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terça-feira, junho 28, 2005

  Então e o Contraditório?

O P&C convidou Artur Santos Silva, Medina Carreira, João Ferreira do Amaral e Silva Lopes para discutir o estado da economia, ou o estado a que o estado trouxe a economia.

Ora, isto de debater um assunto tão relevante com 4 extremistas neo-liberais está absolutamente errado. Devia ser proibido. Então e a gente de esquerda, não tem palavra? Deixar sózinhos aqueles quatro lacaios do capitalismo selvagem que advogam a redução do peso do estado na economia, a eliminação de direitos dos trabalhadores, direitos inalienáveis porque revolucionariamente adquiridos, a redução das políticas sociais e tudo isto sem contraditório, é um assalto aos direitos de representatividade do laborioso povo de esquerda.

E logo na RTP, que é paga por todos nós. Para ouvir diagnósticos daqueles, mais vale ler os blogues da direita imperialista ultraliberal pró-capitalismo-selvagem-insensível que já andam a contar aquelas patranhas desde os primórdios do capitalismo blogosférico.

Também me pareceu um desaforo escolher 4 gajos que, aparentemente, sabem fazer contas, todos os quatro. Ora, já se sabe que a matemática, nos dias que correm, é uma terrível arma que a direita utiliza para combater o socialismo. À matemática capitalista é preciso responder com a sociologia científica progressista. Ora, viram lá algum representante desta importante corrente do pensamento pós-moderno? Não!!!

Onde estava o camarada Boaventura? Onde estava o camarada Outro Santos Silva? Onde estava o camarada Prado Coelho? E o camarada Rosas? Ou mesmo o Timshel? Népia. Nulos. Nopes. Nada, nadinha, ninguém! Só botaram opinião tipos que fazem contas!

Porque é que não convidaram a camarada Odete para explicar àqueles ignaros que é urgente aumentar os salários da função pública para que estes ao ampliar o consumo causem o crescimento da economia? Onde estava o camarada Louçã para explicar que a sustentabilidade da segurança social se faz reduzindo a idade da reforma? Onde estava o camarada Coelho para explicar que é estoirando com mais uns quantos milhares de milhões em aeroportos e TGVs que a economia levanta voo a grande velocidade?

Bolas. Que indignação!

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