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terça-feira, maio 24, 2005

  Os Prós Obsessivos e os Contra-Obsessivos

1.Pina Moura, Murteira Nabo, Ribeiro Mendes, Nogueira Leite, Bagão Félix e Eduardo Catroga. Ninguém se surpreendeu com a "anúncio" de Constâncio, porque não havia nada de novo para saber. Uma única excepção. O Nabo não sabia.

2. Infelizmente, Jorge Coelho não foi ao P&C. O homem que de manhã promete gastar milhões, pela tardinha grita chavões conta a despesa pública. A RTP mostrou-o a ler um papel e era evidente que não percebia patavina do que estava a ler. Coelho exige que os responsáveis pelo défice expliquem ao país o que fizeram. Logo ele, que foi ministro dos governos da tragédia da explosão pro-ciclica do peso do estado. Há gente que não tem um mínimo de pudor. Sócrates devia meter o Coelho na cartola e deixá-lo por lá, por muitos anos e bons.

3. Claro que ambos têm culpas, com diferentes gravidades. Cavaco deixou passar legislação sem se ter apercebido muito bem das consequências futuras no crescimento do monstro. Guterres foi o homem da desbunda pública nos anos em que deveria ter havido mais contenção e nunca deixará de ser o principal responsável pelo que passámos, passamos e vamos passar nos próximos anos. Para este, não há perdão. Barroso tem a culpa de não ter tido coragem de cortar a eito. Ameaçou muito, mas cortou pouco. Entrada de leão, saída de burocrata.

4. Este PS foi contra todas as medidas de controle da despesa pública que os anteriores governos tomaram, fez uma campanha eleitoral em que todas as promessas iam no sentido do aumento do peso do estado e as poucas medidas que já anunciou como governo foram também no sentido de aumento da despesa. E agora, são eles que vão resolver o problema? Está bem, está. A raposa a proteger as galinhas.

5. Cortes de despesas? O socialista César já avisou que não vão haver cortes lá nas ilhas, parece que já recebeu garantias. O autarca viseense já proclamou a impossibilidade de mexer nos dinheiros das autarquias. Coelho já reafirmou que as SCUTS são de borla e vêm aí mais hospitais. O ministro das obras públicas promete aeroportos e TGVs enquanto o ministro da economia passa o tempo nomeando boys. Os dirigentes sindicais já prometeram reacções musculadas a tentativas de reduzir privilégios da função pública. Ninguém está disposto a perder regalias absolutamente nenhumas. O vizinho que pague a crise. E no poder está um partido conhecido por ceder a todos os lobbys. Mas quem é que acredita em cortes de despesas?

6. 3 de Janeiro de 2005. Nada mudou. Os impostos vão mesmo aumentar em 2005, para nossa desgraça.

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