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segunda-feira, junho 06, 2005

  Serviço Público

A edição de Domingo do deslinkado Público, trazia preto no branco uma lista de salários das mais altas individualidade do serviço público lusitano. Vem lá tudo. Directores nacionais da guardas e polícias, comissários de tudo e mais alguma coisa, directores-gerais disto e daquilo, governadores daqui e dali e seus respectivos vices, inspectores de públicos e privados, presidentes de frito e cozido e ainda mais uns secretários-gerais de organismos vários. Tudo gente importante, tudo gente que gere e mexe com o erário.

A lista de salários demonstra que qualquer administrador, director financeiro ou director de marketing, directores de fábricas, de jornais ou de obras de uma qualquer empresa privada gerida a sério, ganha significativamente mais do que qualquer um dos listados no Público. Mas também é óbvio que para a maior parte dos muitos medíocres que ocupam lugares listados pelo Público, se não fosse o acesso garantido a essas funções pelo cartão do partido, nunca teriam acesso a semelhantes níveis de remuneração no sector privado.

Os lugares de chefia no serviço público são ocupados maioritariamente por dois tipos de quadros:

1) Competentes mal pagos e potencialmente desmotivados.
2) Incompetentes felizes com salários despropositadamente elevados.

Idealmente, pretende-se mais gente competente em lugares do topo da hierarquia no serviço público. Acontece que o debate em curso levará a pagar pior aos do tipo 1) para lixar os do tipo 2).

E se dos primeiros alguns chateiam-se e acabam por se ir embora, os segundos, chateados ou não, não têm para onde ir. Deste tipo 2) a oferta é grande. Há mais uns quantos milhares em lista de espera pelas benesses.

Temo que a única consequência desta "moralização" em curso seja mais incompetentes e pior serviço público...

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