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sábado, fevereiro 05, 2005

  Anedotário (6)

Escreveu Vital Moreira, na sua causa:

"Anedotário (5)

Referindo-se ao Orçamento para o ano corrente, Santana Lopes classificou-o como "notável". A generalidade dos economistas, porém, entende que o orçamento é uma ficção, já que as receitas estão manifestamente sobre-estimadas (dado que assentam numa previsão de crescimento económico que não se verificará) e as despesas largamente subavaliadas (a começar pela verba das remunerações da função pública). Se o défice anunciado à partida já excede os 3%, é fácil imaginar que o défice real será muito superior. Realmente notável!"

Terá alguma razão, Vital Moreira. O orçamento não é corajoso porque adia mais uma vez as decisões inevitáveis que só podem significar cortes substanciais na máquina do estado. Santana não sabe como o fazer, ou não o quer fazer, ou não tem coragem. É irrelevante. O primeiro ministro vai ser Sócrates.

Então, perante esta situação, o que é que nos propõe o futuro primeiro-ministro, candidato de Vital Moreira? Entre outras promessas que vai deixando cair em cada comício, propõe-se eliminar as portagens nas SCUTs, já previstas no orçamento, "investir" fortemente na área social, nomeadamente na redução da pobreza estatística, pagar às empresas para contratar pessoas que elas por si só não contratariam, repôr benefícios fiscais, gastar mais uns milhões num choque de marketing tecnológico, duplicar os fundos públicos para capital de risco, duplicar o investimento público em I&D, criar 1.000 lugares adicionais para I&D na administração pública, não aumentar as propinas, etc, etc, etc. Por aí fora. Não é bem a desbunda guterrista, mas vai no mesmo caminho.

E a maior anedota de todas é que tudo isto é prometido ... sem aumentar os impostos. Afinal, Dr. Vital Moreira, que défice nos propõe Sócrates para 2005?

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