDA era a oitava potência do mundo... Não é muito de estranhar. E não vale a pena troçar do senhor. Afinal, tal como a cientologia ou a astrologia, parafraseando Luís Raínha, "o comunismo é de facto um artigo de Fé para milhões de seres humanos. É, para muito deles, a parte mais relevante da sua existência. Não deveria constituir motivo de troça para gente tolerante e civilizada."

terça-feira, novembro 09, 2004

  Um Encontro no Baixo Douro

No Samizdata, por Michael Jennings

segunda-feira, novembro 08, 2004

  Está Ganho, Pessoal!

Foi em 1999. À nona jornada o Benfica ia à frente, o Porto a 4 pontos e o Sporting logo atrás. O Sporting foi às Antas. O árbitro chamava-se António Costa. O Porto ganhou 3-0. O treinador do Sporting era português e chamava-se Inácio. Nesse ano, fomos campeões.

É tudo uma questão empírica.

  Em Busca do Tempo Perdido

1. Bush ganhou. Aguardo com enorme curiosidade o filme que Michael Moore se preparava para rodar na Florida. Vai chamar-se Nigthmare 2/11.

2. Um tablóide britânico insultou na primeira página os votantes de Bush. Chamou-lhes burros. Grande falta de cultura geral. Nos EUA, os republicanos são elefantes. Burros são os democratas.

3. A SIC Comédia está actualmente a retransmitir os talk shows de Jay Leno e Conan O'Brian dos dias pré-eleitorais. Os convidados são quase todos anti-Bush, tal como os entrevistadores. Até Michael Moore arrastou as banhas ao lado de Jay Leno. Visto depois das eleições, o gozo é grande, não por Bush ter ganho, mas por este palerma ter perdido.

4. No Diário de Notícias, a saída de Fernando Lima deixou a esquerda muita impaciente. A entrada também já tinha sido parecida. Os jovens relativos, por exemplo, só não se impacientam se os nomeados se chamarem Vicente Jorge Silva, João Carlos Silva, Joaquim Furtado ou Luís Osório.

5. António Costa já chegou a deputado europeu e ainda ninguém lhe explicou que o défice de cada ano é pago com aumento de dívida pública. Quem disse que o conhecimento era a âncora firme de uma sólida carreira política?

6. Eles Mentem, Eles Perdem. Dos 4 perdedores, um é presidente indigitado da Comissão Europeia, outro foi reeleito Presidente dos Estados Unidos com a maior votação de sempre. O terceiro continua primeiro-ministro de Inglaterra e o quarto vai deixar os espanhóis cheios de saudades. E ainda bem que a Austrália é muito longe dos Açores, ou teríamos um quinto vencedor nas fotografias. Por falar em mentiras, as declarações de Luís Fazenda esta manhã, mentindo sobre a legitimidade da presença das forças internacionais no Iraque não augura nada de bom para o Clube dos Anacletos.

7. Houve Taça Uefa, esta semana. Se aos 3-0 do Benfica somarmos os 4-1 do Sporting, o resultado combinado dos portugueses foi 7-1.

sábado, novembro 06, 2004

  Serra da Estrela



Fim de Página