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terça-feira, março 29, 2005

  O 8 e o 80

Perto da fronteira portuguesa de Vila Real de Santo António, nasceu Punta Moral. Punta Moral é mais uma urbanização turística, com hotéis, apartamentos e marina, desenvolvida em cima das praias para a classe média média/alta e que foi planeada com um evidentes cuidados urbanísticos.

Punta Moral foi construída num espaço desocupado, uma zona costeira até aí livre de promoções imobiliárias e contou com a oposição de organizações ecologistas.

«Las terribles obras de Castillo de San Miguel, Punta del Moral en Isla Canela, Puente Esuri en el Guadiana, y los Avances de Planes Generales de Ordenación anunciados en estas localidades y en otras como Isla Cristina y Lepe pronostican una lluvia de cemento y ladrillo sobre la costa occidental de Huelva.»
Agora que Punta Moral está quase terminada, é curioso constatar que parte significativa dos apartamentos foram comprados por portugueses, que já detinham uma quota significativa na vizinha Isla Canela.

A razão para esta compras fora de portas é evidente: não há oferta equivalente em Portugal. Cá só temos o 8 ou o 80. Como já não se pode fazer rigorosamente nada de novo na costa, apenas os aglomerados já existentes continuam a oferecer espaço de construção. O pandemónio multiplica-se nas Quarteiras, Albufeiras e Milfontes com a complacência/colaboração/displicência das nossas autarquias.

E se alguém se lembrar de tentar construir o que quer que seja com alguma qualidade fora destes centros, entrará numa via sacra de aprova/chumba/atrasa/altera/adia. E quando alguém consegue avançar, nascem Vales da Telha. Em Portugal não há meio termo. E os portugueses fogem para Espanha. Estranho país que reclama uma vocação turística.

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