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quarta-feira, março 09, 2005

  É a Inveja, Senhor

Via Insurgente, cheguei a este post de Filipe Moura, no Blog-de-Esquerda. Escreve isto:
«...Há que afirmar com frontalidade que dificilmente se podem pôr em prática políticas de esquerda sem subidas de impostos. Agora, da mesma maneira, dificilmente uma política pode ser de esquerda sem que sejam, principalmente, os ricos a pagar esses impostos...»
Mais claro não se pode ser. Políticas de Esquerda => Mais Impostos. Não interessa se os impostos já são altos ou não. Se são comportáveis ou não. Têm é que ser mais. Não há um limite. Mais. Mais.

O Filipe está apenas a ser transparente e a escrever uma grande verdade. A história demonstra-o, tem sido sempre assim. Esquerda sempre foi gastar mais.

E gastar mais, como? Com mais impostos. E mais impostos de onde? Dos ricos, evidentemente. Esses malandros. Os empresários á frente, pois está claro. Eles que paguem. Não interessa se praticamente toda a riqueza que paga o nosso estado social seja criada pelas empresas, o que é importante é ir sacar mais a esses tipos e evitar que eles apliquem o que ganharam. Até porque podem comprar Ferraris ou criar novas empresas, por causa do lucro. Não pode ser. O lucro é tão mau como o Ferrari.

Mas há um problema. Grave. Os ricos mesmo muito ricos não chegam. O problema é que depois de roubar muito aos ricos, eles fogem ou deixam de ser ricos. Ora é preciso ir buscar mais. Muito mais. A esquerda (e também muita direita) não se cansa de inventar novas ideias para gastar o dinheiro que vão sacar aos outros. E tanta idiotice tem que ser solidamente financiada. Alarguem-se as definições, venham mais ricos. Chamemos 'ricos' a todos os portugas que ganham salários 'altos', o que para o fisco lusitano é qualquer coisa acima do limiar de pobreza estatística de um luxemburgês. Vamos lá obrigar esses 'ricos' a suportar os programas que os iluminados decidem. Eles que paguem, em nome das políticas de esquerda.

A grande diferença entre um liberal e um homem de esquerda é mesmo esta. Eu quero que o Filipe crie muita riqueza, aplaudo-o se ele o fizer e gosto de ver o seu mérito reconhecido pela sociedade. E não tenho nem quero ter a veleidade nem a arrogância de achar-me no direito de decidir o que fazer do dinheiro que o Filipe ganha devido ao seu mérito e ao seu trabalho.

O Filipe, pelo contrário, julga-se no direito de decidir o que fazer à riqueza que os outros criam. Um direito divino, iluminado, que só os homens de esquerda podem ter. Para os Filipes, o sucesso alheio deve ser nacionalizado. E foi por isso que o socialismo deu no que deu.

Gostava de dizer "Deus nos livre destes Filipes", mas não só sou agnóstico como sei que eles já andam por aí. E bem por trás desta pretensão dos homens de esquerda, ainda que escondido bem fundo nos seus subconscientes, está um sentimento que tento sempre evitar que atinja aos meus filhos. Chamem-lhe o que quiserem. Eu chamo-lhe inveja.

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