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quarta-feira, fevereiro 02, 2005

  A Cruz

Pergunta o Rui, em duplicado, no Adufe e na Grande Loja:

"Se andassem à caça de judeus e o Estado te pedisse para pores num papel uma cruzinha correspondente à tua religião, preenchias o impresso, JCD?"
Nos censos do INE, antigamente, perguntava-se a religião. Num país livre, não faz mal responder. É só para efeitos estatísticos.

Caro Rui, andam por aí outros líderes de partidos sobre quem circulam exactamente os mesmos boatos que nunca 'preencheram a declaração'. Ontem não foi bem assim. Um líder de um partido preencheu o impresso. Disse, indignado, que não é judeu. E por muito que se filtre o sentido da indignação, o que sobrou é que ser judeu é mau. É?

Por falar em vida privada, roubo este texto ao Blogouve-se. Foi escrito pelo antigo director do Expresso, Joaquim Vieira.

"[Paulo] Portas tem realmente um problema com a sua imagem perante o eleitorado conservador que é o seu. Um político, pela natureza da função, está obrigado a um maior grau de exposição perante a opinião pública do que o cidadão comum (...). Portas defende as tradições, os valores familiares e a moral católica, e naturalmente os eleitores interrogam-se: quem é este homem? É católico praticante? Porque é que não casou? Que vida afectiva tem? Porque é que não se abre sobre isso? (...) São perguntas que não desaparecem. Portas sabe, e o eleitorado também".
Claro que isto não faz mal nenhum. É sobre Portas, e as virgens não se ofendem sobre tal personagem. Sobre assuntos de índole pessoal, importante e decisivo é impedir que católicos praticantes amigos do papa sejam comissários europeus.

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