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segunda-feira, fevereiro 21, 2005

  The Day After

1. Hoje saí de casa com chuva. O PS já está a fazer milagres pela agricultura.

2. Almeida Santos consegue realizar o seu slogan de campanha, 20 anos depois. O PS tem um governo, uma maioria e um presidente.

3. Não, não valia a pena terem concorrido juntos. O meu fornecedor oficioso de informação estatística informa-me que se PP e PSD têm concorrido juntos, os votos somados de ambos apenas roubariam 5 deputados ao PS. A saber, em Aveiro, Castelo Branco, Faro, Vila Real e Madeira. A maioria continuaria absoluta.

4. Perez Metelo também quer mudar o pacto de estabilidade, para permitir maiores gastos sem ultrapassar os limites definidos pelo Pacto de Estabilidade e Crescimento. A teoria é simples: se as contas não dão certo, muda-se a matemática. Preocupante. É aqui que reside o maior desafio do novo governo. É OBRIGATÓRIO diminuir o peso da máquina do estado. Se Sócrates ignorar esta obrigação cívica para com os contribuintes portugueses, cozerá em lume brando. Daqui a 6 meses já só se fala em défices, dívida e receitas extraodinárias. Cairá, mais tarde ou mais cedo.

5. Em 2005 os impostos vão aumentar.

6. O discurso de Santana foi pífio. Se o PSD quer ter futuro, Santana tem que se ir embora. E não são Marques Mendes ou Filipe Meneses que fazem falta ao PSD. Infelizmente, os medíocres são os mais prováveis vencedores do partido. A estrutura não vai deixar que as coisas mudem.

7. O de Sócrates não foi melhor. Fez o discurso do 'toma lá que já levaste' e em vez de falar para Portugal, continuou a campanha pela noite fora. A primeira medida que promete nada tem a ver com as exigências do estado. Quer mandar jovens para as empresas. As empresas vão deixar de contratar estagiários. Se o estado paga, mais vale esperar, aproveitar a onda e tentar receber alguns de borla.

8. Nas TVs, ganhou a SIC. A TVI foi por vezes risível. O casal meteu água por todos os lados. Nobre Guedes estava de costas para a Manuela e quase que ficou com um torcicolo de tanto olhar para trás.

9. Maioria absoluta. Não há desculpas. Aproveitem bem a oportunidade.

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