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quarta-feira, junho 22, 2005

  Contribuição Para a Construção de Uma Nova Teoria Económica.

O Sampaísmo - Alguns conceitos de base

1. Os portugueses são vítimas de um embuste porque não foram convenientemente informados de uma peculiaridade envolvendo os créditos bancários: os empréstimos são para pagar. Para evitar este engano perpetrado pelo grande capital contra as classes menos favorecidas, é desejável que os assalariados sejam obrigados a pagar as casas e os carros a pronto.

2. Os bancos atentam contra o crescimento económico porque têm lucros. Se os bancos ganham tanto dinheiro, o país não se pode estar a desenvolver. Precisamos de bancos que consigam ter prejuízos em nome do desenvolvimento do país. (Será necessário chamar de novo o Silva Lopes para resolver o problema?)

3. Axioma Base: Se as empresas têm lucros as coisas estão a correr mal. A redistribuição, base do desenvolvimento sustentável, é incompatível com lucros altos. Há duas maneiras de resolver o problema: aumentando muito os impostos, para que o estado se apodere do excesso de lucros e os redistribua, ou orientar as empresas na aplicação correcta dos excessos. Exemplos: novas tecnologias, risco, inovação, investigação, ambiente, formação, exportação, cooperação. (Nota: é preciso pedir ao Metello mais umas quantas key-words, estas já começam a estar gastas.)

4. Se um governo fizer cortes na despesa e mesmo assim as contas públicas não se equilibrarem, então os cortes não valeram a pena e não deveriam ter sido feitos. Tomemos o exemplo de Portugal. Os cortes feitos no tempo de Manuela Ferreira Leite foram exageradíssimos. Como o Constâncio demonstrou, o resultado foi passarmos de um défice com uma casa decimal para um com duas casas. Daqui se comprova que para combater o défice não se podem fazer cortes na despesa. Está mais que óbvio que se os cortes continuam, para o ano estamos nas 3 casas decimais.

5. As instituições financeiras não percebem nada de gestão de risco. É preciso ser Tó para perceber da coisa. Por cá temos dois: o Zé Teixeira e o Perez Metello. (Nota: sugerir ao Pinto de Sousa que nomeie estes dois para o Banco de Portugal ou para a CGD.)

6. Vamos lá esclarecer isto duma vez por todas: Haverá vida para lá do défice se e só se o défice for tal que permita a dívida para lá do défice. Antigamente o défice era um défice que permitia que houvesse vida para lá do défice mas agora o défice está em défice dificultando a vida a quem quer ter vida para lá do défice sem deixar que haja dívida para lá do défice.. Do mesmo modo podemos pensar se haverá vida para lá da dívida. A dúvida é se a dívida do défice é demasiado deficitária pondo em dúvida a vida para lá da dívida.

7. Há uma relação pouco simpática entre os três vértices da equação económica: os bancos, as empresas e o estado, "não se respeitando uns e outros, num equilíbrio que deveria ser de triângulo equilátero e acaba por ser escaleno".

8. Para resolver a situação das contas públicas, é necessário esperar «uma convergência de esforços de todos os portugueses», para atingir uma plataforma comum de entendimento em que o estado e os organismos públicos cooperem com as instituições privadas em alinhamento com uma necessária vontade de vertente supranacional, num envolvimento englobante e abrangente, conjugador de capacidades e capaz de gerar um «grande acordar colectivo» de inovação e confiança.

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